Apenas pergunta para os leitores do BdRA responderem depois de verem o resumo do Olhanense-Rio Ave: qual a diferença entre o lance que deu a expulsão da Danielson e o que envolveu Marco Caneira e Simão Sabrosa no último Benfica-Sporting sem que o atleta leonino tenha visto o cartão vermelho?*
*Resposta: Caneira estava sozinho quando derrubou Simão, enquanto Danielson se envolve com Djalmir, é um facto, mas tinha Bruno Mendes mesmo ao lado do avançado do Olhanense. Logo, em boa posição para tentar o desarme. Carlos Xistra optou pela expulsão. Depois digam que é mania da perseguição...
No "day after" de mais uma humilhação, desta vez em Olhão, não é fácil resistir à tentação de deixar a emoção falar mais alto. Haveria muito para dizer. Todavia, é mais importante, neste momento, manter uma perspectiva lúcida e começar a pensar na forma como vamos lançar as bases da próxima época. O sucesso de 2007/08, e o regresso à Liga principal, depende disso. O nosso técnico João Eusébio, digo-o uma vez mais, merece respeito pelo seu rioavismo e dedicação. Infelizmente, comprovou após mais uma derrota que lhe falta alguma sintonia com a realidade. O que se passou nestas duas épocas foi muito mais grave do que uma mera questão de imagem. O futebol rege-se por objectivos, e este técnico, como líder do grupo de trabalho, falhou o o que lhe era exigido em duas temporadas consecutivas. O Rio Ave não começou o ano para não descer à II Divisão, mas sim para subir. Chega de miserabilismos. A Direcção cumpriu a sua parte, tem os salários em dia quando a última subida aconteceu com 5 meses em atraso, é liderada por um presidente competente e tomará as decisões que entender, mas todos os factores devem ser colocados na balança no momento de optar. Já agora, e como por este andar estamos condenados a nova humilhação de 5 derrotas consecutivas a fechar o campeonato e estamos, é altura de dar oportunidade contra o Vizela a quem jogou pouco. Como o Adriano, António, André Serrão, o mítico capitão Gama que fará a sua despedida e um dos grandes mistérios da época pela sua quase inexistente utilização após alguns jogos interessantes na época anterior, o Agostinho. A terminar, e dado que o passivo está coberto e os salários pagos, vamos por favor assumir de uma vez por todas que o objectivo para 2007/08 só pode ser um: a subida. A política de dispensas e contratações tem de ser orientada nesse sentido. Quem não tiver estofo para aguentar a pressão de uma fasquia alta e ambiciosa não pode ter lugar no grupo de trabalho do Rio Ave.
«Não é a continuidade que me preocupa. Mas admito que a última imagem é a que fica. Desci com o Rio Ave e agora não conseguimos subir, apesar de termos estado na luta durante muito tempo. Mas a última imagem deixa sempre marcas.»
João Eusébio, treinador do Rio Ave, depois da derrota em Olhão, em declarações publicadas no site Mais Futebol.
PS: Devido à aparição de alguns comentários absolutamente desenquadrados, mal educados e quase todos provenientes de adeptos de outros clubes que não o Rio Ave, os comentários a todos os posts do BdRA estarão a partir de agora sujeitos a moderação. A caixa de comentários está aberta à crítica, desabafo ou incentivo à equipa desde que o conteúdo não seja ofensivo ou então escudado em egos frustrados e anónimos.
Naufrágio absoluto em Olhão. O Rio Ave somou a 4ª derrota consecutiva e parece caminhar, infelizmente, para a 5ª derrota na derradeira jornada da Liga Vitalis. Leixões e Vitória de Guimarães estão de parabéns pela subida de divisão alcançada. Foram inquestionavelmente mais fortes. A este Rio Ave faltou estofo, confiança e uma liderança forte para contornar o primeiro destes quatro desaires. É altura dos responsáveis assumirem o fracasso ao invés de se escudarem nos objectivos (permanência na Liga Vitalis e consolidação financeira do clube) definidos no início da temporada.
“Temos de ir para estes dois jogos com a responsabilidade que a história deste emblema nos exige. É isto que temos de dizer, olhos nos olhos e nos espelhos de nossa casa. Temos de estar todos determinados para conseguirmos, neste final de época, aquilo que esteve na mão e que por momentos pensámos que nos tinha fugido. Ainda podemos subir à Liga.”
Paulo de Carvalho, presidente da Direcção do Rio Ave, no seu discurso no 68º jantar de aniversário do clube.
PS: O nosso presidente ainda não atirou a toalha ao chão e, mesmo diante de um cenário pouco favorável ao nosso clube, as hipóteses de conseguir a promoção à Liga bwin.com ainda são válidas. OBRIGATÓRIO VENCER. FORÇA RIO AVE!!
Nascido em Vila Verde, distrito de Braga há 37 anos, muito cedo se apaixonou pelo desporto favorito que haveria de ser a sua profissão.
Iniciou a carreira na formação do Sporting Clube de Braga, clube que representou de 1985 a 1992 passando pelo Grupo Desportivo de Fafe durante a época de 1989/1990.
Em 1992/1993 começa no Rio Ave F. C. a sua longa e brilhante carreira de 16 anos consecutivos.
Num total de 460 jogos, 439 são disputados com as cores verde e branca do nosso clube, tendo conquistado os seguintes títulos:
Em 1995/1996 – Campeão Nacional da Divisão de Honra
Em 2002/2003 – Campeão nacional da II Liga
Foi internacional júnior-A duas (2) vezes e vestiu a camisola da selecção de sub 21 durante 11 vezes.
Participou no Campeonato da Europa Júnior B e Torneio de Toulon.
Conhecido pelo seu irrequietismo, velocidade e tecnicismo, a todos encantou com as suas rápidas deambulações pelo campo e pelos seus remates e cruzamentos mortíferos.
As suas principais armas são a personalidade e carisma, mostrando-se como exemplo de homem integro e dedicado e que tem servido de guia aos profissionais seus colegas.
ATLETA SÉNIOR DO ANO - NIQUINHA
Nascido em 30 de Setembro de 1971, em Ouro Verde, Minas Gerais, Brasil, está em Portugal desde a época de 1997/1998.
Conhecido pela sua entrega permanente ao jogo, à equipa e ao clube, é hoje mais um vilacondense residente.
Com os seus 36 anos de idade é de “antes quebrar que torcer” e lidera dentro do campo o grupo de que também é capitão.
Foi eleito pelos profissionais seus colegas, ATLETA DO ANO.
TREINADOR DO ANO – JOÃO EUSÉBIO
Desde há muito ligado ao Rio Ave FC, onde teve uma carreira pautada pelo elevado sentido profissional e amor à camisola, enquanto jogador, foi na formação que viu o seu trabalho obter significativos resultados. A forte determinação e entrega ao trabalho fazem dele, aquilo que outros conseguem com muito menos esforço e merecimento, um dos modelos da nova vaga de treinadores nacionais competentes.
Amigo sincero e leal, companheiro e colega, competente e trabalhador são os atributos que melhor reflectem a pessoa do Melhor Treinador do Ano.
ATLETA INFANTIL DO ANO - PEDRO BRITO RIBEIRO
Nasceu a 13 de Julho de 1994. Tem dois anos de Formação no RIO AVE F. C., é médio centro.
Fez 22 jogos na categoria de infantis e marcou seis (6) golos.
Faz da assiduidade e espírito de grupo duas das suas características principais.
ATLETA INICIADO DO ANO - TIAGO GERMANO ALMEIDA GRAÇA
Nasceu a 03 de Agosto de 1992 e está no terceiro ano de formação no Rio Ave F. C., é defesa central.
Jogou 29 jogos na categoria e marcou 2 golos.
Atleta brioso impõe-se pelo seu espírito combativo e de grupo.
ATLETA JUVENIL DO ANO - JOAQUIM JÚNIOR GOMES GRIMONT
Nasceu a 03 de Junho de 1990 e está no sexto ano de formação no Clube, é defesa central.
Jogou 22 jogos no Nacional de Juvenis e 7 jogos no Nacional de Juniores.
Tecnicamente evoluído e assíduo. Tem simpatia de colegas e Formadores.
ATLETA JÚNIOR DO ANO - TIAGO ANDRÉ RAMOS TERROSO
Nasceu a 13 de Janeiro de 1988, representou o F. C. Porto enquanto juvenil. Vai no 6.º ano de formação no Rio Ave F. C. e é já conhecido da massa associativa pelo seu carácter, espírito de sacrifício e qualidades técnicas apuradas e é médio.
Realizou 26 jogos e marcou 7 golos.
É actualmente capitão da equipa e assinou contrato como profissional para as próximas quatro épocas desportivas.
ATLETA JÚNIOR DO ANO FUTSAL - RICARDO OLIVEIRA
Natural de Canidelo, concelho de Vila do Conde, nasceu há 19 anos. Começou a prática da modalidade no Canidelo, transferindo-se para o Rio Ave F. C. na presente temporada.
É pivot, marcou 21 golos e motiva todos os colegas pela sua postura de conquista e amor à camisola.
ATLETA SÉNIOR DO ANO FUTSAL - BRUNO MIGUEL SANTOS RAMALHO (FANECA)
Nascido em 21 de Setembro de 1983, FANECA iniciou a sua carreira como júnior no Touguinhó, transferindo-se para o Rio Ave F. C. na época de 2002/2003.
É ala-pivot e conhecido pelos seus dotes tecnicistas e de espírito de grupo, tendo apontado na presente época 28 golos.
DIRIGENTE DO ANO – ALEXANDRINA CRUZ
Dedicação, espírito de sacrifício, seriedade, sentido de missão e determinação são características exigíveis aos dirigentes do Rio Ave FC.
Com apenas 3 anos de experiência no dirigismo desportivo, é já hoje uma referência no Rio Ave F. C.
Conhecida pela sua capacidade de trabalho, é nos momentos difíceis que, com a sua calma e sexto sentido, assume com grande eficácia o seu papel moderador e preponderante na busca da melhor solução.
JORNALISTA DO ANO – VÍTOR PINTO
Ao serviço da comunicação social tem acompanhado a Liga Vitalis.
Na sua nobre missão de informar, não se limita a ser um mero veículo de transmissão da informação. Como nenhum outro, faz análises objectivas, primando pela imparcialidade e independência entre todos os clubes.
Apresenta um jornalismo desportivo novo, dinâmico e não subserviente aos grandes clubes e às suas massas associativas.
O nosso leitor/comentador e dedicado rioavista Borges marcou ontem presença no jantar de aniversário do nosso clube e deixou as seguintes palavras que melhor ajudam a compreender toda a cerimónia:
Parabéns Rio Ave F.C. pelo 68º aniversario e pela pujança que demonstras, pois mesmo com a vida desportiva a andar para trás consegues encher a majestosa sala de jantares do Rancho do Monte... Mais lugares houvessem! Parabéns aos bloggers que aqui passam e lá estiveram presentes, pois foi uma forma de discutirmos o RIOAVISMO e alguns assuntos que têm vindo a agradar/desagradar aos sócios.
