quinta-feira, junho 21, 2007

Curtas em grande porque nem só do Rio Ave Futebol Clube vive (felizmente) Vila do Conde

Sessenta filmes participam nas duas principais competições oficiais do 15/o Curtas Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema, disse hoje à Lusa fonte da organização do evento, que decorre entre 07 e 15 de Julho próximo.
Estes filmes - 48 na Competição Internacional e 12 na Competição Nacional - foram escolhidos entre os mais de 1.800 candidatos a participar na 15/a edição do Curtas em Vila do Conde, o que representa um novo recorde de inscrições.
O festival mantém a estrutura dos últimos anos e prevê "um novo recorde de inscrições", atendendo aos prazos de recepção de candidatos às competições internacional (13 de Abril) e nacional (25 de Maio).
A edição deste ano do festival vai incluir uma retrospectiva da obra do realizador britânico Peter Whitehead, considerado um dos mais importantes cineastas de vanguarda do reino Unido.
Nascido em Liverpool, em 1937, Peter Whitehead faz parte do grupo de realizadores que abalou a indústria cinematográfica europeia nos anos 60 e 70.
Destacam-se na sua filmografia as obras "Pink Floyd London 66-67" (1967), documentário dedicado a Syd Barrett, do lendário grupo de rock britânico Pink Floyd, assim como "Tonite let's all make love in London" (1968), que retrata a Londres psicadélica e "underground" do final dos anos 60.
"Charlie is my darling: The Rolling Stones on tour" (1966), um filme raramente exibido, é um documentário histórico sobre os Rolling Stones que utilizou uma abordagem inédita na altura e que também será exibido este ano em Vila do Conde.
Mantém-se a nova secção estreada no último ano, o programa especial "Remixed", que reunirá curtas e longas-metragens, cinema ao ar livre, filmes-concerto, instalações interactivas e performances, que tenham como ponto comum "explorações contemporâneas nas áreas do som, da música e das imagens em movimento".
A secção destinada a estudantes de cinema e audiovisual ("Take One!"), estreada em 2005, será também reeditada este ano, bem como a "Work in Progress", mostra multifacetada que junta estreias de longas-metragens com instalações de vídeo e projectos que exploram novas linguagens.

Seria bom para o Rio Ave que nesta Assembleia Geral houvesse um verdadeiro debate de ideias

Convocatória para Assembleia Geral
CONVOCATÓRIA

Em conformidade com o disposto no art.º 77 dos Estatutos, convocam-se os sócios do Rio Ave Futebol Clube a comparecer no Auditório Municipal de Vila do Conde, no dia 1 de Julho, pelas 10 horas, para a realização da Assembleia Geral Ordinária, com a seguinte

ORDEM DE TRABALHOS
1 - Apresentação do Plano de Actividades e do Orçamento de Base Zero para a época 2007/2008;
2 - Outros assuntos de interesse.

Nota:
a) Se à hora marcada o número de associados não for o suficiente, a Assembleia iniciar-se-á 30 minutos depois, em segunda convocação, com o número de associados presentes.

b) Só poderão participar na Assembleia os Sócios com as quotas em dia.

quarta-feira, junho 20, 2007

Flanco direito fechado com Ribeiro e Miguel Lopes

Ribeiro, que jovava no Beira-Mar desde os nove anos, chegou ontem a acordo com o Rio Ave. O defesa-direito, de 28 anos, assinou um contrato válido por duas épocas com o clube vila-condense, interrompendo uma longa ligação ao clube de Aveiro onde se formou e onde completou 106 jogos na Liga principal, seis dos quais no campeonato terminado em Maio, conforme recorda o Jornal O Jogo.
"É um ciclo que se encerra, passei lá bons momentos, vou guardar boas recordações", disse Ribeiro a propósito da decisão de sair do Beira-Mar. Agora, acrescentou, deve "respeito e dedicação ao Rio Ave, cujos responsáveis apostaram em mim".
A opção por aceitar "um convite aliciante" explica-se, adiantou Ribeiro, em poucas palavras. "Primeiro, a forma interessante com que as pessoas responsáveis pelo clube demonstraram em me querer no Rio Ave. E depois porque todas as referências que tenho sobre o clube são as melhores possíveis; é um clube com dignidade, tradição e respeito, o que é fundamental nos dias de hoje", confidenciou o lateral que está apostado em contribuir para atingir os objectivos pretendidos pela equipa de João Eusébio. Pela nossa parte, damos os parabéns à direcção do Rio Ave por esta contratação. Para além da sua valia desportiva, perfeitamente de acordo com o que precisamos para lutar pela subida (subida, ouviu bem, senhor Eusébio?), é preciso frisar que Ribeiro é um excelente elemento de balneário, com muita experiência no escalão principal, sendo um valor acrescentado para a coesão do grupo e, seguramente, também em termos desportivos, dado que na época passada numa tivemos um lateral-direito de raiz.

MIGUEL LOPES. Proveniente do Operário, Miguel Lopes, de 21 anos, rubricou um contrato por três épocas. À semelhança de Ribeiro, o jovem médio, que fez a formação no Benfica, actua sobre a direita mas numa posição mais avançada. Trata-se de um atleta que o Rio Ave passou a acompanhar a partir do jogo da Taça de Portugal que lá fomos ganhar na época passada.

terça-feira, junho 19, 2007

Futsal prepara ataque à subida de divisão com Paulo Morim de regresso ao banco

O Departamento de Futsal do Rio Ave já começou a preparação da próxima temporada, tendo já assegurada a constituição da equipa técnica que vai orientar a formação sénior no Campeonato Nacional da 2ª Divisão. Paulo Morim regressa ao Rio Ave como treinador principal, sendo auxiliado por Carlos Martins, antigo treinador do Macedense, e Fábio Tavares, actual treinador da equipa de juniores do Rio Ave que se sagrou Campeã Distrital da 2ª divisão. Fábio Tavares continuará à frente do comando técnico dos juniores, fazendo a “ponte” com a formação sénior.
Entretanto, o plantel está também em fase de renovação. O Rio Ave assegurou a continuidade dos jogadores Jaime, Bruno Ramalho, Zé Miguel, Hugo Bacalhau e Mário Costa, o regresso do guarda-redes Mário Rodrigues e a integração do júnior Ricardo.

