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terça-feira, maio 22, 2007

Rio Ave 2006/07: A Máquina da Verdade-Parte II

Mozer foi um dos sacrificados

Uma inverdade repetida muitas vezes não se torna necessariamente verdadeira. João Eusébio, na Rádio Linear, e depois de se confessar "visitante de blogues" (obrigado pela parte que nos toca...), percebeu que tinha de arranjar algum argumento para contrariar o que o Blogue do Rio Ave destacou na primeira edição da Máquina da Verdade: a espinha dorsal do plantel que desceu de divisão manteve-se intacta. Logo, o objectivo primordial tinha de ser a subida de divisão.
Por isso, o nosso mister tentou fazer passar a imagem que os jogadores que ficaram não eram titulares e não jogavam com regularidade. Infelizmente, não é verdade.
Vamos atentar então ao que aconteceu nas 10 jornadas em que João Eusébio treinou o Rio Ave em 2005/06. Nunca, em nenhum desses encontros, foram titulares mais do 3 jogadores que deixaram o Rio Ave no final da época. Um deles, de resto, foi sempre o Zé Gomes, que participou em todos os jogos. Vamos aos factos:

Belenenses: 8 titulares que continuaram, 3 sairam (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
Marítimo: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
Benfica: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
Nacional: 8+3 (Idalécio, Zé Gomes, Gaúcho)
V. Setúbal: 9+2 (Zé Gomes, Gaúcho)
P. Ferreira: 8+3 (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
Académica: 8+3 (Zé Gomes, Idalécio, Gaúcho)
Gil Vicente: 8+3 (Zé Gomes, Idalécio, Gaúcho)
Sporting: 8+3 (Zé Gomes, Mozer, Gaúcho)
U. Leiria: 8+3 (Candeias, Zé Gomes, Gaúcho)

Os números são indesmentíveis: 83% dos titulares do Rio Ave com João Eusébio, em 2005/06, continuaram no plantel em 2006/07
. No futebol actual, é difícil encontrar uma equipa que desça de divisão e mantenha tamanha estabilidade. Parabéns por isso ao presidente Paulo Carvalho e ao responsável pelo futebol profissional, Paulo Fangueiro. Tendo em conta que Bruno Mendes fez mais jogos do que o Idalécio na segunda metade do campeonato, e só por lesão falhou algumas partidas, a defesa que transitou para esta época só perdeu o Zé Gomes. Uma baixa de vulto, é certo. Mas, pela época que fez, a sua saída era mais do que anunciada. No entanto, sobre o sector defensivo falaremos mais em pormenor nos próximos dias. O outro elemento mais utilizado que deixou o Rio Ave foi Gaúcho. No Feirense, e a lutar pelos lugares cimeiros, marcou 4 golos esta época. Keita, que tinha potencial para dar mais, facturou 9 golos. Pelo contrário, o argumento que Niquinha e Evandro tinham mais um ano em cima (que não cola simplesmente porque Niquinha foi o melhor jogador do Rio Ave em 2006/07...) também é válido para os jovens que ganharam experiência e cresceram em qualidade com o tal ano em cima. Para terminar, não foi conhecida qualquer discordância do técnico em relação às dispensas efectuadas que, até prova em contrário, foram da sua responsabilidade.

segunda-feira, maio 21, 2007

João Eusébio na Rádio Linear

"Fracasso esta época? Não. Sucesso desportivo. No início diziam que esta equipa era para descer..."


Autor: Hugo Anjos

Rio Ave 2006/07: A Máquina da Verdade


Como rampa de lançamento para a discussão sobre o que deve ser a abordagem da próxima época pela parte do Rio Ave, há que olhar com seriedade para alguns dados factuais do que aconteceu em 2006/07, analisando eventuais erros para evitar a sua repetição no futuro. A psicanálise tem de começar pelo esclarecimento, de uma vez por todas, sobre qual era o grande objectivo do Rio Ave. Vamos por partes:

- Claro que o orçamento foi reduzido em face da descida de divisão, que aconteceu já com o actual técnico ao leme. É uma constatação "lapalissiana". No entanto, a estrutura do plantel foi mantida e manteve-se indiscutivelmente competitiva.

- Tendo à disposição jovens com a qualidade de Fábio Coentrão, André Vilas Boas ou Vítor Gomes, era evidente que estes teriam muito tempo de jogo ao longo do ano. Fosse o treinador o João Eusébio ou o Manuel Joaquim. Agora que valorização foi feita do António, André Serrão ou Fábio Faria? Já agora, como foi possível deixar a nossa defesa ir ao fundo pelo lado direito perante a clara inadaptação do Ricardo Jorge, não aproveitando o André Serrão?

- Sobre os resultados desportivos, e frisando-se novamente que foi mantida a estrutura essencial do plantel que actuava no escalão principal em 2005/06 e desceu de forma imerecida e inglória, as declarações dos elementos da estrutura do Rio Ave falam por si:

12 de Julho: Laércio
-- Quais os objectivos para este novo passo na sua carreira?
-- Quero apresentar muito empenho e determinação para fazer um bom campeonato e colocar o Rio Ave no seu lugar, que é a Liga principal.