Foi um jantar bastante agradável, que serviu para reforçar o AMOR a este grande CLUBE. Gostava de salientar os pontos altos (na minha opinião) do jantar:
1. Os discursos de Hermínio Loureiro, Mário de Almeida e Paulo de Carvalho (ao contrário do que é habitual desvendou um pouco das finanças do clube);
2. A entrega do prémio de atleta do ano a Niquinha (para mim merecidissimo, embora o Delson também tenha estado muito bem);
3. E o melhor ficou guardado para o fim com a entrega do prémio carreira ao nosso querido, magnifico e eterno capitão, AUGUSTO GAMA. Sobre este prémio, de salientar o amor que este grande e insubstituível jogador tem pelo nosso clube, coisa que os presentes no jantar puderam constatar ao ver o nosso capitão a não conseguir suster as lágrimas no seu discurso, principalmente quando afirmou que este seria o último ano que vestiria a nossa camisola, provocando a emoção geral, com a maioria dos presentes a terem a lágrima no canto do olho... Este acabou por ser o momento de maior euforia da noite, sendo o Gama aplaudido de pé efusivamente.
Viva o RIO AVE F.C.!!
PS: Um agradecimento especial da editoria ao Borges por ter aceite prontamente a sugestão de ver aqui publicado seu relato do jantar do 68º aniversário do nosso clube. Muita da história do Rio Ave FC faz-se de acções como esta, absolutamente espontâneas e desinteressadas, vindas de sócios apaixonados e cuja intervenção, crítica ou elogio tão somente nos engrandece.
O presidente ainda acredita que é possível agarrar o sonho da subida, nos dois derradeiros encontros
Paulo de Carvalho encara o momento do Rio Ave “com muita preocupação”. O presidente do Rio Ave sublinhou que “nunca abordou este campeonato com o sentido de subir”, recordando que “o primeiro objectivo era recuperar a estabilidade financeira sem menosprezar o aspecto desportivo”. Fez uma rápida leitura do que se passou. “Durante 17 jornadas, fizemos o que se calhar não era previsto: não perder. A cinco jornadas do fim estávamos com oito pontos de avanço sobre o terceiro classificado. Naturalmente que criou uma expectativa de que se iria alcançar a I Liga e juntar o útil ao agradável: recuperar financeiramente e projectar outra vez o clube no melhor futebol português. A verdade é que fizemos algumas contas antes do tempo, perdemos em casa com o penúltimo classificado, que foi claramente menosprezado, também com algum azar, e pensando no jogo com o Guimarães que definiria o campeonato”.
Paulo de Carvalho reconheceu que “a equipa abanou com a derrota diante do Portimonense” e apresentou outras justificações: “Também jogámos cinco jogos com cinco defesas diferentes, tivemos um abaixamento de forma e algum nervosismo. Há uma centena de explicações; mas o campeonato ainda não está decidido. Se o Guimarães empatar um dos jogos e o Rio Ave ganhar os dois, quem sobe é o rio Ave. Portanto, neste momento, o nervosismo divide-se entre o Guimarães e o Rio Ave, embora seja verdade que o Guimarães está numa posição confortável”. Uma última certeza: “Fizemos tudo para lá chegar, mas se não conseguirmos, saímos de cabeça erguida e a abordar a próxima temporada, na I ou na II Liga, com a mesma determinação de sempre”.
De olho em Miguel Lopes
Apesar de estarem ainda envolvidos na luta pelo regresso ao convívio dos grandes, os responsáveis pelo Rio Ave estão atentos ao mercado de transferências e nas últimas semanas têm seguido de perto o extremo-direito Miguel Lopes, que representou o Operário, segundo classificado da Série C, da II Divisão. Ainda não houve abordagem concreta, mas prevê-se que possa existir um contacto formal dentro de dias.
Informação publicada no site oficial do Rio Ave FC
Mantendo uma confiança inabalável nas capacidades da sua equipa de futebol e a esperança de que a subida de divisão é ainda possível, a Direcção do Rio Ave FC está a organizar uma campanha de apoio ao plantel para o jogo do próximo domingo.
A equipa desloca-se ao terreno do Olhanense, para disputar jogo referente à 29ª jornada, agendado para as 16 horas. Tendo por objectivo reforçar o apoio ao plantel nesta fase decisiva do campeonato, a Direcção do Rio Ave FC está a organizar transporte gratuito para todos os sócios, adeptos e simpatizantes que desejem acompanhar a equipa.
Deste modo, são disponibilizados autocarros para 300 sócios, sendo que o Rio Ave oferece ainda os ingressos de entrada no estádio aos primeiros 150 sócios (homens) que solicitem os bilhetes na Secretaria do Clube. Para o jogo Olhanense x Rio Ave as mulheres (sócias) têm acesso gratuito ao recinto.
Inscreva-se já! Junte-se ao Rio Ave e apoie a equipa na luta pela subida de divisão!
(Para mais informações dirija-se à Secretaria do Rio Ave, onde são disponibilizados os horários e local de partida dos autocarros)
Depois de no dia 5 de Maio se terem iniciado as celebrações dos festejos do 68º aniversário do clube, com a abertura de uma mostra fotográfica na Bibiblioteca Municial José Régio e de, um pouco por todo o concelho, terem sido montadas instalações multimédia de promoção ao clube, é já amanhã, 10 de Maio, a data do aniversário do nosso Rio Ave FC.
Apesar do momento do clube não ser o melhor, a instituição está sempre acima dos interesses de qualquer um dos seus presidentes, dirigentes, treinadores, atletas ou associados, pelo que a presença nas cerimónias a ter lugar amanhã é absolutamente fundamental.
As cerimónias terão início às 9 horas com uma salva de morteiros, mas o ponto alto será o jantar comemorativo, a ter lugar no salão de festas do Rancho do Monte, a partir das 20 horas. O acesso é livre, sejam ou não associados, por 12,5 euros por pessoa.
Programa Oficial de Aniversário:
- Salva de morteiros (9 horas)
- Hastear da Bandeira na Sede Social (10 horas)
- Romagem ao Cemitério (18.30 horas)
- Missa solene pelos sócios falecidos (19 horas)
- Jantar comemorativo no Rancho do Monte (20 horas)
Para o avançado, as contas só se fazem no final, referindo que se o Rio Ave tem perdido pontos o mesmo poderá suceder a Guimarães e Leixões.
A cumprir castigo, Fábio Coentrão assistiu à última derrota do Rio Ave na bancada, a terceira consecutiva. Apesar de reconhecer que o objectivo da subida ficou mais difícil de atingir, o avançado lembra a competitividade da Liga Vitalis e os altos e baixos das equipas que lutam pelos primeiros lugares. "É verdade que foi um jogo mau, mas temos de levantar a cabeça, pois a vida não acabou. Sabemos que apenas faltam dois jogos para o final, mas acredito que ainda se vai passar muita coisa neste campeonato", disse, referindo-se aos eventuais escorregões dos adversários. "Acredito que o Leixões e o Guimarães ainda podem perder pontos e quem anda no futebol sabe que isso é perfeitamente possível", disse, recordando o percurso da sua equipa: "Estivemos 17 jogos sem perder, mas antes tínhamos perdido alguns. Nesta fase sofremos três derrotas consecutivas e espero que sejam as últimas".
Já a pensar na deslocação ao Algarve, Fábio Coentrão sabe que não há margem de erro e garante que o plantel só pensa na vitória. "Se quisermos aproveitar algum deslize dos adversários temos de cumprir o nosso papel, por isso vamos a Olhão para vencer", garantiu. Para os que acreditam que os dois primeiros lugares estão definidos, o avançado refere que as contas só se fazem no final. "Temos de vencer os nossos jogos e esperar para ver. Sinceramente, algo me diz que vamos subir", finalizou o internacional sub-20 e reforço do Benfica para a próxima época.
Bruno Mendes e Fábio regressam
O plantel vila-condense iniciou ontem a preparação da deslocação a Olhão, viagem que será feita praticamente na máxima força. Depois de ter cumprido um jogo de castigo, Bruno Mendes regressa ao eixo da defesa para formar dupla com Danielson, enquanto para o ataque o técnico João Eusébio conta com Fábio Coentrão, ausente na passada jornada, também por motivos disciplinares. Assim, a única dúvida prende-se com o titular do corredor direito da defesa, Vítor Gomes, ainda a recuperar de uma luxação no ombro esquerdo.
O Rio Ave portou-se tão mal contra o Gondomar que nem sequer apetece falar da arbitragem. Porém, no estádio, foi nítido o lance em que Rómulo mete o braço à bola dentro da grande área. Paulo Costa não assinalou, mas o facto é que nem sequer estava a olhar para lá, dado que já iniciava o movimento em sentido contrário para acompanhar o eventual contra-ataque do Gondomar. O assistente também fez de conta que não viu e o nosso técnico João Eusébio, ao dar largas à sua revolta, ainda foi repreendido. Esse penálti podia ter mudado a face da partida? Nunca vamos saber. O mais incrível é o comentador João Ricardo, ele sim um "pretenso" rioavista, falar em "pretensa" mão na bola quando as imagens mostram claramente a falta do jogador do Gondomar dentro da grande área. Custa alguma coisa dizer a verdade? É que no futebol raramente existem coincidências. Contra o Portimonense, um fora-de-jogo inacreditável que o BdRA denunciou tirou um golo certo ao Evandro. Em Guimarães, no primeiro golo o Ghilas mete o Vítor Gomes em falta pela baliza dentro como as imagens confirmam. Agora, vai mais um penálti para o tecto. Com esta brincadeira toda, se calhar ardeu a subida de divisão. Já que estamos a falar de coincidências, Paulo Costa foi o árbitro que nos expulsou dois jogadores na Trofa e fez vista grossa ao incrível penálti sobre Fábio Coentrão, que o vídeo de baixo documenta, na Póvoa, nos primeiros minutos, com o resultado ainda igualado. Tratando-se de uma falta tão evidente, sabem o que o árbitro disse aos nossos jogadores quando o interpelaram? Que ainda era muito cedo para marcar um penálti. E contra o Gondomar, já era tarde?
Três derrotas consecutivas colocaram um ponto final a um ciclo de 17 jogos sem perder e poderão mesmo ter hipotecado as aspirações do Rio Ave quanto à subida de divisão. Reconhecendo que se tal acontecer será "uma enorme frustração", Gama encontra na impossibilidade de a equipa se apresentar na máxima força uma justificação plausível para esta fase negativa. "Era importante que o plantel estivesse todo disponível, mas fomos afectados por lesões e castigos, nomeadamente no sector defensivo", lembrou. A esta explicação, o extremo acrescenta o nervosismo que se apoderou da equipa. "Depois da derrota com o Portimonense a equipa acusou ansiedade em demasia", disse. Se no final do encontro com o Gondomar a tristeza invadiu o balneário vila-condense, Gama acredita que o grupo saberá dar a volta a esse sentimento. "É hora de levantar a cabeça", disse, assumindo o papel de mais experiente jogador do plantel. "Ao longo da minha carreira já passei por situações idênticas, tanto para subir como para descer e a experiência diz-me que é preciso continuar a acreditar. Não vamos atirar a toalha ao chão, pois temos de vencer os dois jogos que faltam e esperar que o Guimarães escorregue", finalizou.