sexta-feira, junho 15, 2007

Situação fiscal do Rio Ave regularizada

Nota publicada no sítio oficial do Rio Ave FC

O Rio Ave Futebol Clube entregou, hoje, quinta-feira, dia 14, na sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, os documentos necessários à inscrição para a época desportiva de 2007/2008, nomeadamente as certidões do Centro Regional de Segurança Social do Porto e dos Serviços de Finanças de Vila do Conde, as quais comprovam a situação regularizada, junto daquelas entidades.
A Direcção do Rio Ave FC atingiu, assim, um dos objectivos a que se propusera. A gestão financeira do Clube manter-se-á no mesmo rumo, pois só deste modo será possível que o Rio Ave FC seja viável e se assegure o futuro.

PS: Finalmente. Depois de uma temporada em que não pudemos inscrever reforços de Inverno por culpa das dívidas do passado, o esforço da actual direcção permitiu tapar, finalmente, o buraco financeiro do passado. Parabéns.

quinta-feira, junho 14, 2007

Rio Ave 2007/08: O Estado do Plantel


Os responsáveis do Rio Ave fixaram como objectivo primordial o reforço de três posições específicas no mercado: lateral-direito, defesa-central e ponta-de-lança. Aguardamos ansiosamente por novidades que nos garantam um grupo mais equilibrado em 2007/08. Exceptuando Fábio Coentrão, nenhum dos 8 atletas que deixaram o clube deu um contributo significativo à equipa. na época passada. Por isso, qualquer atleta de qualidade que chegue será sempre um valor acrescentado. Esta Bolsa foi elaborada partindo do princípio que João Eusébio vai continuar a jogar em 4x4x2, e o facto do plantel praticamente não ter extremos indicia que o jogo pelos flancos não vai ser prioritário. Luisinho é a única opção para alargar a frente de ataque contra aqueles adversários que repetidamente se fecham no Estádio dos Arcos. Por outro lado, e quanto à posição de lateral-direito, são necessários dois reforços. Até porque Vítor Gomes, se como todos esperamos for ao Mundial Sub-20, vai perder a pré-época e dificilmente estará em condições de competir no início da temporada oficial. De qualquer forma, se os tais 3 reforços fulcrais forem de qualidade, a polivalência do plantel deverá cobrir as restantes lacunas.

PLANTEL DO RIO AVE 2007/08
DEFESA:
Guarda-redes: Mora, Adriano, César
Laterais-direitos: Ribeiro (ex-Beira-Mar)
Defesas-centrais: Danielson, Bruno Mendes, Fábio Faria, ?????
Laterais-esquerdos: Milhazes, Samson

MEIO-CAMPO:
Vértice defensivo: Vítor Gomes, André Vilas Boas
Miolo: Niquinha, Delson, André Serrão, Tiago Terroso
Vértice ofensivo: Evandro, Marquinhos

ATAQUE:
Extremos: Luisinho (ex-Moreirense), Miguel Lopes (ex-Operário)
Avançados: Keita, Chidi, Ronaldo, ?????

BALANÇO:
Entradas: Marquinhos, Luisinho, Ribeiro, Miguel Lopes
Saídas: António, Fábio Coentrão, Ricardo Jorge, Agostinho, Gama, Costé, Laércio, Pires

quarta-feira, junho 13, 2007

Paços de Ferreira encerra pré-época do Rio Ave. Não vamos dar outra vez na pá ao Celta de Vigo?

Artigo publicado pelo Jornal O Jogo

A oficina em Vila do Conde abre no dia 2 do próximo mês, sendo que o estágio que João Eusébio dirigirá está agendado para Ofir e decorrerá entre os dias 8 e 14 do mesmo mês. Como o início oficial da época está marcado para o dia 4 de Agosto, com a primeira eliminatória da Taça da Liga, apenas com a presença de equipas da Liga de Honra, o Rio Ave realizará todos os jogos de preparação durante o mês de Julho, fase que encerra a 28 com o confronto com o Paços de Ferreira. Antes, a equipa orientada por João Eusébio vai defrontar o Varzim, Trofense, Gil Vicente, Penafiel e Merelinense.

PS: O facto da pré-temporada ser mais curta é uma excelente notícia, dado que na época passada o Rio Ave fez uma preparação espectacular, mas entrou mal no campeonato. Pelos vistos, as novas exigências competitivas da Taça da Liga impedem-nos de ir a Tomiño defender o troféu que com tanta classe conquistámos nas duas últimas temporadas frente a uma equipa respeitada na Liga espanhola como é o Celta de Vigo a jogar com os seus titulares em ambas as ocasiões. Era bom trazer a terceira taça consecutiva para Vila do Conde, mas de facto a Liga de Honra é que interessa e vamos acreditar sempre na subida, e exigi-la, por muito que isso possa incomodar o espírito conformado e funcionalista do nosso treinador.

segunda-feira, junho 11, 2007

Vítor Gomes a caminho do Mundial Sub-20 com Fábio Coentrão também na pré-convocatória


A Federação Portuguesa de Futebol divulgou esta segunda-feira a lista de 26 jogadores que fazem parte da pré-convocatória para o Mundial de Sub-20 que se vai realizar no Canadá. Na lista escolhida pelos treinadores José Couceiro, Rui Caçador e Carlos Dinis destaca-se, na perspectiva rioavista, a presença de Vítor Gomes, que é acompanhado por Fábio Coentrão nesta primeiro leque de seleccionados. Os 21 jogadores que irão ao Mundial, três dos quais guarda-redes, irão divulgados à FIFA no próximo dia 15, sexta-feira, e serão escolhidos do lote de 26 agora divulgados. Eis a lista de pré-convocados:

Académica: Hélder Barbosa;
A.C. Monza Brianza: Diogo Tavares;
Atlético: Ricardo Janota;
Naval 1º Maio: João Ribeiro;
Olivais e Moscavide: André Marques;
Paços Ferreira: Antunes;
Penafiel: Guedes;
Estoril Praia: David Caiado e Zezinando;
Ribeirão: Bruno Pinheiro;
Tourizense: Steven Vitória e Zéquinha;
Belenenses: Mano;
Portimonense: Nuno Coelho e João Pedro;
Real Sport Massamá: Paulo Renato;
Rio Ave: Fábio Coentrão e Vítor Gomes;
Sp. Braga: Bruno Gama;
Sp. Covilhã: Igor Araújo;
Benfica: Pedro Correia;
Werder Bremen: Amaury Bischoff;
Sporting: Bruno Pereirinha e Rui Patrício;
Villarreal: Feliciano Condesso;
Vitória Guimarães: Pelé.

terça-feira, junho 05, 2007

João Eusébio, o verdadeiro Anti-Mourinho da motivação, diz que o objectivo para 2007/08 não é a subida!!!

Mister, olhe que os sócios não dormem e o Rio Ave em 2007/08 já vai poder inscrever treinadores a meio da época...

- Renovou contrato como treinador do Rio Ave. Ficou satisfeito?
- Sim. Era esse o meu desejo e vai de encontro, também, às pretensões do Rio Ave FC. Significa o reconhecimento do trabalho que está a ser desenvolvido, desde a aprendizagem até ao futebol profissional. Quando esse reconhecimento aparece, só podemos ficar satisfeitos.

- Esta renovação de contrato pode significar a continuação da aposta nos escalões de formação?
- É um facto. No fundo, esta tarefa é um pouco ingrata, porque estamos a desenvolver um trabalho cujos resultados não são visíveis no imediato. Não se trata de um trabalho de impacto ao nível dos resultados desportivos e penso que nem toda a gente estaria disposta a aceitar. No entanto, a nossa equipa técnica está habituada às dificuldades e aos desafios. Sabemos que o Clube não está, actualmente, a atravessar um bom momento. Está melhor, sem dúvida. Mas ainda não reúne as condições necessárias para estar numa situação tranquila e pensar em objectivos diferentes. Assim sendo, o nosso trabalho passa por fortalecer a estratégia que já vinha sendo desenvolvida, apostando cada vez mais na formação de novos jogadores. A equipa profissional precisa destes jovens oriundos das camadas jovens, porque a conjuntura financeira assim o obriga. É evidente que os resultados desportivos podem não ser imediatos… Aceitei o projecto do Rio Ave, estou de acordo com as condições oferecidas e apelo aos sócios para que tenham alguma paciência, porque este trabalho não dá resultados de um dia para o outro.

- Isso significa que o objectivo para a próxima temporada não é a subida de divisão?
- Exactamente. À semelhança do que aconteceu na época passada, o Rio Ave tem as prioridades bem definidas. Perante essas prioridades, temos de organizar o nosso trabalho com o objectivo de as alcançar passo a passo. Pretendemos fazer um campeonato tranquilo, sendo certo que o Rio Ave tem uma filosofia de vitória. E só a consegue quem acredita. É uma filosofia que está a ser implementada desde as camadas jovens. Os jogadores trabalham com o objectivo de vitória, de futebol espectáculo e criativo. É evidente que os resultados desportivos são importantes, mas não podemos viver dependentes deles.

- Na próxima época, o Gama passa a integrar a equipa técnica. É uma mais-valia?
- Sim. O Gama vai integrar a equipa técnica, colmatando uma falha que surgiu quando os actuais elementos da equipa técnica passaram para o futebol profissional: o gabinete de prospecção ficou parado, porque não havia pessoas disponíveis para trabalhar nele. Deste modo, o Gama será o elemento que fará a ponte entre a formação e o departamento profissional. Para além de integrar a equipa técnica, terá também essa tarefa. É o reforço da aposta nos escalões de formação.

- Entretanto, deixa de contar com o Gama como jogador?
- É verdade. O Gama terá agora outras tarefas. São novos desafios e acredito que reúne todas as características necessárias para as desempenhar com êxito. Será um trabalho em equipa.

- Existem jogadores que serão dispensados?
- Não. O Rio Ave nunca dispensou jogadores e não será agora que o vai fazer. O que acontece é que existem jogadores cujo contrato terminou agora e vamos analisar se há interesse em renovar. É o caso do Niquinha, Bruno Mendes, Pires, Agostinho, António, Costé e o Laércio. A partir de agora, vamos começar a trabalhar e a definir a equipa para a próxima época, tendo em conta a utilidade dos jogadores e a relação qualidade/preço.

- E quanto a reforços?
- Os reforços serão equacionados da mesma forma, tendo em conta a qualidade e o custo desses jogadores. O Rio Ave não tem capacidade financeira para contratar jogadores de grande nomeada, mas é certo que todos os que forem contratados têm qualidade para integrar o plantel. De resto, posso adiantar que a equipa vai integrar mais 4 ou 5 jogadores oriundos das camadas jovens. No seguimento da estratégia que temos vindo a seguir, essa integração será gradual.

- Em termos competitivos, como perspectiva a próxima época?
- Julgo que será um campeonato muito disputado. Aliás, a Liga de Honra é sempre muito competitiva. No próximo ano, vamos ter o Gil Vicente como adversário…e o Beira Mar e o Desportivo das Aves…De resto, sabemos que há equipas que estão a reforçar-se muito bem, o que significa que os objectivos desportivos estão definidos.

- Embora a subida de divisão não tenha sido o primeiro objectivo da temporada anterior, o Rio Ave esteve muito perto de a conseguir. Na sua opinião, o que falhou?
- Quando iniciámos o campeonato, sabíamos que havia riscos a correr, nomeadamente no sector defensivo que estava desfalcado. Isto não serve de desculpa, mas é a realidade. Nos últimos jogos fomos confrontados com algumas contrariedades nesse sector e as lacunas tornaram-se evidentes. Para além disso, houve jogadores que baixaram o nível de rendimento. Essencialmente, estes foram os factores que mais pesaram. Claro que pode haver outros motivos. Toda a gente tem o direito à sua opinião e eu respeito essas opiniões. Sei que os sócios criaram expectativas e ficaram desiludidos. Nós também queremos ganhar sempre! Em relação à possibilidade de subida, o meu sentimento é que não falhámos. Apenas deixamos de conseguir alcançar esse objectivo, que nem sequer era a nossa principal meta.