13 de Julho: Paulo Carvalho
“Pelos atletas que o Rio Ave possui, temos esperança de fazer mossas no campeonato, o que poderá até resultar na subida."

14 de Julho: Evandro
"Tenho uma dívida para com o clube. Tanto eu como todos os que transitaram do plantel da época passada. Foi uma temporada infeliz. Vamos ter de fazer o máximo para colocar o Rio Ave de novo na Liga principal. É uma questão de honra para nós."

16 de Julho: João Eusébio
"Gosto de ter objectivos bem definidos e a minha convicção é esta: a equipa técnica do ano passado e boa parte do plantel têm uma dívida para com o Clube e o nosso objectivo é saldá-la."

18 de Abril: João Eusébio
- No início da época acreditava que, nesta altura dos acontecimentos, estaria tão bem situado?
- Para ser sincero, logo na pré-época sentimos que tínhamos equipa para subir. E foi isso que assumimos internamente.

6 de Maio: João Eusébio
"Nós sabiamos qual era o nosso objectivo: era fazer uma época tranquila. Em termos de resultados desportivos era esse. Só que nós conseguimos pontos. Jogo a jogo, sem ninguém dar por nós, e lá fomos. Quando chegámos a uma posição na qual não podiamos falhar, foi quando falhámos."

18 de Maio: João Eusébio
João Eusébio não assume saída. "A minha posição está tomada, cabe ao clube resolver." Fala de "objectivos cumpridos, a subida não era planeada, mas sim reduzir o orçamento e lançar jovens da formação."

20 de Maio: João Eusébio:
"Temos alguma angústia por não conseguirmos o objectivo da subida."

Como facilmente repararão, o que salta à vista são as incongruências no discurso do nosso treinador, João Eusébio, dado que todos os restantes intervenientes assumiram sempre que o objectivo era a subida. E fizeram bem, porque o Rio Ave deve traçar fasquias ambiciosas. E era possível fazer muitas outras citações.
Quanto ao técnico, a 16 de Julho prometia "saldar a dívida" da descida. A 18 de Abril, em entrevista ao Jornal O Jogo que ilustra esta posta, revelava que a subida de divisão sempre foi o "objectivo assumido internamente". Após a derrota com o Gondomar, a 6 de Maio, deu-se a inflexão, com o regresso da "época tranquila" e da aposta nos "jovens da formação" como desculpas de mau pagador para o segundo fracasso em dois anos.
Perante os factos indesmentíveis que são as declarações efectuadas ao longo da época, será interessante ouvir a entrevista de João Eusébio à Rádio Linear (hoje, pelas 18 horas). Mas, quando aos microfones daquela estação, ferozes críticos do futebol rioavista como sempre foram o Paulo Vidal e o Gualter Macedo, começam a falar "em carinho" pelo actual treinador como eventual razão para a sua continuidade, o mínimo que se pode dizer é que há quem esteja a perder a objectividade.
Meus amigos, os superiores interesses do clube estão acima de tudo. Estamos a falar de futebol profissional e, se o João Eusébio é tão bom na formação, terá sempre lugar na estrutura do Rio Ave. Agora, para 2007/08, e tendo em conta que o Rio Ave liquidou o passivo e começa do zero, é preciso assumir a subida de divisão como objectivo desportivo primordial, dado que se a formação continuar a produzir talentos de elevado calibre a sua integração acontece com toda a naturalidade. Todos os que ficarem, ou vierem para Vila do Conde no defeso, devem saber com clareza o que lhes será exigido. Se somos grandes, e os outros emblemas nos vêem como candidatos, estamos com medo de quê? Aliás, com o Carlos Brito sempre foram lançados jovens e reforços de escalões inferiores sem que isso servisse de desculpa para nada. Com João Eusébio ou outro treinador qualquer, não queremos é voltar a morrer na praia pelo terceiro ano consecutivo. Presidente e Paulo Fangueiro, decidam bem.

segunda-feira, maio 14, 2007

Para 2007/08 o objectivo tem de ser assumido desde já: queremos a subida!!!