O Rio Ave teve uma tarde penosa contra o Gondomar. O futebol exibido voltou a ser lento, previsível, sem ideias para ultrapassar a teia defensiva armada por Nicolau Vaqueiro. Tal como na primeira volta, no Estádio S. Miguel, o Rio Ave não teve ousadia para dinamitar o sistema de 3 defesas dos gondomarenses, preferindo optar por um encaixe directo que estreitou o nosso ataque e serviu às mil maravilhas os interesses do actual 4º classificado da Liga de Honra. Infelizmente, um verdadeiro extremo como Gama só entrou quando o jogo estava irremediavelmente inquinado. E a ideia de adiantar Ricardo Jorge pelo flanco direito, deixando Danielson, Vilas Boas e Milhazes a contar Tarantini e Canales também não foi uma opção produtiva. Com Delson despistado, Laércio a sentir a bola queimar nos pés, Evandro demasiado pastoso, Chidi e Keita sem rasgos de inspiração, voltou a sobressair a entrega e raça de Niquinha. Mora evitou o segundo golo do Gondomar antes do intervalo, adiou a desgraça, mas também não teve solução para aquele incrível golo de canto, um balde de água fria do qual o Rio Ave nunca recuperou. É triste pensarmos que uma equipa que esteve 17 jogos sem perder de repente tornou-se psicologicamente tão frágil. Veja-se o banho de humildade e a garra demonstrada Gondomar, que deveriam servir de exemplo a alguns pseudo-craques...
A conferência de imprensa de João Eusébio após a derrota com o Gondomar. Cerca de 8 minutos onde o técnico do Rio Ave tentou justificar a inexplicável quebra da nossa equipa nos últimos 3 jogos, lamentavelmente coroada com o descalabro frente ao conjunto gondomarense, que sem ter vedetas, e onde nenhum dos seus titulares teria esse estatuto no Rio Ave, ascendeu ao 4º lugar da Liga de Honra. O nosso treinador tem alguma razão quando se queixa de carências defensivas, mas também é preciso saber a razão pela qual nunca confiou no central António ou tentou lançar o promissor Fábio Faria para cobrir os problemas no sector recuado. O Rio Ave continua impedido de inscrever jogadores e, ao contrário de outros, não teve possibilidade de ir ao mercado. Agora, é um insulto à inteligência de todos os rioavistas apregoar que os jogadores excederam as expectativas e dar-lhes os parabéns por isso após a humilhante derrota com o Gondomar. Se eles estão de parabéns foi por terem conseguido dar a volta com as suas exibições à falta de ambição do primeiro terço da Liga de Honra, que se calhar nos custou pontos que agora fazem muita falta. Exige-se, neste momento, um murro na mesa, que instigue a revolta do grupo, fazendo-lhes ver que têm uma dívida para com os adeptos que tanto os têm apoiado, deixando a pele em campo nos últimos 2 jogos. O Rio Ave, mesmo com algumas posições eventualmente mal cobertas, possui um plantel de excepcional qualidade para a Liga de Honra e não poderia ser exigida outra coisa que não fosse estar na luta pela subida. Tal como na época passada perdemos os últimos 5 jogos e descemos (António Sousa deixou o Rio Ave acima da linha de água...), agora o barco também vai ao fundo na recta final do campeonato. No meio de toda esta desilusão, só nos resta arranjar forças para acreditar no que seria um verdadeiro milagre. Haja Fé.
Depois desta derrota a subida de divisão está mais difícil? "Muito mais difícil. A nossa equipa, neste jogo, tinha de inverter a dinâmica de derrota e sofreu um golo de bola parada. Difícil de sofrer, mas que acontece. Temos de respeitar isso. Na primeira parte, a nossa equipa tentou lutar de várias formas contra as adversidades do tempo, do vento. Jogámos em sentido único, sempre no meio-campo do adversário. É um facto que não criámos muitas oportunidades, como desejaríamos criar, mas tentámos de uma forma ou de outra, por vários métodos ofensivos, e nunca conseguimos. Na segunda parte, também entrámos com pendor atacante. É difícil tentar virar um resultado nestas condições. O que acontece é que fomos uma equipa desesperada à procura da vitória. Um bocadinho desorganizada. Um bocadinho mais com o coração do que com a cabeça. Não fomos uma equipa inteligente, uma equipa equilibrada. Sofremos o golo e, em desvantagem, foi tudo mais difícil. Temos de dizer que o campeonato ainda não terminou. Faltam duas jornadas e ainda é possível. Sabendo que o mais difícil neste momento é inverter a dinâmica. Viemos de uma dinâmica de vitórias, com 17 jogos sem perder. Quando ninguém esperava que esta equipa aparecesse, apareceu. E no momento em que, se calhar, tivemos mais confiança e toda a gente, se calhar, contava com o Rio Ave, o Rio Ave claudicou. Não podemos dizer que os nossos jogadores se portaram mal. Pelo contrário. Portaram-se à altura. Trabalharam à altura e não é em 2 ou 3 jogos que vamos mudar a forma de pensar ou a opinião que tinhamos em relação a eles. Não. Acreditamos na mesma. Faltam 2 jogos. Enquanto for possível, vamos acreditar. O mais difícil vai ser no balneário. Tentar motivar estes jogadores. São jogadores que estão tristes. Mais do que toda a gente, são eles que estão tristes, cabisbaixos. O mais difícil será motivá-los, dizer-lhes que ainda é possível. Vamos trabalhar e lutar até ao fim."
Surpreendeu-o o sistema utilizado pelo Gondomar? "Não. Nós já tínhamos a noção que o Gondomar viria jogar assim. É uma equipa que actua muito defensivamente. Quando perde a bola reage a essa perda através da reposição imediata de lugares. Sabiamos que era assim. O que não contávamos era sofrer um golo. Ainda por cima de forma muito pouco normal. Tornou-se mais difícil, como acontece contra estas equipas que defendem bem e actuam sempre atrás da linha da bola, fazendo pressão sobre o portador da bola. É muito difícil criar espaços a equipas assim. Se calhar nós também não estamos na melhor fase em termos de criatividade. Também nos faltou um ou outro jogador em termos daqueles jogadores que nos dão profundidade e que criam desequilíbrios na frente. Contávamos, de qualquer forma, com um Gondomar como este que apareceu aqui."
O Rio Ave tem sofrido muitos golos. Não lhe parece que reside aí o grande problema da equipa? "Se vocês têm reparado, o Rio Ave, e isto não é desculpa mas sim um facto, andou a época toda sem um lateral-direito de raiz. O Rio Ave só tem um lateral-esquerdo. Quando aos centrais, quando falta um tem de ser adaptado outro. Em termos de estrutura defensiva o Rio Ave tem algumas carências. Eu sei que as equipas adversárias também sabem e notam isso. Sabem onde podem explorar as deficiências do Rio Ave. A nossa equipa, quando está equilibrada, é mais coesa. Mas quando falta uma ou outra peça, o Rio Ave tem algumas dificuldades de adaptação. E o Rio Ave, nos últimos 4 ou 5 jogos, tem andado sempre a fazer adaptações, tanto nas laterais como no centro do terreno. É um facto que as equipas adversárias conhecem e do qual procuram retirar divididendos."
Acredita sinceramente que a subida de divisão ainda é possível? "Repare, é evidente que o Vitória de Guimarães está a fazer uma excelente recuperação, mas posso dizer-lhe que quando Manuel Cajuda entrou eles tinham exactamente os mesmos pontos que o Rio Ave. Ou seja, 21 pontos. O Rio Ave também andou a fazer um grande segundo terço do campeonato superando os resultados negativos que teve no primeiro terço do campeonato. Agora, o que posso dizer é o seguinte: é difícil uma equipa inverter esta dinâmica. Neste momento não há trabalho físico. A nossa equipa, mesmo depois de sofrer o golo, reagiu bem. Só foi notada uma quebra após o segundo golo. Não foi uma quebra física, mas mental. Para uma equipa que vem de duas derrotas consecutivas, não é fácil inverter a tendência. Isso nota-se num ser humano, não é só num jogador de futebol. Em qualquer equipa é sempre difícil superar a dinâmica de derrota. Não estou a dizer que não vamos lutar até ao fim. Vamos. O essencial de tudo isto é inverter esta dinâmica. Conseguir que os jogadores se libertem. Pensar agora que quando chegámos lá não tinhamos pressão em termos de objectivos. Nós sabiamos qual era o nosso objectivo: era fazer uma época tranquila. Em termos de resultados desportivos era esse. Só que nós conseguimos pontos. Jogo a jogo, sem ninguém dar por nós, e lá fomos. Quando chegámos a uma posição na qual não podiamos falhar, foi quando falhámos. Porque, se calhar, tinhamos mais adversários em boas fases, porque se calhar aconteceu isto nas últimas jornadas. Os tais cartões amarelos e castigos. Se fosse em termos de organização ofensiva que faltasse um ou outro elemento existiam sempre soluções. Em termos defensivos é que não temos. Penso que isso pesou um bocadinho. Não é desculpa nenhuma. Assumimos as responsabilidades. Dei os parabéns aos jogadores porque fizeram um campeonato acima das expectativas que nós pensávamos que fizéssemos. Agora, o que conta é a última imagem. A cara com que se ganha não é a cara com que se perde. Não posso, de forma alguma, estar descontente com os jogadores. Estou contente porque excederam as expectativas. Estou triste porque podiamos chegar lá e não conseguimos. Não conseguimos não... Ainda faltam dois jogos e estamos muito a tempo. Vai ser um trabalho a realizar durante a semana. Algo que vou ter de trabalhar bem com os nossos jogadores porque em dois jogos ainda há muita coisa que pode mudar. Até no último jogo se pode decidir muita coisa. Nós não atiramos a toalha ao chão. Estamos aqui para lutar até ao fim. Queriamos vencer o Gondomar, só dependíamos de nós, e agora não dependemos somente de nós, mas o futebol é assim. Já estivemos a 12 pontos do Feirense e agora levámos 10 pontos acima. Já estivemos a 11 pontos do Leixões e chegámos a estar 3 pontos acima. Isto é um campeonato. Se calhar, na fase mais crucial, quando não podiamos errar, foi quando surgiu alguma deficiência em termos de estrutura e não tivemos os jogadores todos com que queríamos contar, nomeadamente na organização defensiva."