- Já conseguiu ultrapassar o mau momento vivido nessa altura?
- Há uma frase que costumo utilizar muitas vezes: não nascemos apenas no momento do nascimento. Renascemos sempre depois de cada dificuldade. Esta situação não foi nada fácil de ultrapassar, mas temos que saber seguir em frente. Só vence quem acredita. Nós acreditamos no nosso trabalho. Estamos a formar novos jogadores para o Clube. O futuro há-de mostrar os resultados.

sexta-feira, junho 01, 2007

Presidente Paulo Carvalho pronuncia-se sobre o "Estado da Nação" rioavista no site oficial

- Perante o cenário de contenção financeira do Rio Ave FC, como está a ser preparada a próxima época? Partilha do sentimento generalizado dos sócios de que a época 06/07 até foi positiva, pelo menos até aos cinco últimos jogos?
- Claro que partilho. Nenhum sócio do Rio Ave está mais triste do que eu, isso posso garantir. Embora me considere uma pessoa realista, e percebendo a realidade interna do Rio Ave, também acreditei que a subida era possível. A cinco jogos do fim, com oito pontos de vantagem sobre o 3º classificado, a Direcção já estava a fazer contas ao orçamento para a I Liga. É uma realidade inquestionável. Várias pessoas olhavam para a tabela e perguntavam se o Rio Ave já tinha encomendado as faixas de campeão…Com a experiência que tenho, sabia que nada estava garantido, mas acreditei. Infelizmente, aconteceu este desaire. Estou de acordo com o sentimento de tristeza e de desilusão dos sócios, mas não posso partilhar do sentimento de “baixar os braços”. Se isso acontecer, seja com quem for, é porque não é um verdadeiro sócio ou adepto do Clube. Perder a Fé naquilo que temos é o pior que pode acontecer!

- E a próxima época?...
- Está a ser preparada com sentido de responsabilidade. É preciso salientar algumas premissas. A Direcção pretende ajustar o Rio Ave à sua realidade financeira; criar receitas alternativas ao futebol; enquadrar esta época num orçamento realista e ajustar as despesas em conformidade com as receitas estimadas. Por isso, abordamos a preparação da próxima época com muita responsabilidade. Este ano, temos obrigatoriamente de iniciar a temporada com a situação fiscal regularizada perante a Liga. Se não tiver esta garantia, não pode inscrever-se para competir. Assim sendo, o plantel terá de ser ajustado a esta realidade. O campeonato será abordado com responsabilidade, respeitando o equilíbrio que já conseguimos atingir. A nossa identidade e os nossos princípios serão mantidos, ou seja, haverá uma continuação da aposta nos jogadores oriundos dos escalões de formação. Temos vários valores no plantel sénior, mas sabemos que existem mais e com qualidade. Vamos apostar neles.

- Nesse contexto, quem será o treinador?
- Dentro desta filosofia que acabei de referir, quando se pensa num treinador, procura-se alguém com determinadas características: uma pessoa com competência, honestidade, seriedade e trabalho. Pretendemos alguém que faça a diferença, conhecendo a filosofia do Clube e mantendo-se propenso ao objectivo de promoção dos jogadores das camadas jovens. Quando se juntam todas estas características surge um nome: João Eusébio. Para além de tudo o que já enumerei, é um treinador que nos permite não haver desvios dos pressupostos financeiros. O João Eusébio teve algum azar. Assumiu a equipa numa altura complicada e acabou por descer. Na Liga de Honra, fez um campeonato com muita qualidade. A equipa foi muitas vezes referenciada como aquela que melhor futebol praticava. Foi sucessivamente elogiada. Isto deve-se à qualidade de jogadores e também do treinador. Claro que podemos discordar das opções do treinador, mas fazemos isso em relação a todos os treinadores…é normal que assim seja. Faz parte do futebol! Mas não podemos deixar de reconhecer competência e capacidade a este treinador. Se ele se enquadra nos princípios do Rio Ave, não vejo razão para que não seja o treinador da próxima época. Provavelmente, seria mais fácil, para nós e para ele, contratarmos um outro treinador. Mas o João Eusébio merece a nossa total confiança. Esteve sempre ao lado dos objectivos do Rio Ave e seria uma perda muito grande para o Clube perder um activo como ele.

- Já há lista de dispensas de jogadores?
- Vamos agora começar a tratar disso, em coordenação com o treinador João Eusébio.

- Em termos desportivos, era objectivo da Direcção do Rio Ave a subida à I Liga ou essa possibilidade só foi equacionada conforme o decorrer da época?
- Para responder a essa questão, é necessário recuar ao ponto zero, ou seja, ao momento em que a equipa desceu à Liga de Honra e em que começamos a trabalhar na preparação da nova temporada. Quando assumimos a Direcção do Rio Ave FC, estávamos conscientes das dificuldades que iríamos encontrar. O nosso objectivo é corrigir a sua rota do ponto de vista estrutural e financeiro. Nesse sentido, foi necessário tomar medidas estratégicas que, por um lado, permitissem equilibrar as finanças do Clube e, por outro, não descurar o aspecto desportivo.

- Essa situação condicionou a preparação da época 06/07?
- Sim. O Rio Ave FC tinha, obrigatoriamente, de corrigir a sua rota financeira, porque vivia numa realidade acima das suas capacidades, o que poderia vir a hipotecar o futuro. Ao tentar aproximar o Clube da sua própria realidade financeira, foi necessário cortar nas despesas. Quando iniciamos o mandato, há 3 anos, tínhamos esse propósito que, ainda hoje, mantemos. Ora, quando se corta nas despesas estamos a incorrer num risco, o que neste caso, significa o risco de não conseguir atingir o eventual objectivo desportivo. Infelizmente para o Rio Ave, concretizou-se o cenário de descida à Liga de Honra e, quando começamos a preparar a temporada 06/07, mantivemos o propósito de dar continuidade a esta redução orçamental.