No "day after" de mais uma humilhação, desta vez em Olhão, não é fácil resistir à tentação de deixar a emoção falar mais alto. Haveria muito para dizer. Todavia, é mais importante, neste momento, manter uma perspectiva lúcida e começar a pensar na forma como vamos lançar as bases da próxima época. O sucesso de 2007/08, e o regresso à Liga principal, depende disso.
O nosso técnico João Eusébio, digo-o uma vez mais, merece respeito pelo seu rioavismo e dedicação. Infelizmente, comprovou após mais uma derrota que lhe falta alguma sintonia com a realidade. O que se passou nestas duas épocas foi muito mais grave do que uma mera questão de imagem. O futebol rege-se por objectivos, e este técnico, como líder do grupo de trabalho, falhou o o que lhe era exigido em duas temporadas consecutivas. O Rio Ave não começou o ano para não descer à II Divisão, mas sim para subir. Chega de miserabilismos. A Direcção cumpriu a sua parte, tem os salários em dia quando a última subida aconteceu com 5 meses em atraso, é liderada por um presidente competente e tomará as decisões que entender, mas todos os factores devem ser colocados na balança no momento de optar.
Já agora, e como por este andar estamos condenados a nova humilhação de 5 derrotas consecutivas a fechar o campeonato e estamos, é altura de dar oportunidade contra o Vizela a quem jogou pouco. Como o Adriano, António, André Serrão, o mítico capitão Gama que fará a sua despedida e um dos grandes mistérios da época pela sua quase inexistente utilização após alguns jogos interessantes na época anterior, o Agostinho.
A terminar, e dado que o passivo está coberto e os salários pagos, vamos por favor assumir de uma vez por todas que o objectivo para 2007/08 só pode ser um: a subida. A política de dispensas e contratações tem de ser orientada nesse sentido. Quem não tiver estofo para aguentar a pressão de uma fasquia alta e ambiciosa não pode ter lugar no grupo de trabalho do Rio Ave.

Autor: Hugo Anjos

sexta-feira, maio 11, 2007

O jantar de Aniversário na primeira pessoa

O nosso leitor/comentador e dedicado rioavista Borges marcou ontem presença no jantar de aniversário do nosso clube e deixou as seguintes palavras que melhor ajudam a compreender toda a cerimónia:

Parabéns Rio Ave F.C. pelo 68º aniversario e pela pujança que demonstras, pois mesmo com a vida desportiva a andar para trás consegues encher a majestosa sala de jantares do Rancho do Monte... Mais lugares houvessem! Parabéns aos bloggers que aqui passam e lá estiveram presentes, pois foi uma forma de discutirmos o RIOAVISMO e alguns assuntos que têm vindo a agradar/desagradar aos sócios.

Foi um jantar bastante agradável, que serviu para reforçar o AMOR a este grande CLUBE. Gostava de salientar os pontos altos (na minha opinião) do jantar:

1. Os discursos de Hermínio Loureiro, Mário de Almeida e Paulo de Carvalho (ao contrário do que é habitual desvendou um pouco das finanças do clube);

2. A entrega do prémio de atleta do ano a Niquinha (para mim merecidissimo, embora o Delson também tenha estado muito bem);

3. E o melhor ficou guardado para o fim com a entrega do prémio carreira ao nosso querido, magnifico e eterno capitão, AUGUSTO GAMA. Sobre este prémio, de salientar o amor que este grande e insubstituível jogador tem pelo nosso clube, coisa que os presentes no jantar puderam constatar ao ver o nosso capitão a não conseguir suster as lágrimas no seu discurso, principalmente quando afirmou que este seria o último ano que vestiria a nossa camisola, provocando a emoção geral, com a maioria dos presentes a terem a lágrima no canto do olho... Este acabou por ser o momento de maior euforia da noite, sendo o Gama aplaudido de pé efusivamente.

Viva o RIO AVE F.C.!!

PS: Um agradecimento especial da editoria ao Borges por ter aceite prontamente a sugestão de ver aqui publicado seu relato do jantar do 68º aniversário do nosso clube. Muita da história do Rio Ave FC faz-se de acções como esta, absolutamente espontâneas e desinteressadas, vindas de sócios apaixonados e cuja intervenção, crítica ou elogio tão somente nos engrandece.

sexta-feira, abril 27, 2007

Levados ao colo? Deve ser para rir...


As imagens deste vídeo são esclarecedoras e indiscutíveis. Um lance em que Evandro estava vários metros em jogo foi anulado de maneira incrível pelo assistente Hernâni Fernandes, que não tinha forma de não ver que, quando a bola parte quase da linha do meio-campo, o avançado brasileiro estava em posição legalíssima. Evandro ficava isolado perante Etulain (um fiteiro que passou o jogo todo a atirar-se para o chão com a complacência de Pedro Henriques...) e tinha tudo para marcar. Aliás, até o Keita estava em jogo...
Dizer que o Rio Ave tem sido levado ao colo devido a pequenos lapsos em jogos onde a nossa superioridade era evidente é uma falácia, porque já sabemos que as arbitragens actuam nos momentos determinantes. Foi assim que nos despromoveram na época passada. Perdemos com o Portimonense, em primeiro lugar, porque jogámos mal, mas não pensem que nos comem por lorpas. O senhor Pedro Proença que faça um bom trabalho em Guimarães e que não siga o vergonhoso exemplo do seu confrade Paraty na primeira volta. Para quem ainda tenha dúvidas sobre este golo cantado que nos foi roubado, ficam aqui em baixo os "frames" detalhados para que mesmo os mais cépticos não tenham hipóteses de subverter a verdade. Contra tudo e contra todos, força Rio Ave!!!




