Rio Ave 2006/07: A Máquina da Verdade-Parte II
Uma inverdade repetida muitas vezes não se torna necessariamente verdadeira. João Eusébio, na Rádio Linear, e depois de se confessar "visitante de blogues" (obrigado pela parte que nos toca...), percebeu que tinha de arranjar algum argumento para contrariar o que o Blogue do Rio Ave destacou na primeira edição da Máquina da Verdade: a espinha dorsal do plantel que desceu de divisão manteve-se intacta. Logo, o objectivo primordial tinha de ser a subida de divisão.
Por isso, o nosso mister tentou fazer passar a imagem que os jogadores que ficaram não eram titulares e não jogavam com regularidade. Infelizmente, não é verdade.
Vamos atentar então ao que aconteceu nas 10 jornadas em que João Eusébio treinou o Rio Ave em 2005/06. Nunca, em nenhum desses encontros, foram titulares mais do 3 jogadores que deixaram o Rio Ave no final da época. Um deles, de resto, foi sempre o Zé Gomes, que participou em todos os jogos. Vamos aos factos:
Belenenses: 8 titulares que continuaram, 3 sairam (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
Marítimo: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
Benfica: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
Nacional: 8+3 (Idalécio, Zé Gomes, Gaúcho)
V. Setúbal: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
P. Ferreira: 8+3 (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
Académica: 8+3 (Zé Gomes, Idalécio, Gaúcho)
Gil Vicente: 8+3 (Zé Gomes, Idalécio, Gaúcho)
Sporting: 8+3 (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
U. Leiria: 8+3 (Candeias, Zé Gomes, Gaúcho)
Os números são indesmentíveis: 83% dos titulares do Rio Ave com João Eusébio, em 2005/06, continuaram no plantel em 2006/07. No futebol actual, é difícil encontrar uma equipa que desça de divisão e mantenha tamanha estabilidade. Parabéns por isso ao presidente Paulo Carvalho e ao responsável pelo futebol profissional, Paulo Fangueiro. Tendo em conta que Bruno Mendes fez mais jogos do que o Idalécio na segunda metade do campeonato, e só por lesão falhou algumas partidas, a defesa que transitou para esta época só perdeu o Zé Gomes. Uma baixa de vulto, é certo. Mas, pela época que fez, a sua saída era mais do que anunciada. No entanto, sobre o sector defensivo falaremos mais em pormenor nos próximos dias. O outro elemento mais utilizado que deixou o Rio Ave foi Gaúcho. No Feirense, e a lutar pelos lugares cimeiros, marcou 4 golos esta época. Keita, que tinha potencial para dar mais, facturou 9 golos. Pelo contrário, o argumento que Niquinha e Evandro tinham mais um ano em cima (que não cola simplesmente porque Niquinha foi o melhor jogador do Rio Ave em 2006/07...) também é válido para os jovens que ganharam experiência e cresceram em qualidade com o tal ano em cima. Para terminar, não foi conhecida qualquer discordância do técnico em relação às dispensas efectuadas que, até prova em contrário, foram da sua responsabilidade.