Derrota por 3-1 num jogo que (praticamente) dita o adeus ao sonho de regresso à Superliga. Depois de uma série de 17 jogos sem perder, entre a sorte e o mérito próprio, desde a derrota frente ao Portimonense que a equipa caiu deploravelmente de produção. Uma vergonha geral, mas particularmente de todos os jogadores e equipa técnica. Lançaram-se foguetes antes da festa e deu nisto. Para o ano haverá mais.
PS: Facto são factos. Objectivamente, tentem recordar-se qual foi a equipa, e com que treinador, que desceu de divisão na época passada perdendo, de rajada, os últimos 5 jogos da temporada. Se calhar é a mesma, e com a mesma liderança, que leva agora 3 derrotas consecutivas na recta final da Liga de Honra, faltando ainda 2 jogos. Será mera coincidência?
Nasceu um movimento espontâneo de apoio ao Rio Ave F. C !
AMOR, Dedicação, PAIXÃO e Entrega ao RIO AVE é o que se pede aos Sócios, Adeptos e Simpatizantes!
Apoiar em MASSA o RIO AVE F. C !
O RIO AVE F.C precisa de todo o apoio nesta partida... Sejamos pacientes e apoiemos o RIO AVE do 1º ao último minuto, com cânticos e palavras de incentivo! Até que a voz nos falte!
JUNTOS VAMOS EMPURRAR O RIO AVE PARA A VITÓRIA!!! Leva vestida a tua camisola e /ou cachecol do Rio Ave!
Iniciativa:
• Domingo, vamos receber o Autocarro do RIO AVE F. C quando chegar ao Estádio às 14:00. Não deixes de dedicar palavras de incentivo, aos nossos rapazes!
• Quando entrares no Estádio não te cales, apoia sem cessar, seja em que sector te encontres, LUTA, GRITA, VIBRA, faz a diferença, contagia quem está ao teu lado... Mostra a tua Alma Rioavista !!!
JUNTOS CONSEGUIMOS!
Todos juntos vamos colocar o RIO AVE na 1ªliga, VAMOS NÓS ADEPTOS FAZER A NOSSA PARTE!!!
Não somos claque, não somos organizados, mas ESTAMOS UNIDOS NESTA MISSÃO: Empurrar o Rio Ave para as três vitórias!
Para esta iniciativa pede-se que adiram os sempre presentes Tubarões Verdes, os Green Zone e todos os adeptos (Sócios e Convidados), faremos do Estádio uma TODA E ÚNICA CLAQUE de apoio ao RIO AVE F. C!
VAMOS ACORDAR O NOSSO BAIRRISMO, O NOSSO ORGULHO ADORMECIDO!
Confiança Amigos! É tempo de arregaçar as mangas. Remar para o mesmo lado... Vamos provar que temos PAIXÃO, AMOR E LOUCURA POR ESTE RIO AVE FUTEBOL CLUBE!!
FORÇA RIO AVE! "LUTAR, LUTAR, COM FIBRA DE CAMPEÃO!”
Nós ACREDITAMOS! Força RIO AVE !
PS: A editoria do BdRA apoia fervorosamente este movimento da iniciativa de vários dos seus habituais leitores e comentadores. Para memória futura, aqui ficam os nomes dos principais mentores: Moisés Cambola, Borges e Renato Sousa. Rioavistas de alma e coração.
Evandro já leva muitas épocas com a camisola do Rio Ave, o que lhe permite conhecer bem a cidade, as gentes e o clube. Assim, o médio brasileiro não tem dúvidas de que este capítulo final da Liga Vitalis terminará com a subida do Rio Ave, graças ao trabalho e empenho de todo o grupo de trabalho.
"É preciso lembrar que estivemos mais de uma volta sem perder, o que atesta a nossa qualidade enquanto equipa, e não são duas derrotas que vão por em causa todo o trabalho de uma época. Mesmo com estas duas derrotas consecutivas, a realidade é uma: quem tem dois pontos de vantagem somos nós e não o contrário", afirma Evandro, que sente ainda junto dos companheiros a força e a motivação para já no próximo domingo inverter a tendência negativa nos resultados.
"Faltam disputar três jogos, dois deles em casa, só dependemos de nós e vejo no grupo vontade para já frente ao Gondomar dar um passo importante rumo à conquista de um lugar na Liga na próxima época. O balneário do Rio Ave é composto por atletas que para terem alguma coisa na vida sempre tiveram de batalhar muito. Por isso, com o trabalho e dedicação que sempre demonstramos para com o clube, vamos superar os obstáculos e dar mais esta alegria aos sócios, que têm estado sempre ao nosso lado", finalizou o brasileiro.
Vítor Gomes em dúvida
Vítor Gomes sofreu uma luxação no ombro esquerdo na partida em Guimarães e está em dúvida para o jogo com o Gondomar. O lateral do Rio Ave foi ontem reavaliado pelos médicos do clube, tendo efectuado uma radiografia para despistar qualquer eventual fractura e encontra-se em repouso, com o braço imobilizado até nova reavaliação. Hoje há nova sessão de trabalho, com início marcado para as 10 horas.
O resumo televisivo da RTPN de um jogo que o Rio Ave deve lembrar para não repetir nas 3 jornadas que restam. O Vitória de Guimarães jogou melhor, teve mais atitude, lidou melhor com a pressão e justificou o triunfo. Disso não restem dúvidas. No entanto, e olhando ao "frame" aqui em baixo, também não restam dúvidas de que o primeiro golo foi irregular. Todos os rioavistas viram bem o lance. Foi mesmo à nossa frente. Vítor Gomes está ali, na imagem, a ser ensanduíchado entre dois jogadores vitorianos (Raviola e Ghilas) com Pedro Proença a ver a situação sem nada assinalar. O caso de Ghilas é incrível, dado que se desequilibra, quando tenta virar-se para acompanhar o efeito da bola, abalroa Vítor Gomes e provoca a sua grave lesão. Isto, note-se uma vez mais, com Pedro Proença a ver nitidamente o que se estava a passar. Imaginem que tinha sido ao contrário. Imaginem só. Então é que tinham mesmo invadido o relvado. Por alguma coisa o assistente Pedro Garcia, ao ser confrontado no início da segunda parte, pelos adeptos do Rio Ave, sobre se não tinha visto o empurrão, encolheu os ombros e olhou para Proença, quase pedindo desculpa pelo que tinha sucedido. Foi nesse momento que percebi que, acontecesse o que acontecesse no segundos 45 minutos, o vencedor estava encontrado.
PS: Há muitos anos que vou ao futebol e não como grupos. Quando o Franco "virou" o Evandro, cortando um contra-ataque logo no início do encontro, e Pedro Proença fez o gesto de calma e não mostrou o cartão amarelo cheirou-me logo a esturro. Curiosamente, o Milhazes fez uma falta dura quase junto à grande área vitoriana, no meio-campo defensivo do adversário e aí, não sei ao abrigo de que critérios objectivos, já viu o cartão amarelo. São pequenos detalhes que dizem tudo. Perdemos o jogo e não há nada a fazer, mas temos a nossa dignidade e não podem andar a gozar com a nossa cara como fizeram na época passada os senhores Paratys e Benquerenças. Se calhar, também temos de ameaçar invasões de campo para sermos respeitados...
Foram poucos, mas bons, os adeptos do Rio Ave que se dispuseram a apoiar a sua equipa num jogo tão complicado como se previa ser o de Guimarães. Apesar da direcção do nosso clube ter facilitado a entrada dos vitorianos na primeira volta, colocando bilhetes a 7,5 euros (noutros locais pagaram 20 e foi se quiseram...) nem isso levou a que o adversário fosse mais respeitado este domingo, sendo escutados insultos daqueles que só os poveiros nos costumam dedicar e verificada uma animosidade que nada justifica. Sobretudo quando a cerca de uma centena de apoiantes do Rio Ave era sobretudo composta por famílias que foram ao futebol e não por desordeiros ou gente mal formada. Mas sobre essa dispensável forma de mal receber também falaremos mais em detalhe em altura mais apropriada. Os actos ficam com que os praticam. Por alguma coisa todos os jogos do Vitória de Guimarães são considerados de alto-risco.
Derrota pesadíssima em Guimarães a tornar mais complicadas, mas nem de todo impossíveis, as contas da promoção à Liga. Fábio Coentrão teve comportamento reprovável, foi expulso e prejudicou seriamente a equipa. Vêm aí três jogos em que é imperativo vencer: Gondomar (c), Olhanense (f) e Vizela (c).
PS: As imagem ilustra as consequências de uma nova variante no futebol, o golo por arrombamento. O Vitória de Guimarães tinha de marcar, e de ganhar, de qualquer maneira. Por isso valeu tudo. Desde uma ameaça de invasão de campo até mandar o Vítor Gomes pela baliza dentro no primeiro tento, com as consequências determinantes que isso trouxe ao jogo e à segurança defensiva da nossa equipa. Sobre o resto falaremos mais tarde. Apenas um reparo a terminar: para quem festejou a derrota do Rio Ave como se tivesse ganho a Liga dos Campeões, dizemos apenas que, a 3 jornadas do fim, é bem melhor ter 50 pontos do que 48. Veremos quem cantará os "olés" no final da Liga de Honra.
Francisco Costa, adjunto de João Eusébio, perspectivou a partida de amanhã com o Guimarães e lamentou aquilo a que apelidou de "tentativa de desestabilização", referindo-se à alegada recusa de Fábio Coentrão em treinar anteontem, segundo noticiou o jornal "A Bola" na edição de ontem. A justificação oficial do clube esclarece a ausência do jovem avançado com uma indisposição gástrica e o desencontro de versões acabou por criar mal-estar em Vila do Conde. "O Rio Ave foi das equipas a quem a Comunicação Social deu menos importância. Tentamos dar o nosso melhor e mesmo com algumas notícias falsas a palavra desestabilização não entra no nosso vocabulário", salientou. "Existe, sim, união e um objectivo que passa pela subida de divisão", prosseguiu. A meta pode ficar praticamente alcançada em Guimarães, mas do outro lado estará uma equipa "forte", apoiada por "uma massa associativa fantástica". O adjectivo serviu também para classificar o plantel vila-condense, garantindo Francisco Costa que o mesmo tirou ilações da última derrota, com o Portimonense. "Deu para os jogadores verem que ainda não ganharam nada", finalizou.
Coentrão "parvo" com o que leu Contactado por O JOGO, Fábio Coentrão diz que ficou "parvo" quando tomou conhecimento da notícia garantindo que "ainda não houve um dia em que não quisesse treinar". "É uma coisa sem pés nem cabeça, porque realmente eu estava mal do estômago. Estiveram muito mal", comentou o extremo, ansioso por regressar à titularidade em Guimarães. "É um jogo bom para jogar mas farei o que o treinador me pedir", declarou. De pedra e cal no "D. Afonso Henriques" estará o guardião Mora que, por ser "pessimista", não quer facilidades pelos cinco pontos de vantagem. "Será uma partida muito interessante porque as duas equipas quererão ganhar", perspectivou.