Mau exemplo dos "borlistas" obriga a repensar estratégia para o Gondomar


Compreende-se que a Direcção do Rio Ave pretenda encher o estádio nesta fase decisiva da temporada, concedendo algumas borlas que temos vindo a apoiar pela possibilidade que dá de chamar espectadores diferentes às bancadas do nosso anfiteatro, dando-lhe uma moldura mais composta. No entanto, depois do segundo golo do Portimonense, foi chocante ver centenas de pessoas a levantarem-se quase automaticamente, indo simplesmente embora e dando uma imagem de descrença da qual os jogadores se aperceberam no relvado, prejudicando o seu rendimento na recta final. Quando a equipa ganha, todos batem palmas. Após este péssimo exemplo dos "borlistas", se calhar, contra o Gondomar, era altura de estarem no Estádio dos Arcos somente os verdadeiros. Os que têm cartão de sócio e apoiam sempre. Ou que estão dispostos a pagar bilhete para darem o seu apoio por inteiro. Os outros, bem que podem ir passear para o Factory e aparecer somente na festa da subida...

terça-feira, janeiro 16, 2007

Valerá a pena ir a Alvalade?

Os ingressos para assistir ao Sporting-Rio Ave de domingo próximo estão disponíveis, a partir de hoje, no Ticket Office, em Alvalade. Para os interessados em presenciar a partida respeitante à V eliminatória da Taça de Portugal, os preços oscilam entre os cinco e os 15 euros (sócios leoninod) e os 22 e os oito euros (adeptos), para lugares na bancada A. Para a bancada B, os bilhetes custam entre 12 e oito euros (sócios), e os 20 e os dez euros (adeptos).

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Rio Ave 1-1 Olhanense: A triste arbitragem de Rui Costa


Por vezes chega a parecer mania da perseguição, mas as verdades têm de ser ditas. A poucos dias do Natal, o Rio Ave foi infelizmente presenteado pela Liga com mais uma arbitragem deplorável, desta vez da autoria do senhor Rui Costa, irmão de um tal Paulo Costa que nos expulsou dois jogadores da Trofa. O senhor Costa mais novo já causou graves danos às cores rioavistas, num tristemente célebre Marítimo-Rio Ave de 2004/05 (que os mais distraídos poderão recordar por aqui) no qual transformou um penálti escandaloso sobre Miguelito no segundo cartão amarelo do nosso esquerdino, levando a que até Van der Gaag lhe tenha pedido desculpa (recordar aqui).
Depois de na semana passada o Milhazes ter sido expulso devido a uma falta cometida no meio-campo do Gondomar, desta vez quando o Niquinha foi violentamente varrido já a meio da área do Olhanense, por Marco Airosa, foi mostrado um cartão amarelo. Incrível. O prenúncio do que estava para vir.
O penálti contra o Rio Ave é simplesmente de bradar aos céus, dado que não há qualquer falta de Bruno Mendes. Mais grave foi a lata do senhor Rui Costa quando o Keita foi varrido na área do Olhanense e ele desata a fazer o sinal de "bola", como se a entrada tivesse sido limpa. De fazer o mais calmo perder a cabeça. Na sequência desse erro, decidiu ir admoestar o nosso dirigente Paulo Fangueiro quando permitiu todo o tipo de palhaçadas a Álvaro Magalhães. Para acabar a festa em beleza, o Ricardo Jorge foi puxado quando já parecia estar na área e a falta foi marcada fora. Como convinha.
Pelo meio, o senhor Costa permitiu todo o tipo de utilização do corpo por parte dos defesas dos algarvios e agarrões descarados ao Fábio Coentrão mesmo nas suas barbas. Teve de marcar um penálti a nosso favor porque o assistente assim indicou e a expulsão de Marco Airosa era inevitável ao ter cortado um lance descarado com a mão. Depois da forma como os senhores Paraty e Benquerença nos mandaram para a Liga de Honra na época passada, continuo a não perceber que mal fez o nosso clube a esta gente. Deixem-nos jogar a bola, caramba.

PS: Devido a termos sido novamente prejudicados pela escassa visibilidade das marcações do nosso relvado, o Blogue do Rio Ave está a ponderar promover uma colecta para vermos se no Rio Ave-Penafiel, a próxima partida em casa e contra um candidato, ao menos as linhas ficam bem destacadas. Talvez os senhores árbitros ganhem alguma vergonha. Depois de Paraty e Cosme Machado, esta foi a terceira má arbitragem consecutiva a penalizar o Rio Ave. Já chega.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Depois da Hora: n. º 2

O Depois da Hora está de volta depois de uma paragem de 15 dias com o editor longe de Vila do Conde, mas ainda assim atento aos desenvolvimentos da 8ª e 9ª jornadas.

Parti com o Rio Ave a "ressacar" de uma ingrata derrota caseira ante um Leixões bastante matreiro e voltei com uma vitória magra sobre um Estoril de quem esperava outra combatividade. Vamos por partes.