- Como se processou esse objectivo a nível desportivo?
- A nível desportivo, tínhamos apenas consciência de que, apesar de tudo o pudesse acontecer, o Rio Ave nunca poderia correr o risco de descer da Liga de Honra. Assim, o objectivo da época para a equipa foi competir de forma a honrar os pergaminhos históricos do Clube. Porque, mesmo que se diga que o Rio Ave não é candidato à subida, todos os agentes ligados à modalidade nomeiam o Clube como um dos possíveis candidatos, tendo em conta o seu historial ao longo dos anos. Ainda por cima, o Rio Ave tinha descido de divisão na época anterior, por isso, seria expectável que o Clube se assumisse como candidato. Mas, partimos para a época 06/07 sempre com um princípio fundamental: controlar as finanças. Nesse sentido, ajustamos os salários dos jogadores que ainda tinham contrato com o Rio Ave e reforçamos o plantel com outros jogadores oriundos dos escalões secundários. Se o nosso objectivo fosse de subida de divisão, provavelmente, as nossas contratações seriam diferentes. Em todo o caso, isto não significa que os resultados fossem diferentes. Até considero que a equipa fez uma época muito positiva.

- Mesmo sendo uma equipa condicionada…
- Pelas contratações que foram feitas, acho que se percebe claramente que a equipa estava condicionada. Do mesmo modo, se percebe que o facto de mantermos jogadores da época anterior nos imputava alguma responsabilidade e a eles próprios. Não é por acaso que o treinador começa a época referindo uma “dívida” que os jogadores tinham para com o Rio Ave. Importa também referir que, no início da época, o Rio Ave não tinha a sua situação regularizada perante a Segurança Social e as Finanças. Isto significa que o Clube não tinha as declarações necessárias para apresentar na LPFP, no momento da inscrição de jogadores. O mecanismo legal para ultrapassar esta situação é, antes da abertura do novo processo de inscrições, inscrever os jogadores com as declarações do ano anterior. Foi o que fizemos, mas já não teremos essa possibilidade para a época 07/08.

- Daí resulta que o plantel foi constituído com algumas lacunas?
- Sim. Por exemplo, quando vendemos o Zé Gomes ao Marítimo, estava prevista a transferência para o Rio Ave de três jogadores: o Ronaldo, o Ferreira (agora no Paços de Ferreira) e o Valney (no Gil Vicente). Por força das decisões destes dois últimos e dos seus empresários, acabaram por não integrar o plantel do Rio Ave. Foi necessário rever o negócio e só o Ronaldo veio para Vila do Conde. Ou seja, quando esta situação se resolveu, já não era possível inscrever mais jogadores, daí termos iniciado a época só com três centrais (Danielson, Bruno Mendes e António) e sem um lateral direito de raiz.

- Mesmo assim, considera que o Rio Ave fez uma temporada positiva?
- Perante estas condicionantes, acho que sim. Há quem considere que a equipa começou mal o campeonato, mas eu não entendo que seja assim. É verdade que surgiram resultados desportivos, menos positivos, mas a equipa jogou bem. Seja como for, entramos no mês de Janeiro com uma grande vitória sobre o Varzim e, logo depois, vencemos o Penafiel. A partir daqui, a equipa entrou em velocidade cruzeiro. Toda a gente estava mais atenta a 3 ou 4 outras equipas e, quando se aperceberam, já o Rio Ave tinha 17 jogos consecutivos sem perder e estava no 1º lugar, a cinco jornadas do fim do campeonato.

- Do ponto de vista desportivo, qual foi o momento determinante para a inversão desse rumo?
- Para mim, esse momento não acontece no jogo com o Portimonense, como muita gente diz. Já antes, alguns jogadores tinham demonstrado algum cansaço e desgaste decorrente do esforço da época. É uma situação perfeitamente normal e, para nosso infortúnio, a esta quebra de rendimento de alguns jogadores importantes juntam-se alguns contratempos (castigos e lesões) precisamente no sector onde a equipa apresentava maiores debilidades: o sector defensivo. Estas condicionantes trouxeram à luz do dia aquilo que receávamos desde o início do campeonato. A equipa era débil e a pressão começou a aparecer precisamente no momento em que tínhamos menos condições para a aguentar.

- Muito se tem falado sobre este final de época, sendo apontadas várias situações para justificar o facto da equipa não ter alcançado a subida. Por exemplo, sobre o Fábio Coentrão…
- São opiniões. Acabei de expressar a minha opinião sobre o que penso que aconteceu e, a minha opinião, tal como as outras, vale o que vale. Sobre o Fábio Coentrão, apenas posso referir que era uma situação irreversível. Num dia fechamos o contrato com o Benfica, e no dia seguinte o presidente do Sporting telefona a dizer que quer o Fábio Coentrão. Ou seja, a saída era irreversível porque o Sporting podia recorrer ao pagamento da cláusula de rescisão (800 mil euros). Felizmente, o Fábio Coentrão foi para o Benfica, o que significa que o valor de transferência foi superior (um milhão de euros). A saída do Fábio Coentrão deveria ter funcionado como um estímulo, um exemplo para os restantes jogadores do plantel. Há quem diga que, depois de assinar pelo Benfica, o Fábio teve uma quebra de rendimento. Não acho que tenha sido assim. O Fábio esteve envolvido em muita pressão e pode ter tido um comportamento menos positivo no jogo com o Guimarães (resultou na expulsão do jogador), mas outros jogadores também o tiveram noutros momentos do campeonato. A minha versão dos acontecimentos é apenas mais uma opinião. Não é melhor nem pior que as restantes.