As imagens deste vídeo são esclarecedoras e indiscutíveis. Um lance em que Evandro estava vários metros em jogo foi anulado de maneira incrível pelo assistente Hernâni Fernandes, que não tinha forma de não ver que, quando a bola parte quase da linha do meio-campo, o avançado brasileiro estava em posição legalíssima. Evandro ficava isolado perante Etulain (um fiteiro que passou o jogo todo a atirar-se para o chão com a complacência de Pedro Henriques...) e tinha tudo para marcar. Aliás, até o Keita estava em jogo... Dizer que o Rio Ave tem sido levado ao colo devido a pequenos lapsos em jogos onde a nossa superioridade era evidente é uma falácia, porque já sabemos que as arbitragens actuam nos momentos determinantes. Foi assim que nos despromoveram na época passada. Perdemos com o Portimonense, em primeiro lugar, porque jogámos mal, mas não pensem que nos comem por lorpas. O senhor Pedro Proença que faça um bom trabalho em Guimarães e que não siga o vergonhoso exemplo do seu confrade Paraty na primeira volta. Para quem ainda tenha dúvidas sobre este golo cantado que nos foi roubado, ficam aqui em baixo os "frames" detalhados para que mesmo os mais cépticos não tenham hipóteses de subverter a verdade. Contra tudo e contra todos, força Rio Ave!!!
Compreende-se que a Direcção do Rio Ave pretenda encher o estádio nesta fase decisiva da temporada, concedendo algumas borlas que temos vindo a apoiar pela possibilidade que dá de chamar espectadores diferentes às bancadas do nosso anfiteatro, dando-lhe uma moldura mais composta. No entanto, depois do segundo golo do Portimonense, foi chocante ver centenas de pessoas a levantarem-se quase automaticamente, indo simplesmente embora e dando uma imagem de descrença da qual os jogadores se aperceberam no relvado, prejudicando o seu rendimento na recta final. Quando a equipa ganha, todos batem palmas. Após este péssimo exemplo dos "borlistas", se calhar, contra o Gondomar, era altura de estarem no Estádio dos Arcos somente os verdadeiros. Os que têm cartão de sócio e apoiam sempre. Ou que estão dispostos a pagar bilhete para darem o seu apoio por inteiro. Os outros, bem que podem ir passear para o Factory e aparecer somente na festa da subida...
O Rio Ave perdeu contra o Portimonense. Foi uma tarde negativa que quebrou a série mágica de 17 jogos sem perder. A nossa equipa esteve desinspirada contra um adversário cujo plantel não justifica a posição que ocupa e que se tem mostrado especialista a jogar fora. No entanto, há aspectos que têm de ser destacados. Não é compreensível a perda de titularidade da parte do Fábio Coentrão quando era o único jogador que podia dar velocidade, e imprevisibilidade, no sentido de quebrar a organização defensiva do Portimonense. Chidi joga em potência e precisa de espaço, Evandro não é um rompedor. Keita não teve quem o servisse. O futebol do Rio Ave tornou-se pastoso, previsível, e o único golo aconteceu de livre directo. Com a bola a correr, a esta hora a equipa ainda lá estaria sem conseguir facturar. As circunstâncias obrigaram a que a defesa fosse muito alterada (Ricardo Jorge, Vilas Boas e Samson jogaram atrás...), mas o terceiro golo consecutivo encaixado de bola parada também é motivo de preocupação quando sabemos que em Guimarães não convém facilitar. Com peças cruciais de regresso (Bruno Mendes, Milhazes...), importa que João Eusébio não trema e faça a equipa compreender que, a jogar à bola, não deve temer ninguém. O Portimonense conseguiu fazer com que o Rio Ave não jogasse. No D. Afonso Henriques, vamos ter espaço num palco de excepção. É nestas alturas que os campeões se revelam.
Fábio Coentrão esteve ausente naquele que seria o primeiro treino da semana do jogador, em Vila do Conde, após a presença no estágio da Selecção de Sub-20. Uma indisposição gástrica esteve na origem da dispensa do atleta por parte do treinador João Eusébio que, hoje, já deve contar com o contributo de Coentrão.
Também regressado dos Sub-20, Vítor Gomes integrou os trabalhos mas não na sua totalidade, uma vez que o defesa-direito saiu mais cedo por causa de uma consulta no dentista. Na parte final da sess�o, dedicada à finalização, Niquinha e Evandro foram poupados.
Noutro plano, dos 250 bilhetes requisitados ao V. Guimarãs para o jogo de domingo e ontem postos à venda na secretaria do clube vila-condense foram vendidos cerca de 50. Recorde-se que os ingressos, a um preço de 7,5 euros, podem ser adquiridos até à manhã do dia do jogo.
Hoje (10 h), está agendado novo treino para aperfeiçoar a estratégia para domingo.
PS: Havendo ainda mais de cerca de 200 bilhetes à disposição dos sócios e adeptos do Rio Ave, o BdRA espera que estes se esgotem rapidamente para que, domingo à tarde, a equipa possa contar com forte apoio na deslocação ao terreno do Vitória.
A qualquer momento pode rebentar um caso na Liga de Honra com efeitos semelhantes ao caso Mateus, que tanta tinta fez correr em 2006. É um caso que envolve uma equipa de nomeada e uma certidão da segurança social que pode ter expirado antes de Janeiro de 2007, quando esse clube procedeu a determinadas inscrições. A "malta do bairro" já sabe o que se passa mas ainda ninguém fez levantar a lebre porque estão todos a ver no que dá este final de campeonato. A verdade é que a dívida, que é de cerca de 400 mil euros, continua por vencer.
PS: Parece que os monstros verdes irrompem sim, mas vindos de Matosinhos.. Provalvemente envoltos num misto de temor e raiva por saberem que vão perder o título para o Rio Ave. Como é público, o Rio Ave nada tem a ver com este imbróglio já que não inscreveu qualquer jogador no período de abertura de mercado em Janeiro deste ano. O alvo parece mesmo ser o Vitória de Guimarães, com o editor do BnA a mostrar inspirar-se nos recados vindos do machado mais apimentado da cidade-berço, o ex-ex-presidente do clube.
PS2: Os créditos da foto são do colectivo vimaranense Vitória Sempre, a quem agradecemos a foto obtida nos bastidores do Vitória SC-Leixões de há algumas jornadas atrás.
INFORMAÇÕES ÚTEIS: JOGO: Vitoria SC x Rio Ave DATA: 29 de Abril de 2007 - Domingo HORA: 16H00
PREÇO DOS BILHETES: Sócio Com Lugar anual:quota 04-2007 Sócio Sem Lugar Anual : 4€ / quota 04-2007 Público: 7,5€ Bilhete Menor 10 anos: 5€ Bilhete Acompanhante: 5€ Bilhete Senhora + Oferta T-Shirt: 5€
PS1: Dados que constam do sítio oficial do Vitória de Guimarães. Pela parte que nos toca, há que louvar o facto dos bilhetes de Público custarem apenas 7,5€, o que contrasta com a atitude do Leixões, por exemplo, que fixou os ingressos para rioavistas no dobro desse valor (15€). Tendo em conta as excelentes vias de comunicação existentes, não há nenhum motivo para que os adeptos do Rio Ave não marquem presença em força na Cidade Berço. Para nós, não é o Jogo do Ano, mas nada como resolver já no domingo a questão da subida. Vamos a eles!!!
PS2: Chegou ao BdRA a informação que estarão bilhetes para Guimarães à venda na secretaria do Rio Ave. Podem ser adquiridos 5ª, 6ª e sábado, custam 7,5 euros e destinam-se ao sector estipulado para os adeptos rioavistas.
João Eusébio já tem uma baixa confirmada para o jogo com o V. Guimarães, decisivo para as contas da subida de divisão. André Vilas Boas, que actuou a central frente ao Portimonense, viu o 10.º amarelo para o campeonato, e é carta fora do baralho para domingo. Bruno Mendes, que regressa após castigo, deverá ocupar a vaga no eixo da defesa vila-condense.
Quem também cumpriu um jogo de suspensão foi Milhazes, que volta, em Guimarães, ao lado esquerdo do sector mais recuado, sendo o nigeriano Samson o sacrificado.
Noutro âmbito, o Rio Ave celebra, no próximo mês, o seu 68.º aniversário, sendo o ponto alto das actividades comemorativas o jantar a realizar dia 10 de Maio, pelas 20 horas, no Rancho do Monte.
Chidi e Adriano estiveram, ontem, na EB 1 da Azurara, em mais uma acção promocional do clube junto das escolas do concelho.
O Rio Ave perdeu hoje por duas bolas a uma frente à equipa algarvia do Portimonense, penúltima classificada no campeonato. Numa partida atípica, em que a equipa esteve claramente abaixo do nível que vem exibindo nesta recta final da temporada, o Rio Ave não foi capaz de contrariar a boa organização da turma de Portimão e perdeu assim a liderança da Liga Vitalis para o Leixões e viu o Vitória de Guimarães - próximo adversário - reduzir a desvantagem para apenas 5 pontos.
Braima e Maxi Bevacqua apontaram os golos da equipa forasteira, enquando Delson fez o golo vila-condense.
Apesar da derrota - a primeira após uma série de 17 jogos sem perder - a equipa mantém intactas as esperanças de regressar à Liga bwin.com.
Para assegurar um forte apoio aos líderes da Liga de Honra, na recepção ao Portimonense, o clube vila-condense distribuiu 6.500 ingressos. Assim, ao longo da semana foram atribuídos 4 mil bilhetes às juntas de freguesia, escolas e aos patrocinadores oficiais.
Um número ao qual se somam os 2.500 ingressos com que a direcção presenteou os sócios que marcaram presença no estádio no último fim-de-semana, na visita do Trofense.
Recorde-se que no âmbito de uma campanha promocional levada a cabo na 25.ª jornada, cada associado recebeu dois bilhetes para o jogo de domingo.
Noutro plano, na sessão matinal de ontem foi possível comprovar que o treinador João Eusébio irá optar por André Vilas Boas para fazer dupla com Danielson no eixo da defesa e por Samson para a vaga do castigado Milhazes no lado esquerdo do sector mais recuado.
Ausente por motivos pessoais esteve o guarda-redes Mora, que hoje já deve trabalhar com o plantel.
"Sou investidor na Bolsa e não gosto de apostar em acções que subam muito, rapidamente, porque em seguida também costumam descer muito" Por ANTÓNIO TAVARES-TELES, in jornal "O Jogo"
João Eusébio: sinceramente, conhecia muito pouco deste homem que, sem aquele ar de treinador “up to date” ou de teórico encarnado da bola, conseguiu, no meio de um discurso aparentemente pouco elaborado mas objectivo, seguro, eficaz e, indubitavelmente inteligente, levar o seu Rio Ave a uma posição quase indestrutível no que diz respeito ao acesso à I Liga. E no entanto nem começou lá muito bem a época. Mas está a acabá-la bem, e é isso que importa. Boa aposta pois do presidente vilacondense, Paulo Carvalho.