1. Assembleia Geral. A manhã antes da tragédia "medieval" em Santa Maria da Feira. Muitos sócios do Rio Ave, onde eu me incluo, vulgarmente não participam e assistem às Assembleias Gerais porque, entre outros motivos, temos mais que fazer a um domingo de manhã, pelas 10 horas. O horário não ajuda, mas a passividade associativa é um mal geral em Portugal, ao qual o Rio Ave e os seus associados, grosso modo, não foge à regra. No entanto, os documentos aí apresentados são públicos, pelo que a sua leitura a posteriori é sempre recomendável. O estado das finanças do clube é preocupante. A temporada passada foi "pensada" num orçamento de base zero e terminou com um prejuízo de quase 700 mil euros (140 mil contos na moeda antiga) segundo o Relatório e Contas 2005/2006. A Direcção, e bem, propôs a realização de um diagnóstico do futuro e estudo financeiro com a participação de todos os orgãos estatutários. Veremos se o estudo vai adiante e, mais, se na temporada passada com os proveitos da televisão o saldo foi tão negativo, imaginemos agora sem a TV que balanço teremos para 2006/2007 especialmente se não for conseguida a subida de divisão e/ou a alienação de activos (venda de jogadores).

2. A goleada frente ao Feirense. Humilhação. Depois de estarmos a vencer por 1-0 com golo do Evandro, dois ex-jogadores nossos deram a volta ao jogo (Nuno Sousa e Gaúcho) e depois um jogador já ventilado para reforçar a nossa equipa em épocas anteriores, Vitinha, fez o 3-1 e praticamente carimbou uma goleada que apenas terminou com o 4-1 final. Um bater no fundo, que talvez tenha sido importante não só para percebermos o quanto podemos esperar deste Rio Ave, mas também para técnicos e dirigentes fazerem um diagnóstico mais preciso do seu trabalho. João Eusébio sobreviveu ao desaire, diz-se, porque o clube está financeiramente tão depauperado que não há liquidez para contratar outro técnico ou reforçar o plantel em Janeiro.

3. Semana de reflexão e um sorriso tímido volta a pairar sobre Vila do Conde. O Rio Ave bateu o Estoril com um golaço de Delson, uma primeira parte boa e um segundo tempo em que, apesar da estratégia ter sido fazer um jogo de contenção, a equipa mostrou falta de cultura táctica para esse efeito. Foi permissiva e apenas com alguma sorte (e a ajuda de Mora) segurou o 1-0. No entanto, a vitória foi incontestável e a imprensa, de um modo geral, elogiou o jogo do Rio Ave.

4. Comentários anónimos. E não só. Não sou babysitter e como nunca tive paciência para o ser, não sou obrigado a fazer a limpeza aos comentários nojentos que têm pululado pelo blogue. Espero que a onda de insultos pessoais e de palavrões nas caixas de comentários termine. Os dois últimos FÓRUNS (Leixões e Feirense) foram nojentos. Os "artistas" não foram apenas adeptos infiltrados da Académica, Varzim e Leixões, havia gente, (pretensamente) vileira. Ou a palhaçada acaba ou é o próprio blogue que acaba. A editoria tem muito para fazer nestes dias e ver o BdRA - espaço com reconhecimento público consolidado, apesar de um extraordinário silêncio instituicional sobre o seu trabalho, méritos, deméritos, etc. - imerso numa onda de má educação e pobreza intelectual será remetê-lo para um triste encerramento.

5. Taça de Portugal nos Açores este sábado. Frente ao Operário, para ganhar! Seguem-se mais duas deslocações complicadas, com viagens ao Trofense e ao Portimonense. Se contra o Estoril ficaram algumas interrogações, este ciclo irá, certamente, clarificá-las. Espero que para o bem.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Depois da Hora: n.º 1

Inspirado no nome do programa da RTP-N em que tive oportunidade de participar entre Dezembro de 2005 e Maio de 2006, defendendo, como adepto, as cores do nosso Rio Ave FC lanço a partir de hoje uma crónica sem periodicidade definida que poderá vir a ser o principal foco de atenção neste novo formato do BdRA, dados os desafios pessoais / profissionais que terei a curto/médio prazo. O primeiro número do "Depois da Hora" é inteiramente dedicado ao Rio Ave - Leixões de ontem à tarde.

Sinceramente acho que, agora a frio, é preciso que algumas coisas sejam ditas.

1. O Leixões venceu com sorte, mas teve o mérito de saber defender bem, adaptar-se ao estilo de jogo do Rio Ave e "matar" em dois erros crassos da nossa defesa/guarda-redes. Ganha quem marca. Vítor "Sobe, Sobe" Oliveira 1-0 João Eusébio.

2. O Rio Ave entrou bem no jogo, fez uma 1ª parte sempre por cima, criou oportunidades, mas foi incapaz de bater o Beto, fosse por mérito deste guarda-redes de bom nível, fosse por demérito dos nossos finalizadores.