- E entretanto a situação financeira do Rio Ave estabilizou?
- A esse respeito, é preciso ainda referir que o Rio Ave tinha um compromisso com o Estado que, à falta de pagamento, podia resultar na penhora do património do Clube e dos seus próprios dirigentes. Para além disso, com a nova legislação, ao fim de 30 dias os processos judiciais seguem para o Ministério Público. Nesta situação, as pessoas são alvo de um processo-crime, cuja moldura penal é de 1 a 5 anos. É uma situação que a ninguém se deseja, muito menos a esta Direcção que está a trabalhar com o propósito de resolver o problema financeiro do Rio Ave. O Clube ainda tem problemas. É esta a realidade. O que procuramos é criar condições para garantir o futuro do Rio Ave. É evidente que os sócios querem é saber dos resultados desportivos, eu compreendo. Mas lembro as situações do Salgueiros, do Guimarães, do Farense…enfim, os exemplos são vários. Do nosso ponto de vista, entendemos que a situação do Rio Ave é muito complicada, porque o Clube depende apenas das receitas geradas pelo futebol profissional.

- É por isso que a Direcção tenta criar outras fontes de rendimento?
- Sim, a nossa preocupação é rentabilizar este Estádio. Se o Rio Ave quiser autonomizar-se, tem de procurar outras soluções que não dependam do facto da bola entrar ou não…o Rio Ave não pode ficar dependente de estar na I Liga ou na Liga de Honra. Só pelo facto de não termos de subido de divisão, o Rio Ave perde um milhão de euros de receita. Há quem diga que o Rio Ave não subiu porque a Direcção não quis. Quem fala assim, fala com o coração! Qualquer direcção de qualquer clube do mundo não abdica de concretizar receita. É impossível que alguém pense desta forma.

- Ou seja, o principal objectivo é precaver o futuro?
- Não queremos que o Rio Ave FC acabe. Aliás, o Rio Ave não acaba esta época. Nós, dirigentes, também somos sócios e também sofremos. Também queremos que o Rio Ave ganhe, mas temos a obrigação de garantir o futuro do Clube. Fomos eleitos para isso. A nossa abordagem vai nesse sentido e assim continuará a ser. Em três anos, o Rio Ave transferiu o Ricardo Nascimento e o Franco (500 mil euros), o Miguelito (750 mil euros), o Zé Gomes (125 mil euros) e o Fábio Coentrão (1 milhão de euros). Somando estes montantes, posso referir que o Rio Ave tem outro tanto de caminho para percorrer se pretender estabilizar financeiramente. O Rio Ave ainda é devedor. O passivo existe. Quanto mais cara for a próxima época, maior será a dívida do Clube. Esta Direcção já foi a votos por duas vezes e foi eleita. Sempre dissemos que o nosso objectivo seria corrigir a rota financeira do Clube. Perante este cenário, a próxima época será abordada com igual responsabilidade.

João Eusébio confirmado e Luisinho é reforço emprestado pelo Sp. Braga


O Jornal Record assegura hoje que João Eusébio está confirmado como treinador do Rio Ave para a próxima temporada, tendo sido preferida a sua continuidade à frente de um projecto de aproveitamento de jovens em detrimento de um técnico mais objectivamente virado para a obtenção de resultados desportivos, como é Rogério Gonçalves. Depois do regresso de Marquinhos, é anunciado que o primeiro reforço externo a chegar a Vila do Conde é o jovem Luisinho, um extremo-esquerdo que chega por empréstimo do Sp. Braga depois de na época passada ter representado o Moreirense, tendo o seu ingresso como objectivo cobrir a vaga deixada em aberto pela saída de Fábio Coentrão para o Benfica.

Rio Ave defende os seus direitos perante a rescisão do Nacional com Zé Rui

Artigo publicado pelo Jornal Record

O facto de o Nacional da Madeira ter rescindido contrato com Zé Rui, sem disso ter informado o RioAve, pode causar um novo litígio entre os dois clubes. É que o extremo chegou à Choupana englobado no negócio da transferência de Miguelito. Como os vila-condenses mantiveram 45% dos direitos da venda do actual jogador benfiquista, coube-lhes na altura uma verba de 400 mil euros e a participação equivalente (45%) no passe de Zé Rui.
Sendo assim, os juristas do RioAve entendem que o Nacional não podia cessar a relação contratual com o esquerdino sem um entendimento prévio com o co-proprietário do atleta, que podia passar por uma compensação financeira. O facto é que os vila-condenses até precisam de um extremo-esquerdo para compensar a saída de Fábio Coentrão, também ele para a Luz, razão pela qual este caso ainda pode dar pano para mangas.
Recorde-se que já na canalização dos montantes resultantes da venda de Miguelito o Rio Ave sentiu enormes dificuldades em entender-se com o presidente do Nacional, Rui Alves, em questões que estavam contratualmente previstas, como o pagamento do IVA. De resto, a cláusula de rescisão de Miguelito era de 1,5 milhões e o Rio Ave até consentiu que o acordo fosse fechado por menos dinheiro, de forma a viabilizar a transferência.

terça-feira, maio 29, 2007

Primeiro reforço para 2007/08: Marquinhos de regresso

Artigo publicado pelo Jornal Record

O médio Marquinhos vai regressar ao Rio Ave e pode ser considerado o primeiro reforço dos vila-condenses para 2007/08. O irmão de Niquinha completa 25 anos em Agosto e, depois de fazer 21 jogos e marcar 3 golos na Liga de 2005/06, esteve cedido a dois clubes brasileiros durante a época passada, o Caldense e o Francana, dado que pretendia ter garantias de jogar com regularidade. No entanto, o seu contributo fez falta na recta final da Liga de Honra, sobretudo na fase em que Delson sofreu uma quebra de forma, dado que Laércio nunca correspondeu às expectativas criadas.
Quanto a Niquinha, partiu de férias sem ter a renovação de contrato acordada. No entanto, o interesse na continuidade é mútuo e, mesmo fazendo 36 anos em Setembro, o RioAve continua a contar com o incansável médio pelo menos por mais uma época.
Mesmo sem estar clarificada a situação da equipa técnica, os responsáveis do RioAve já tomaram medidas importantes de gestão do plantel. Para além do caso especial de Gama, é certo que Agostinho, Ricardo Jorge, Costé, Laércio, António e Pires não vão continuar em Vila do Conde.