- Que é que se passa? Faltam cinco jogos para o final do campeonato e tem 8 pontos de avanço sobre o 3º classificado – o Guimarães. Subida praticamente assegurada, portanto... - (ri) Não, isso não, há ainda 15 pontos em disputa. Como temos 8 de avanço, isso quer dizer que temos apenas um pouco mais de 50 por cento de probabilidades de subir, é o que dizem as estatísticas. E como há muitos colegas meus que gostam de falar em estatísticas, eu também falo...
- Recebe no próximo fim-de-semana o Portimonense, que não me parece que seja um adversário muito difícil... - Não é difícil?! É, claro que é, porque está a precisar muito de pontos e porque ultimamente, até está em ascensão. - Em seguida, vai a Guimarães... - Sim, e nesse jogo pode acontecer tudo: pode dar para o Guimarães reduzir a diferença que nos separa, tal como pode dar para que nós possamos atingir nesse dia o nosso objectivo.
- No início da época acreditava que, nesta altura dos acontecimentos, estaria tão bem situado? - Para ser sincero, logo na pré-época sentimos que tínhamos equipa para subir. E foi isso que assumimos internamente.
- Mas a época nem começou bem... - Não, mas só em matéria de resultados, porque a nossa produção foi sempre boa. E sempre acreditei que, se fôssemos capazes de mantermos os nossos princípios de jogo e a nossa identidade, os resultados também acabariam por aparecer, mais cedo ou mais tarde.
- O João Eusébio foi portanto uma boa aposta do Paulo Carvalho... - (ri) Sim, creio que sim, e tenho de agradecer ao Rio Ave, na pessoa do seu presidente, essa aposta que fizeram em mim.
- Iniciou-se no Rio Ave como treinador? - Não. Como treinador, tenho por exemplo duas subidas pelo Bragança, onde num dos anos em que lá estive chegámos aos quartos-de-final da Taça, tendo sido eliminados pelo FC Porto. - E, estando a coordenar o futebol jovem do Rio Ave, foi chamado para ser o adjunto do António Sousa, é isso? - Não, eu era, como diz, o coordenador do futebol jovem do Rio Ave, mas não fui adjunto do António Sousa. Quando ele saiu é que eu passei a ser o treinador principal do clube.
- Desculpe lá a minha ignorância, mas... Outra coisa: tem o curso de treinador? - Tenho o curso de nível 4, e o nível 4 Pro-UEFA, atenção. Para além disso, tenho também o curso de formador de treinadores e em Bragança fui director-pedagógico do 1º nível e, depois, do 2º. Podendo mesmo dizer-lhe que comecei a tirar o meu curso para treinador – do 1º nível, pois – em 1982, está a ver... Tinha, creio, 23 anos. - Mas foi um jogador fraquito, ou não? - Dependo do critério, porque até subi quatro vezes de divisão com o Rio Ave, e depois uma com o Bragança.
- É um treinador sem efes e erres, sem gravatas vistosas, dizem que não é bem falante... - Olhe, para além de estar neste momento a frequentar um curso superior, sou sempre o primeiro em matéria de investigação, de procura de informação. E depois creio que sei passar da teoria à prática, como se tem visto. - É de Caxinas... - Sim, tal como o André e o Paulinho Santos, mas a minha família não está ligada à pesca: tem um negócio.
- O contrato acaba agora? - Acaba, embora estejamos a planificar a próxima época. Embora para já o principal não seja eu mas sim renovar com os jogadores que nos interessam e encontrar outros que também nos interessem. O resto...
- Até onde sonha chegar? - Tal como o meu objectivo é ganhar jogo a jogo, quanto à minha carreira a minha filosofia é exactamente a mesma: subir patamar a patamar. Sou investidor na Bolsa e não gosto de apostar em acções que subam muito rapidamente, porque em seguida também costumam descer muito. Gosto de subir com consistência.
A margem de oito pontos de vantagem sobre o Guimarães é confortável, mas não decisiva, ou não tivesse o Rio Ave de jogar na Cidade-Berço daqui a duas jornadas. Por isso, o guarda-redes Mora entende que as atenções têm de estar centradas no próximo encontro, diante do Portimonense. "Esse é o jogo mais importante, que poderá marcar o campeonato, pois se vencermos a tarefa fica um pouco mais facilitada", disse. Aconteça o que acontecer, Mora garante que a equipa está preparada para sofrer e deu o exemplo do sucedido na última partida, frente ao Trofense: "Na segunda parte sofremos um penálti, perdemos um jogador importante e a equipa sofreu um bocadinho". Mas poderia ter sido pior, se Mora não defendesse a tal grande penalidade. "Tive a felicidade de defender a bola, mas todos sabemos que nesses lances um guarda-redes precisa mais de sorte do que outra coisa, pois trata-se do momento e de adivinhar para onde vai a bola".
Fazendo uma retrospectiva da época, Mora reconheceu que a equipa não entrou bem no campeonato e apontou a passagem da oitava jornada como um marco decisivo. "Temos uma equipa formada por jogadores habituados à primeira Liga e custou um pouco a ambientarmo-nos à segunda. Depois desses oito jogos metemos na cabeça que estávamos na Liga de Honra, a equipa uniu-se e conseguiu chegar ao primeiro lugar".
Com mais um ano de contrato, Mora não esconde o desejo de regressar ao seu país, deixando o Rio Ave na Liga principal, embora garanta não estar a planear a saída. "Para mim é muito importante voltar à primeira Liga, onde a equipa estava quando aqui cheguei. Sinto-me bem no Rio Ave, mas sou de Barcelona e a minha família está lá", finalizou.
O plantel do Rio Ave inicia, à tarde a preparação da recepção ao Portimonense sem qualquer lesionado, o que, ainda assim, não significa a disponibilidade de todos os jogadores, pois Bruno Mendes, por ter visto o cartão vermelho, e Milhazes, com o quinto amarelo, não fazem parte dos planos de João Eusébio. Se no centro da defesa, a ausência de Bruno Mendes poderá ser colmatada com o recuo de André Vilas Boas, no lado esquerdo a vaga em aberto deverá ser preenchida por Samson, que, apesar de estar habituado a terrenos mais adiantados, não estranha essa posição. Em contrapartida, o técnico tem mais opções para o ataque, pois já contará com o brasileiro Evandro, que cumpriu castigo na passada jornada. Apesar do regresso, o avançado é um dos jogadores em perigo de exclusão para a deslocação a Guimarães, na roda seguinte, tal como André Vilas Boas, Delson e Keita.
O Rio Ave teve de sofrer para superar o Trofense a ficar ainda mais perto da subida de divisão. Para quem dizia que a nossa equipa andava a ser levada ao colo pelos árbitros o jogo foi um excelente xarope para a tosse. O juiz Carlos Duarte expulsou Bruno Mendes num lance onde até pode ser aceite a grande penalidade, apesar do nosso defesa tocar também na bola, mas nunca o cartão vermelho, dado que o jogador do Trofense não estava enquadrado com a baliza e Mora tinha o lance controlado. Some-se a isso a aplicação cirúrgica de cartões amarelos e o Rio Ave fica sem três titulares para o jogo com o Portimonense. Para azar dos críticos que depois metem a violinha no saco, como aconteceu com o senhor Cajuda, que já veio citar o Rio Ave como exemplo de bom futebol, no próximo domingo vamos conseguir mais um triunfo. Esperem para ver. Este vídeo ilustra de forma extensa as peripécias do encontro com o Trofense. Apreciem-no.
Em jogo inaugural da 25ª ronda da Liga de Honra, o Rio Ave arrecadou, esta manhã, mais uma importante vitória na caminhada que tem vindo a travar rumo à I Liga. A equipa vilacondense está consciente da necessidade de vencer os seus jogos até ao final do campeonato, sobretudo, os disputados no seu terreno, por isso, entrou em campo com confiança e determinação para vencer. Num desafio com entradas gratuitas para os vilacondenses, o público não se fez rogado e compareceu no Estádio para apoiar o Rio Ave que, na primeira volta empatou 2 x 2 no campo do Trofense (Nota.: empate 0-0). Desta feita, os vilacondenses conseguiram superar todas as adversidades para vencer o jogo, ainda que tenham jogado praticamente toda a segunda parte do encontro reduzidos a 10 unidades. O jogo começou com futebol rápido de ambas as partes, com Rio Ave e Trofense a encaizarem-se tacticamente. No entanto, o Rio Ave conseguiu empurrar o adversário para o seu meio campo e dominou o encontro, ainda assim sem conseguir espaços para grandes oportunidades de golo que haveria de surgir apenas aos 25 minutos, na sequência de um canto marcado por Milhazes que Chico do Trofense desviou para o interior da sua própria baliza. Colocado em vantagem, o Rio Ave segurou o resultado, saíndo para intervalo com alguma tranquilidade. O início da 2ª parte revelou-se algo atribulado, com o Trofense muito mais agressivo. Situação que, logo aos 3 minutos, resultou num lance confuso na área do adversário. Bruno Mendes foi expulso na sequência de um lance disputado, resultado de uma decisão exagerada por parte do árbitro. Valeu a defesa do penalty contra o Rio Ave por parte de Mora para sossegar a equipa que, mesmo assim, permitiu a igualdade no marcador aos 22 minutos, após golo de Dédé. Reduzido a dez unidades, o Rio Ave nunca desistiu de lutar pela vitória e aos 28 minutos da 2ª parte, através de uma jogada brilhante de Chidi consegue realizar o 2 x 1, resultado final da partida. Tratou-se, no entender do treinador João Eusébio, de um "resultado justo num jogo difícil e onde era importante vencer". "Tendo em conta as adversidades do jogo, o Rio Ave soube manter um perfil de campeão e conseguiu vencer, pelo que só me resta dar os parabéns a toda a equipa, onde a qualidade dos jogadores não deixa margem para dúvidas", salientou o técnico vilacondense.
Aparentemente, o jogo com o Trofense tem tudo para pender para o lado do Rio Ave: pela classificação das duas equipas, pelo factor casa e até pela ausência do goleador Reguila, actual segundo melhor marcador do campeonato, mas com a época encerrada devido às lesões nos dois joelhos. Mas isso é no papel, não fosse o adversário uma equipa "muito peculiar", na opinião do central Bruno Mendes. "Defende muito e gosta de sair rápido para o contra-ataque o que nos complica a vida, pois gostamos de ter a posse de bola", começa por explicar o central. Além do mais, o Trofense desdobra-se em 4-4-2 e mesmo sendo "necessário ter em linha de conta como se defende os dois avançados", garante, sem grandes dúvidas, que "é mais fácil" travar os ataques de um tridente ofensivo. "Felizmente temos ultrapassado essa dificuldade, quando ela surge", ressalva. E nem a ausência de Reguila é vista como um ponto a favor. "Pode tornar-se mais difícil defrontar um jogador que não conhecemos tão bem", confessa. "Depois, se o substituto joga pouco, então vai querer mostrar serviço", acrescenta.