3. Na segunda parte o Rio Ave voltou a estar por cima, embora com o Leixões a adiantar-se mais no terreno e a dar menos espaços no meio-campo. Ainda assim fomos sempre acutilantes e chegamos ao golo com inteira justiça. Fábio é o nosso artista.

4. Fomos amadores e nem um minuto depois já estavamos a encaixar o 1-1 com Mora a dormir (não teve que fazer qualquer defesa e encaixou dois golos, com culpas).

5. Voltámos a reagir, mas tinhamos a nossa equipa com um meio campo e frente de ataque esgotados fisica e também animicamente. Aqui entra a passividade de João Eusébio. Tudo bem que Laércio e Vítor Gomes estão lesionados, mas Samson dá garantias, porque não entrou em jogo para dar velocidade e aproveitar os "amarelados" laterais do Leixões? O Fábio, ainda que com decrescente fulgor com o aproximar dos 90 minutos, foi sempre o "motor" do ataque, aproveitando as alas para desequilibrar a defesa lenta do Leixões, sobre tudo o eixo central com dois brasileiros (o Cleuber, tinha até ontem zero minutos de jogo na Liga de Honra) de péssima qualidade em estilo de jogo rápido.

6. Sem soluções para o meio-campo porque é que Agostinho não é chamado sequer ao banco? É um jogador "matreiro" como João Eusébio tanto gosta de afirmar e faz posições como "10" assim como pode jogar nas alas e dar outras garantias de finalização. Se já na época passada não lhe eram dadas chances porque não foi dispensado? E porque não joga agora?

7. Num golpe de fim de jogo o Leixões venceu a partida com mérito, apesar do Rio Ave com um pouco mais de sorte (esta também se procura e não é lançando Costé perto dos 90' por lançar que se encontra... Até porque Costé já mostrou porque foi dispensado do Varzim...) poder ter ganho esta partida sem dificuldade. Foi quem melhor jogou. Mas não marcou. Por manifesto amadorismo.

8. Haja cuidado quando se fala em hipotéticos substitutos, porque se João Eusébio pode e deve ser visado nas críticas é importante que se levantem nomes credíveis e se justifiquem essas apostas "de sócio/treinador" de bancada. Por mim era Carlos Manuel, não esta temporada mas quando Sousa foi pateticamente contratado. Consumado o desastre "Sousa", prefiro e continuo a preferir ter gente da casa e economicamente menos dispendiosa do que velhos tubarões com zero de garantias. Mário Reis é apenas um desses exemplos.

PS: Vou estar 15 dias ausente, espero que o Rio Ave dê a volta por cima. O BdRA não irá parar, sobretudo o TOTORIO 2006/2007.

quinta-feira, setembro 14, 2006

A semana antes da (decisiva) recepção ao Olivais e Moscavide

A semana de trabalho da equipa do Rio Ave não tem tido grandes ecos na imprensa desportiva portuguesa - como seria de esperar, após a despromoção do nosso clube à Liga de Honra na temporada passada - no entanto, para este importante desafio contra o Olivais, há algumas notas que merecem ser destacadas.

Em primeiro lugar, devemos tentar perceber (e questionar) porque é que João Eusébio decidiu alterar a estrutura da equipa que, pelo menos na primeira parte, deu uma resposta aceitável contra o Varzim. Ao invés, afastou para o banco Fábio Coentrão e Ronaldo, fazendo entrar para os seus lugares Evandro e Chidi. O resultado foi claro, um desastre. Tratam-se de dois atletas desmotivados e longe de uma boa condição física. A questão é clara: irão recuperar o fulgor de outros tempos? Pelo menos ainda há muita gente que espera muito de um Evandro "trintão", conformado e com um salário "gordo"... A ver.

As lesões, em Penafiel, causaram problemas quer no jogo, quer na preparação para o (decisivo) desafio frente ao conjunto lisboeta. Ronaldo fez uma entorse no joelho esquerdo e não poderá jogar, Bruno Mendes continua a recuperar de uma lesão muscular crónica na coxa direita. Laércio e Chidi, pelo menos, não constam do boletim médico do Rio Ave e estarão aptos para domingo.

Vítor Gomes, um dos mais promissores atletas do nosso plantel, esteve esta semana nos trabalhos da Selecção Nacional de Sub-20 e participou na segunda parte do jogo-treino da equipa nacional frente à União Torreense (0-0). Para a semana, o Vítor poderá vir a integrar a lista dos 20 jogadores que irão defrontar, duplamente, a seleção Sub-20 da Polónia. Contamos com a sua chamada! Entretanto, ao longo desta semana surgiram algumas críticas, que entendo serem injustas, em relação à fraca cobertura que este blogue dá ao Vítor Gomes. Além de patéticas estas críticas são deselegantes e retiram a vontade de prosseguir este projecto amador e desinteressado em favor do Rio Ave FC. Vale o apoio dos rioavistas com bom senso. O BdRA é a principal via de destaque ao Vítor, senão veja-se esta pesquisa no Google ou esta entrada do BdRA na sua anterior morada. Mais, durante a minha experiência no programa "Depois da Hora", RTP-N, tive oportunidade de elogiar publicamente o Vítor aquando da sua estreia como sénior em 2006/07 frente ao Benfica. Haja mais cuidado com aquilo que se diz e, sobretudo, a frontalidade para assinar críticas pretensamente tão construtivas e "masculinas".