PS: No mesmo artigo, mas em papel, diz-se ainda que Bruno Mendes recebeu uma proposta de renovação, que Gama vai ocupar o cargo de coordenador técnico da formação rioavista e que a continuidade de João Eusébio deverá ser confirmada nos próximos dias.

segunda-feira, maio 28, 2007

Superámos o Leixões nas assistências da Liga de Honra na segunda volta


Liga de Honra:
1º Vit. Guimarães, 164.820 (20.602)
2º Rio Ave, 32.023 (4.002)
3º Leixões, 26.633 (3.291)
4º Portimonense, 24.509 (3.063)
5º Vizela, 19.922 (2490)
6º Gil Vicente, 17.590 (2198)
7º Varzim, 16.067 (2008)
8º Trofense, 12.721 (1590)
9º Penafiel, 10.121 (1265)
10º Olivais e Moscavide, 10.112 (1264)
11º D. Chaves, 10.061 (1257)
12º Feirense, 8.376 (1047)
13º Gondomar, 7.989 (998)
14º Olhanense, 7.438 (929)
15º Santa Clara, 4.094 (511)
16º Estoril-Praia, 3.409 (381)

sexta-feira, maio 25, 2007

Carlos Brito confirmado no Leixões...

...e Rogério Gonçalves perto de se comprometer com o Beira-Mar. Estamos a começar a ficar sem opções de qualidade para subida. Como para bom entendedor meia palavra basta, parece que já todos percebemos que João Eusébio vai ficar. Esperemos que, desta vez, com objectivos desportivos claros e ambiciosos. No futebol actual, não é normal um técnico ter uma terceira oportunidade. Somos mesmo um clube diferente. Boa sorte, mister.

terça-feira, maio 22, 2007

Rio Ave 2006/07: A Máquina da Verdade-Parte II

Mozer foi um dos sacrificados

Uma inverdade repetida muitas vezes não se torna necessariamente verdadeira. João Eusébio, na Rádio Linear, e depois de se confessar "visitante de blogues" (obrigado pela parte que nos toca...), percebeu que tinha de arranjar algum argumento para contrariar o que o Blogue do Rio Ave destacou na primeira edição da Máquina da Verdade: a espinha dorsal do plantel que desceu de divisão manteve-se intacta. Logo, o objectivo primordial tinha de ser a subida de divisão.
Por isso, o nosso mister tentou fazer passar a imagem que os jogadores que ficaram não eram titulares e não jogavam com regularidade. Infelizmente, não é verdade.
Vamos atentar então ao que aconteceu nas 10 jornadas em que João Eusébio treinou o Rio Ave em 2005/06. Nunca, em nenhum desses encontros, foram titulares mais do 3 jogadores que deixaram o Rio Ave no final da época. Um deles, de resto, foi sempre o Zé Gomes, que participou em todos os jogos. Vamos aos factos:

Belenenses: 8 titulares que continuaram, 3 sairam (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
Marítimo: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
Benfica: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
Nacional: 8+3 (Idalécio, Zé Gomes, Gaúcho)
V. Setúbal: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
P. Ferreira: 8+3 (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
Académica: 8+3 (Zé Gomes, Idalécio, Gaúcho)
Gil Vicente: 8+3 (Zé Gomes, Idalécio, Gaúcho)
Sporting: 8+3 (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
U. Leiria: 8+3 (Candeias, Zé Gomes, Gaúcho)

Os números são indesmentíveis: 83% dos titulares do Rio Ave com João Eusébio, em 2005/06, continuaram no plantel em 2006/07
. No futebol actual, é difícil encontrar uma equipa que desça de divisão e mantenha tamanha estabilidade. Parabéns por isso ao presidente Paulo Carvalho e ao responsável pelo futebol profissional, Paulo Fangueiro. Tendo em conta que Bruno Mendes fez mais jogos do que o Idalécio na segunda metade do campeonato, e só por lesão falhou algumas partidas, a defesa que transitou para esta época só perdeu o Zé Gomes. Uma baixa de vulto, é certo. Mas, pela época que fez, a sua saída era mais do que anunciada. No entanto, sobre o sector defensivo falaremos mais em pormenor nos próximos dias. O outro elemento mais utilizado que deixou o Rio Ave foi Gaúcho. No Feirense, e a lutar pelos lugares cimeiros, marcou 4 golos esta época. Keita, que tinha potencial para dar mais, facturou 9 golos. Pelo contrário, o argumento que Niquinha e Evandro tinham mais um ano em cima (que não cola simplesmente porque Niquinha foi o melhor jogador do Rio Ave em 2006/07...) também é válido para os jovens que ganharam experiência e cresceram em qualidade com o tal ano em cima. Para terminar, não foi conhecida qualquer discordância do técnico em relação às dispensas efectuadas que, até prova em contrário, foram da sua responsabilidade.

segunda-feira, maio 21, 2007

João Eusébio na Rádio Linear

"Fracasso esta época? Não. Sucesso desportivo. No início diziam que esta equipa era para descer..."


Autor: Hugo Anjos

Rio Ave 2006/07: A Máquina da Verdade


Como rampa de lançamento para a discussão sobre o que deve ser a abordagem da próxima época pela parte do Rio Ave, há que olhar com seriedade para alguns dados factuais do que aconteceu em 2006/07, analisando eventuais erros para evitar a sua repetição no futuro. A psicanálise tem de começar pelo esclarecimento, de uma vez por todas, sobre qual era o grande objectivo do Rio Ave. Vamos por partes:

- Claro que o orçamento foi reduzido em face da descida de divisão, que aconteceu já com o actual técnico ao leme. É uma constatação "lapalissiana". No entanto, a estrutura do plantel foi mantida e manteve-se indiscutivelmente competitiva.

- Tendo à disposição jovens com a qualidade de Fábio Coentrão, André Vilas Boas ou Vítor Gomes, era evidente que estes teriam muito tempo de jogo ao longo do ano. Fosse o treinador o João Eusébio ou o Manuel Joaquim. Agora que valorização foi feita do António, André Serrão ou Fábio Faria? Já agora, como foi possível deixar a nossa defesa ir ao fundo pelo lado direito perante a clara inadaptação do Ricardo Jorge, não aproveitando o André Serrão?