Como se não bastasse, o Trofense, porque visita o líder, vai "com a motivação que teria o Rio Ave se visitasse um grande na primeira Liga". Ou seja, com uma boa dose extra. Mas "os jogos em casa serão para ganhar". São quatro até final do campeonato e domingo é o primeiro de dois consecutivos. E porque "chegar a Guimarães com à-vontade seria importante", então não há mesmo outra hipótese.
Delson apto para o Trofense
O técnico do Rio Ave, João Eusébio, já sabe que pode contar com Delson para a recepção ao Trofense, que será transmitida pela Sport TV no domingo de manhã. Depois de ter treinado com limitações desde o início da semana, devido a uma lesão na coxa esquerda, o médio foi submetido a uma ecografia, exame que nada de grave detectou, pelo que ontem já participou na segunda parte do treino sem qualquer tipo de condicionalismos. Assim, João Eusébio tem praticamente todo o plantel à sua disposição, sendo que o avançado Evandro é a única baixa confirmada. O brasileiro vai cumprir castigo, por ter sido expulso por acumulação de amarelos, na ronda transacta, e deverá ser substituído no onze titular por Ricardo Jorge ou Ronaldo. Para hoje de manhã está agendada a única sessão do dia.
Entrevista publicada no site oficial do Rio Ave FC (www.rioave-fc.pt)
- Como está a decorrer a semana de trabalho? - Com a tranquilidade habitual e com muita confiança. Tudo isto à semelhança do que tem vindo a acontecer nas últimas semanas. Estamos a abordar todos os jogos com seriedade, mas com muita confiança e serenidade. Sabemos que estamos a fazer um excelente campeonato – onde a qualidade dos jogadores finalmente se revelou – mas não podemos tirar o pé do acelerador. Ou seja, temos de permanecer sempre atentos, porque este campeonato é difícil e ao mínimo deslize podem acontecer sobressaltos. Assim, estamos tranquilos, mas atentos.
- Este campeonato está a confirmar as expectativas iniciais, na medida em que não tem sido fácil? - Sim. Há equipas com muita qualidade e a prova tem sido muito competitiva. O Rio Ave tem feito um campeonato à sua medida, mas com muito esforço. Estamos no 1º lugar fruto de muito empenho, porque não foi fácil chegar até aqui. Houve alturas em que tivemos de lutar contra muitas adversidades. Nesta fase, estamos mais tranquilos. Mas, sabemos que todas as equipas que inicialmente se assumiram como candidatas estão na luta pela subida e não podemos facilitar.
- Ou seja, o jogo com o Trofense será encarado com cautela? - O Rio Ave não vai mudar a sua postura. É evidente que durante a semana trabalhamos em função do próximo adversário, mas a nossa metodologia sempre foi essa. Por isso, o jogo com o Trofense será mais um…é um desafio para ser encarado como todos os outros. Sabemos que devemos estar atentos à equipa do Trofense, mas não pretendemos desvirtuar a nossa identidade. No entanto, sabemos que o Trofense tem uma equipa muito forte, sobretudo nos jogos fora de casa. É uma equipa que procura o erro do adversário para explorar o resultado nessa vertente, pelo que não podemos facilitar. Seremos uma equipa equilibrada e muito concentrada. - O Rio Ave sempre adoptou a estratégia de trabalhar jogo-a-jogo. Agora que o campeonato está na recta final, não pensam já um pouco mais além? - Não, continuamos a pensar da mesma forma. Primeiro temos que vencer o jogo e depois logo se vê. Apenas temos a noção de que é fundamental ganhar os nossos jogos, sobretudo nesta altura em que só dependemos de nós próprios. Isto não significa que não estamos alerta! Sabemos os pontos que precisamos para a subida de divisão e conhecemos o calendário de jogos que temos até ao final da prova. Mas não é isso que nos motiva. Não pensamos a longo prazo, mas sim passo a passo. - Mas quando analisa o campeonato do Rio Ave, o que lhe parece? - Parece-me que, se estivesse no lugar dos nossos adversários, pensava que o Rio Ave é um sério candidato à subida. Mas, no lugar do Rio Ave penso exactamente da mesma forma: jogo-a-jogo. Temos ainda quatro jogos em casa e dois fora e sabemos fazer contas! Mas, não nos preocupamos com estatísticas. Queremos é vencer os jogos. Se conseguirmos fazer isso, não precisamos sequer de pensar no calendário dos nossos adversários. - No fim desta longa caminhada, o título de Campeão ficaria bem entregue ao Rio Ave? - Temos que pensar num objectivo de cada vez. Quando iniciamos o campeonato, o Rio Ave tinha três prioridades e tem vindo a trabalhar nesse sentido. Nunca falei muito nesta realidade, mas é preciso referir que – ao contrário do que se pensa e muitas vezes se diz – esta equipa não é igual à da época passada. Falta o Zé Gomes, o Mozer, o Idalécio, o Cleiton, o Gaúcho, o Marquinhos…enfim, jogadores habitualmente titulares. É evidente que o Rio Ave não fez muitas contratações e a maioria dos jogadores titulares desta época já pertencia ao Clube. Aliás, temos 300 jogadores em formação! Assim, as prioridades iniciais eram dar consistência e equilíbrio financeiro ao Rio Ave, promover os jogadores das camadas jovens e não descurar os resultados desportivos.
Isto em resposta à questão sobre o título, porque agora, em primeiro lugar queremos atingir o objectivo de subida de divisão e só depois, se houver essa hipótese, se pensará no título. Vamos avançando degrau a degrau, sem pressões desse tipo. Se não conseguirmos, não vamos ficar tristes nem desanimados porque esse nunca foi o nosso objectivo. Só teremos de dar os parabéns a todos pelo excelente campeonato e pela excelente equipa que está constituída.
Tal como previsto, Delson efectuou ontem uma ecografia à coxa esquerda cujo resultado será conhecido apenas hoje. O médio voltou a fazer treino individual, quase sempre limitado a corrida, embora a equipa médica do Rio Ave acredite ser possível recuperá-lo para a recepção ao Trofense, no domingo de manhã. Em pleno esteve o restante plantel, que trabalhou essencialmente a finalização. O técnico João Eusébio insistiu no domínio do remate à meia volta assim como nos cruzamentos que sirvam os avançados à boca da baliza. Defesas e médios ensaiaram o pontapé de primeira à entrada da área.
Fábio Coentrão subiu ao relvado com meia hora de atraso, ao que tudo indica por ter estado a tratar de assuntos pessoais. O grupo volta na manhã de hoje ao trabalho, para uma sessão que servirá também para João Eusébio tirar novas ilações sobre quem substituirá o castigado Evandro – viu um duplo amarelo na última deslocação ao Estoril. Ricardo Jorge e Ronaldo são candidatos à vaga.
Borlas para lotar estádio
A Direcção aposta no apoio do público e optou por abrir as portas no jogo com o Trofense. Os adeptos recenseados no concelho, os menores de 18 anos nele residentes e todos aqueles com idade inferior a 12 anos terão acesso gratuito à Bancada Nascente, mediante a apresentação do Cartão de Eleitor, no primeiro caso, e do Bilhete de Identidade nos restantes. Os sócios terão ainda direito a dois bilhetes para a recepção ao Portimonense.
Depois da vitória (2-1) no Estoril e do 16º jogo consecutivo sem perder no campeonato, o plantel do Rio Ave regressou ontem à tarde aos treinos e ainda sem Delson a cem por centro, por força de uma lesão muscular na coxa esquerda que o afastara da última partida. O brasileiro, elemento fundamental no meio-campo vila-condense - falhou apenas duas rondas -, é hoje sujeito a uma ecografia de controlo e apenas amanhã está prevista uma decisão definitiva quanto à sua disponibilidade para o encontro com o Trofense, da próxima jornada. Para já, Delson e Fábio Coentrão são os únicos jogadores com passagem obrigatória pelo departamento médico, ainda que o extremo, recentemente contratado pelo Benfica, treine sem limitações, apesar das dores que sente devido a uma fractura do 3º metacarpo da mão esquerda. De resto, foi esse o motivo que o levou a não integrar o estágio da Selecção Nacional Sub-20, onde se encontra Vítor Gomes.
Embalado pelos bons ventos da liderança, o plantel do Rio Ave regressa esta tarde ao trabalho após dois dias de folga, já com atenções viradas para a recepção ao Trofense. No arranque da preparação para o jogo do próximo domingo, o técnico João Eusébio não poderá contar com Fábio Coentrão e Vítor Gomes, dado que ambos integraram ontem um estágio de três dias da Selecção Nacional Sub-20 e regressam a Vila do Conde apenas quinta-feira. Entretanto, Delson, que falhou a deslocação ao Estoril, por lesão, será reavaliado hoje.
Entre João Eusébio e o Rio Ave existe uma relação que transcende a simples dedicação, mas que está longe de ser uma obsessão. Trata-se de duas identidades que se fundiram numa só alma! João Eusébio esgota cada momento do seu quotidiano mergulhado no clube da sua terra natal, ignorando o ócio e os projectos pessoais que não tenham no cabeçalho o símbolo do barco que voga livremente num mar verde e branco. De hábitos simples, o treinador, que nasceu e cresceu sob a têmpera das Caxinas, agarrou com toda a força o compromisso confiado pela Direcção de Paulo Carvalho, há mais de um ano. Em vésperas de completar 44 anos, a 5 de Março de 2006, João Eusébio começava o maior de todos os seus desafios, ao estrear-se no comando técnico do Rio Ave. Não conseguiu evitar a descida à Liga de Honra, mas valeu o esforço de uma experiência que manteria na época seguinte. Manteve-se ao leme do Rio Ave com a mesma humildade e instinto protector dos tempos em que corria nos relvados.
Quem partilhou com ele a mesma camisola, recorda-se de um médio-ofensivo exigente que dava o máximo pela equipa e que raramente estava mal-disposto. Hoje, vemos um João Eusébio mais reservado, mais contido nas brincadeiras de balneário, e pouco falador. Não foi a idade que o vergou, mas sim a responsabilidade de quem passou a ser o "chefe". Gosta de estar informado e nunca se esqueceu das camadas jovens, onde adquiriu um vício saudável como coordenador do departamento, função que exerceu durante dois anos. Desde os infantis até aos seniores existem mais de 300 jogadores que João Eusébio trata pelo nome e aponta as suas melhores qualidades. Uma memória incrível, dirão os leitores. É afecto explicam os responsáveis do clube. É o primeiro a chegar aos treinos do seu plantel e o último a sair. Só vai para casa depois de se inteirar como estão as coisas na formação. Faz relatórios, prepara os planos de cada semana de trabalho e não dispensa os pormenores. No fim do dia, resta-lhe pouco tempo para a vida pessoal e sempre que pode abdica da folga para seguir viagem com os juniores.