Por insuficiência de tempo os resultados do TOTORIO 2005/06 continuam por publicar. Espero, um dia, poder publicá-los. Entretanto, compreendo que o mais provável vencedor esteja ansioso por receber o prémio que ficara apalavrado com a Direcção do Rio Ave. Repito, apalavrado e sem certeza exacta daquilo que seria...Ora, como é evidente não gostei de ler um comentário anónimo dizendo que "gerir um blog é bonito, pode render bem financeiramente (atençao, disse pode)... e fazer curriculum(...)", numa clara crítica à gestão do TOTORIO. Não gostei porque a única coisa que é, de facto, verdade é que é bonito gerir o blogue do clube que se gosta, exclusivamente, e com bons resultados em notoriedade. Tudo o resto é falso. Os patrocínios ainda não valeram um único cêntimo (o da Betfair.com deverá ser extinguido até final do ano e o do Google Ads está a cumprir quase um ano e a receita não ultrapassa os 50 dólares). O pagamento apenas é efectuado quando se alcançam 100 dólares o que apenas deverá acontecer no próximo ano. Ou seja, só em despesas de assinatura com internet, electricidade e tempo dispendido, os 50 dólares não dariam nem para sequer um mês de BdRA. Gostava de ver mais preocupação destes anónimos com o estado decrépito do site oficial do clube - construído e editado por gente remunerada - e que nem o cuidado tem tido de cuidar do arquivo de notícias do clube. Se repararem as notícias que saem "desaparecem" do arquivo desde Abril de 2006. Para não falar nas desactualizadas secções de Futebol Profissional e Amador. É no que dá o "jornalismo" globetrotter vila-condense...

Artur Soares Dias será o árbitro para domingo, ele que é da AF Porto e que na temporada passada nos beneficiou em Belém (2-1) e prejudicou no Bessa (1-2).

O preço dos bilhetes para a recepção ao Olivais é o mesmo da recepção ao Varzim e de grande parte da temporada passada. Ou seja, preços caros não para os adeptos visitantes que deverão ser poucos, mas sim para algum adepto do Rio Ave que sendo não sócio terá que pagar no mínimo 10 euros para ver um espectáculo de qualidade incerta. Continua por existir uma campanha de aproximação de novos adeptos ao clube.

Para terminar, fica aqui uma nota inequívoca de apoio à equipa do Rio Ave para este desafio frente ao Olivais e Moscavide. Não é determinante, mas será um jogo que poderá clarificar aquilo que este Rio Ave poderá fazer esta temporada e também o crédito de João Eusébio à frente dos destinos da equipa. É tempo de mostrar que o trabalho da pré-temporada não foi um produto do acaso. Domingo conto estar no nosso Estádio.

FORÇA RIO AVE!

quarta-feira, setembro 06, 2006

Onde pára a verdade desportiva?

Nós, rioavistas, bem sabemos o peso que certas figuras têm na configuração de "benefícios" e "castigos" em termos de (erros de) arbitragens no desempenho de uma equipa séria e profissional como é a nossa. Na temporada passada fomos despromovidos, por culpa própria, mas não só. Infelizmente o "factor árbitro" pesou demasiado nos momentos chave do campeonato.

O processo "Apito Dourado" vem sendo, suavemente, encurtado e minimizado pela própria acusação, mas no entanto continuam a ser publicadas transcrições como esta que não permitem que se acredite que haja o mínino de seriedade nos orgãos máximos que controlam o futebol português. É a vergonha, de sempre.

Leiam e espantem-se: «Também antes do jogo Boavista-Beira-Mar, João Loureiro contactou o observador Pinto Correia para este dar um "toque" ao árbitro Nuno Almeida. E a abordagem deveria ser esta: "Que nós que temos grande consideração(...), é malta que o pode fazer chegar onde ele quer... porque ele é ambicioso e tal", segundo uma conversa interceptada. Pinto Correia serenou João Loureiro: "Eu sei como é que lhe dou a volta".», in Diário de Notícias, 6 de Setembro de 2006.

Palavras para quê? Quantas vezes não fomos prejudicados em jogos contra o Boavista ao longo dos últimos anos?

sexta-feira, setembro 01, 2006

Problemas técnicos II

Como todos repararam, de há alguns meses para cá, o sistema de comentários do BdRA e de outros blogues da "família" weblog.com.pt estava a funcionar em péssimas condições, ora depois de quatro dias com o serviço em verdadeiro colapso - devido a um ataque massivo de publicidade indesejada (spam) às caixas de comentários dos blogues - parece que a situação está em vias de se resolver.