- Sobre os resultados desportivos, e frisando-se novamente que foi mantida a estrutura essencial do plantel que actuava no escalão principal em 2005/06 e desceu de forma imerecida e inglória, as declarações dos elementos da estrutura do Rio Ave falam por si:

12 de Julho: Laércio
-- Quais os objectivos para este novo passo na sua carreira?
-- Quero apresentar muito empenho e determinação para fazer um bom campeonato e colocar o Rio Ave no seu lugar, que é a Liga principal.

13 de Julho: Paulo Carvalho
“Pelos atletas que o Rio Ave possui, temos esperança de fazer mossas no campeonato, o que poderá até resultar na subida."

14 de Julho: Evandro
"Tenho uma dívida para com o clube. Tanto eu como todos os que transitaram do plantel da época passada. Foi uma temporada infeliz. Vamos ter de fazer o máximo para colocar o Rio Ave de novo na Liga principal. É uma questão de honra para nós."

16 de Julho: João Eusébio
"Gosto de ter objectivos bem definidos e a minha convicção é esta: a equipa técnica do ano passado e boa parte do plantel têm uma dívida para com o Clube e o nosso objectivo é saldá-la."

18 de Abril: João Eusébio
- No início da época acreditava que, nesta altura dos acontecimentos, estaria tão bem situado?
- Para ser sincero, logo na pré-época sentimos que tínhamos equipa para subir. E foi isso que assumimos internamente.

6 de Maio: João Eusébio
"Nós sabiamos qual era o nosso objectivo: era fazer uma época tranquila. Em termos de resultados desportivos era esse. Só que nós conseguimos pontos. Jogo a jogo, sem ninguém dar por nós, e lá fomos. Quando chegámos a uma posição na qual não podiamos falhar, foi quando falhámos."

18 de Maio: João Eusébio
João Eusébio não assume saída. "A minha posição está tomada, cabe ao clube resolver." Fala de "objectivos cumpridos, a subida não era planeada, mas sim reduzir o orçamento e lançar jovens da formação."

20 de Maio: João Eusébio:
"Temos alguma angústia por não conseguirmos o objectivo da subida."

Como facilmente repararão, o que salta à vista são as incongruências no discurso do nosso treinador, João Eusébio, dado que todos os restantes intervenientes assumiram sempre que o objectivo era a subida. E fizeram bem, porque o Rio Ave deve traçar fasquias ambiciosas. E era possível fazer muitas outras citações.
Quanto ao técnico, a 16 de Julho prometia "saldar a dívida" da descida. A 18 de Abril, em entrevista ao Jornal O Jogo que ilustra esta posta, revelava que a subida de divisão sempre foi o "objectivo assumido internamente". Após a derrota com o Gondomar, a 6 de Maio, deu-se a inflexão, com o regresso da "época tranquila" e da aposta nos "jovens da formação" como desculpas de mau pagador para o segundo fracasso em dois anos.
Perante os factos indesmentíveis que são as declarações efectuadas ao longo da época, será interessante ouvir a entrevista de João Eusébio à Rádio Linear (hoje, pelas 18 horas). Mas, quando aos microfones daquela estação, ferozes críticos do futebol rioavista como sempre foram o Paulo Vidal e o Gualter Macedo, começam a falar "em carinho" pelo actual treinador como eventual razão para a sua continuidade, o mínimo que se pode dizer é que há quem esteja a perder a objectividade.
Meus amigos, os superiores interesses do clube estão acima de tudo. Estamos a falar de futebol profissional e, se o João Eusébio é tão bom na formação, terá sempre lugar na estrutura do Rio Ave. Agora, para 2007/08, e tendo em conta que o Rio Ave liquidou o passivo e começa do zero, é preciso assumir a subida de divisão como objectivo desportivo primordial, dado que se a formação continuar a produzir talentos de elevado calibre a sua integração acontece com toda a naturalidade. Todos os que ficarem, ou vierem para Vila do Conde no defeso, devem saber com clareza o que lhes será exigido. Se somos grandes, e os outros emblemas nos vêem como candidatos, estamos com medo de quê? Aliás, com o Carlos Brito sempre foram lançados jovens e reforços de escalões inferiores sem que isso servisse de desculpa para nada. Com João Eusébio ou outro treinador qualquer, não queremos é voltar a morrer na praia pelo terceiro ano consecutivo. Presidente e Paulo Fangueiro, decidam bem.

domingo, maio 20, 2007

Sondagem BdRA: 80% dos rioavistas querem um novo treinador em 2007/2008


Os resultados da mais recente sondagem são claros e inequívocos quanto à opinião dos leitores do BdRA: 80% dos rioavistas querem mudança no comando técnico da equipa. Depois do descalabro de final de época, 4 derrotas e 1 vitória (com a equipa "condenada" ao terceiro posto), os adeptos do Rio Ave já não acreditam que João Eusébio tenha condições para se manter no comando da equipa.

Entre os vários nomes apresentados, as opiniões dos rioavistas já se dividem. Carlos Brito, com 32% das preferências entre os 131 participantes, liderou esta sondagem BdRA. O antigo técnico da nossa equipa, e mais recentemente treinador do Boavista e Nacional da Madeira, é neste momento um treinador livre e será sempre um entusiasta do Rio Ave, no entanto a sua ambição e um perfil salarial de Superliga poderão ser um sério entrave à sua vinda para o nosso clube.

Com 20% das preferências João Eusébio é o segundo treinador mais desejado para 2007/2008, contudo nomes como Rogério Gonçalves (15%), Quim Vitorino (13%), Domingos Paciência (12%) aparecem igualmente bem cotados entre os leitores do BdRA. Com escassos 2% surge o "velho tubarão" Mário Reis, técnico experiente, mas que aos olhos dos rioavistas parece não reunir as condições necessárias para levar o Rio Ave à Liga bwin. Os restantes inquiridos (6%) que apontaram para a opção "outro", manifestaram interesse em nomes como Vítor Pontes ou Daniel Ramos.

Obrigado capitão!