Chegou à liderança da Liga de Honra há um mês; já estabeleceu um novo recorde do Rio Ave, ao estar 16 jogos sem perder, caminhando para a subida mais importante da sua carreira. Se tiver de esperar, João Eusébio tem a paciência suficiente para aguentar, pois ele era sempre o primeiro a concluir com bons resultados as provas de resistência...
O Rio Ave bateu esta manhã o Estoril-Praia por 2-1 num jogo disputado no estádio da Amoreira. Com dois golos de rajada, obtidos pelo nigeriano Philip Chidi, a equipa orientada por João Eusébio conseguiu assim uma preciosa vitória. O Rio Ave não teve um início feliz de partida, mas com bastante garra e muita classe foi capaz de inverter a desvantagem inicial e somar mais três pontos na caminhada rumo à Liga Bwin e sobretudo ao reforço da liderança do campeonato.
VIVA O RIO AVE!!!
O Rio Ave venceu esta manhã no terreno do Estoril por 2-1, mantendo o primeiro lugar na classificação, agora com 47 pontos mais seis, neste momento, do que o segundo, o Leixões, que esta tarde defronta, no seu estádio, o Gondomar. A vitória dos vila-condenses, que não perdem desde a oitava jornada e nesta segunda volta já conseguiram 23 pontos, não sofre contestação. Apesar de ter estado a perder, o Rio Ave logrou dar a volta ao resultado e ainda se deu ao luxo de falhar uma grande penalidade, defendida por Rui Correia. O Estoril foi uma equipa que lutou muito, mas bom futebol praticou apenas nos primeiros dez minutos e teve a sorte pelo seu lado quando, contra a corrente do jogo, abriu o marcador. Os vila-condenses, já a vencer a partida, ficaram, aos 77 minutos, reduzidos a dez elementos, por expulsão de Evandro, no entanto, foram capazes de segurar o resultado e estiveram mesmo à beira de fazer o terceiro, quando Keita arrancou um soberbo pontapé de fora da área que saiu ligeiramente ao lado. O Estoril não soube explorar a superioridade numérica e durante toda aquele período não foi capaz de criar nenhuma oportunidade de golo ou, sequer, de incomodar seriamente o guarda-redes Mora. Com esta vitória, aumenta certamente a pressão sobre o Leixões, obrigado a ganhar para não se atrasar e sobre o Guimarães, o terceiro, que tem uma deslocação difícil à Feira, onde defronta o Feirense, equipa sempre difícil. O Santa Clara, igualmente candidato à subida, no quarto lugar com os mesmos pontos do Guimarães, joga em casa com o Olhanense.
"Com a luta pela subida ao rubro, Manuel Cajuda falou de arbitragem e do... Rio Ave: "O primeiro golo do Rio Ave contra o Gil Vicente é fora-de-jogo e o primeiro com o Feirense também. Não tenho culpa, a televisão entrou-me pela casa. Era o que faltava estar em casa e não ver televisão. Não digo que foi culpa dos árbitros, são acontecimentos que, infelizmente, ainda não se verificaram para o nosso lado. Ainda não perdi com erros do árbitro, mas também não ganhei nenhum."
Manuel Cajuda precisa de desviar atenções do seu fracasso contra o Leixões, que comprometeu a subida vitoriana, e então decidiu meter-se com o Rio Ave. Teve azar. Não vamos fazer como Mariano Barreto, que disse ao senhor Cajuda que "um burro, por muitos anos que viva, nunca chega a cavalo de corrida". Apenas achamos que a direcção do Rio Ave deveria oferecer ao senhor Cajuda o DVD do Rio Ave-Vitória de Guimarães para esse senhor aprender o que é uma arbitragem habilidosa do primeiro ao último minuto. Em Vila do Conde, o árbitro Paulo Paraty assinalou dois penáltis inexistentes contra nós e ainda expulsou o Ricardo Jorge num lance que nem ocorreu dentro da área, como os próprios adeptos vimaranenses, que estavam mais perto da jogada, admitiram. O azar é que, ainda assim, o Rio Ave ganhou 5-3. Por isso, tentar confundir o mérito dos 15 jogos sem perder da nossa equipa com um eventual transporte ao colo que outros emblemas, esses sim, queriam para si, é apenas tentar tapar o sol com a peneira. Em Guimarães vamos dar-lhes a devida lição. As oportunidades que o Leixões teve, com especialistas em contra-ataque como os nossos, tinham sido duas ou três batatas bem assentes. Ninguém pode estar na primeira divisão por decreto. Há que mostrar mérito desportivo. É isso que o Rio Ave está a fazer. Com humildade e trabalho. Para o ano, lá estaremos. E você, senhor Cajuda, vai sofrer a quinta ou sexta chicotada psicológica consecutiva na sua carreira? Esperaremos para ver...
Francisco Costa fez ontem a antevisão ao jogo com o Estoril. O adjunto de João Eusébio, presença habitual na sala de imprensa antes dos jogos fora de casa, não acredita em adversários fáceis, mas no entanto olha para os últimos resultados como um bom indicador para o jogo frente à formação do Estoril. "Estamos a atravessar um período de bastante confiança, os resultados não podiam ser melhores e estamos no primeiro lugar. Da liderança advêem responsabilidades e uma delas é o favoritismo frente a qualquer adversário, por isso só pensamos em ganhar este jogo", afirmou o treinador-adjunto, que alertou para a forma errada como pode ser interpretada a actual classificação do Estoril. "O adepto mais desatento pode ficar com uma ideia errada do real valor do nosso adversário. O Estoril pode estar classificado na parte de baixo da tabela, mas tem uma equipa com bastante qualidade. Além disso, o facto de já não lutar pela subida e de estar pontualmente longe da zona de despromoção transmite aos jogadores uma certa tranquilidade, e essa ausência de pressão pode ser bastante perigosa para nós. Temos de ser cautelosos", afirmou Francisco Costa, que questionado sobre a ausência Delson, por lesão, tratou de desvalorizar a questão. "O plantel está preparado para responder a estas ausências, não ficamos mais fracos por isso", finalizou. Tal como esperado, Fábio Coentrão juntou-se à comitiva do Rio Ave, que ontem à tarde rumou à capital, para o primeiro estágio da época. O departamento médico dos vila-condenses decidiu retirar o gesso que ajudava na cicatrização da fractura do dedo médio, substituindo-o por uma prótese, o que permitirá a utilização de Coentrão no jogo com o Estoril. Hoje, o Rio Ave efectua o último treino, no Estádio Universitário de Lisboa.
Este é o registo de vídeo com o qual o nosso consócio Renato Sousa, desde longa data visitante e interveniente do BdRA, participou na iniciativa Rio Ave Movie promovida pelo Departamento de Marketing do nosso clube. Independentemente do sucesso ou aceitação da iniciativa, um aspecto sempre complicado devido ao seu aspecto inovador, há que realçar o excelente trabalho feito pelo Renato, que mesmo lutando contra as limitações técnicas naturais de quem é amador nestas lides, consegue emocionar-nos com a sua curta-metragem. Simples, mas sentida. Tal como o nosso Amor pelo Rio Ave.
Milhazes continua a dar largas à sua eficácia na finalização apontando o segundo golo do Rio Ave contra o Feirense e subindo a sua marca desta época para 6 remates certeiros. Notável o facto de ter ido dedicar o seu tento ao jovem Fábio Coentrão, que sofreu a falta para a grande penalidade e se encontrava fora de campo. Um sintoma do ambiente saudável que se vive no balneário do Rio Ave.
O presidente do Rio Ave, Paulo de Carvalho, confirmou este domingo que Fábio Coentrão vai ser jogador do Benfica a partir da próxima época, garantindo ao mesmo tempo nunca ter falado com o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, antes de consumada a transferência do jogador para a Luz. Em declarações à Agência Lusa, Paulo de Carvalho salientou que o processo foi conduzido de forma «exemplar» pelos dirigentes do Benfica, ao longo de um mês de conversações. Elogiando as qualidades do jogador, o presidente do actual líder da Liga de Honra salientou o orgulho pelo acordo conseguido com os encarnados: «significa que o investimento do Rio Ave em termos de formação é positivo. Além do Fábio, temos vários jogadores de grande nível, como o Vítor Gomes, o André Vilas Boas e o André Serrão, entre outros, e estamos certos de que o trabalho de formação continuará a dar frutos», sublinhou. Fábio Coentrão jogou 51 minutos na vitória conseguida este domingo pelo Rio Ave, diante do Feirense, saindo tocado, devido a uma lesão no pulso.
SPORTING. Ao mesmo tempo que confirmou Fábio Coentrão como reforço "encarnado", Paulo de Carvalho revelou alguns pormenores relativos ao interesse leonino. O presidente do Rio Ave assegurou hoje, no final do encontro entre o Rio Ave e o Feirense, "nunca ter falado" com o presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, "a não ser depois de Coentrão já ser jogador do Benfica". Ao início da tarde, Paulo Bento, em conferência de antevisão do jogo com o Beira-Mar, não confirmou a existência de uma proposta dos "leões". "O Sporting deve estar atento a todos os bons jogadores. Já tinha dito que conheço o jogador e as suas qualidades, mas isso não significa que tenha existido interesse", defendeu.
Um golo de Keita permitiu ao Rio Ave adiantar-se no marcador no jogo desta manhã com o Feirense. Disputado no Estádio de Vila do Conde, o desafio entre candidatos à subida de divisão mobilizou uma excelente moldura humana para a assistência - fruto também da campanha que a Direcção do Rio Ave promoveu alusiva ao Dia do Pai, distribuindo bilhetes pelos alunos das Escolas do 1º CEB de Vila do Conde. Assim sendo, as bancadas do Estádio apresentaram-se bem compostas de público para assistir a um interessante jogo de futebol, onde o predominio dos vilacondenses foi evidente. A equipa de Vila do Conde conseguiu construir a vitória na 1ª parte com golos apontados por Keita (jogador fez o 9º golo no campeonato) e Milhazes (através da conversação de uma grande penalidade cobrada na sequência de uma falta sobre Fábio Coentrão). Em ritmo muito estudado de parte a parte, o primeiro tempo de jogo terminou com uma vantagem confortável para os vilacondenses que regressaram para a 2ª parte extremamente motivados. Mesmo assim, o Rio Ave deixou o Feirense jogar apostando em controlar os movimentos do adversário, para desta forma controlar o resultado. De facto, o Feirense só conseguiu chegar ao golo já nos minutos finais de compensação, num lance de grande sorte. A conquista destes três pontos permite ao Rio Ave cimentar a sua posição na liderança do campeonato da Liga de Honra, encarando com mais tranquilidade os próximos jogos. Aliás, no final do encontro, o treinador João Eusébio sublinhou que o Rio Ave foi uma equipa confiante durante todo o encontro, destacando que, na recta final da prova, o mais importante é a conquista de pontos. Na próxima jornada, o Rio Ave desloca-se ao Estoril, com jogo agendado para Sábado de Aleluia, pelas 10.30 horas (com transmissão pela Sport TV.
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