A editoria do BdRA, ainda que sem qualquer responsabilidade, pede desculpa pela dificuldade em comentar os posts e pelo "abandono" a que o blogue tem estado sujeito, ainda que nesta altura de paragem dos campeonatos, as exigências sejam "menores". A verdade é que era impossível editar o blogue, porque o servidor estava inacessível.

O futuro do blogue está assegurado e irá passar por uma das seguintes soluções: 1) continuar na weblog.com.pt, mas apenas caso efectivamente exista a introdução de um sistema de verificação humano de cada comentário que é feito; 2) migrar para o serviço "blogspot.com" que entre as restantes ofertas do mercado de blogues gratuitos é aquela que oferece as condições mais interessantes. Até à próxima segunda feira tudo estará definido.

Entretanto - e esquecendo um pouco esta entediante novela informática - o prazo de inscrições para esta fase da Liga acabou de expirar e o Rio Ave, como era de esperar, não apresentou qualquer reforço de última hora. Importa agora dentro de um plantel construído a partir de uma séria redução orçamental encontrar as melhores soluções para enfrentar uma Liga de Honra bastante competitiva. Haja confiança e a determinação que, habitualmente, caracteriza o Rio Ave. Contra adversários com outra estrutura financeira temos que "ser Rio Ave", na equipa, na direcção e na massa associativa. Por falar em finanças, era interessante saber qual o valor que o nosso clube encaixou com a transferência de Miguelito para o Benfica.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Problemas técnicos

É com alguma tristeza e bastante irritação que a editoria tem detectado inúmeros problemas com o serviço de alojamento do BdRA na weblog.com.pt - publicidade indesejada, problemas nos comentários, edição inacessível durante largas horas, etc. - e a solução parece ser cada vez mais simples (apesar de trabalhosa) e inevitável: mudar de serviço, migrando o blogue para outras paragens (blogspot.com, blogs do sapo, wordpress.com ou blogsome.com, habituem-se ao nome de um destes serviços).

Assim, o dia de hoje deverá ter representado a gota de água neste mar de incompetência e péssima prestação de serviço da weblog.com.pt (agora nas mãos da AEIOU.pt, depois da venda efectuada por Paulo Querido, com os tempos em que o serviço era prestado pelo jornalista algarvio a deixarem muitas saudades), portanto aguardem pelos próximos dias para se conhecerem algumas novidades.

Entretanto o rescaldo do jogo frente ao Varzim, ainda que o resultado seja fraco, não está esquecido. Convém recordar que o Rio Ave fez apenas o primeiro jogo oficial da época, desiludiu um pouco, mas alguns atletas mostraram serviço (Danielson, Niquinha, Laércio e, a espaços, Costé e Fábio Coentrão) e ainda existem várias jornadas para rectificar este percalço. O pior - e o mais frustrante - foi mesmo defrontar (e não derrotar) uma equipa poveira parca de soluções e de futebol ofensivo - e diga-se isto sem qualquer bairrismo -, uma séria candidata na luta pela permanência na Liga de Honra. A primeira parte foi disputada com sentido único, mas ainda assim - e apesar da bola na barra - o Rio Ave tinha obrigação para criar ainda maior e melhor volume de jogo atacante para finalizações certeiras. Ficou a intenção. No segundo tempo, ainda que com menor acutilância o Rio Ave dominou e fez alguma coisa para ganhar. A dinâmica e a qualidade de jogo ainda é fraquinha, mas estamos no arranque da temporada. A curto prazo convém é motivar atletas que em fase inicial da época parecem já nada querer com o Clube e os seus objectivos: Evandro, Chidi e Keita. E já que se discute tanto um lateral direito, Niquinha é solução, apesar de fazer falta no meio-campo, Vítor Gomes e André Serrão poderão também ser soluções válidas, ainda que sejam adaptações e há um atleta que pode e deve ser rentabilizado: Ricardo Jorge. O plantel apesar de ter jogadores teoricamente mais propensos ao futebol atacante, parece ter soluções suficientes para suprir as lacunas que poderão surgir quer na defesa, quer no meio-campo. Invista-se criteriosamente o dinheiro da venda do Miguelito e saldem-se as dívidas ao Estado e a outros credores do Rio Ave.

Penafiel é a próxima paragem e contamos com um bom resultado. Se querem ser a "sombra" dos favoritos na subida é importante começarem a vencer, caso contrário irão, gradualmente, perder o apoio e sobretudo a paciência dos adeptos. É que na Liga de Honra se a qualidade dos adversários é menor, a qualidade de jogo também o é e saber de antemão que ir às bancadas dos "Arcos" é ir ver pontapé para a frente e um jogo entediante disputado a meio-campo será meio caminho para que um maior número de pessoas fique em casa.