...e Rogério Gonçalves perto de se comprometer com o Beira-Mar. Estamos a começar a ficar sem opções de qualidade para subida. Como para bom entendedor meia palavra basta, parece que já todos percebemos que João Eusébio vai ficar. Esperemos que, desta vez, com objectivos desportivos claros e ambiciosos. No futebol actual, não é normal um técnico ter uma terceira oportunidade. Somos mesmo um clube diferente. Boa sorte, mister.
Carlos Brito poderá estar de regresso ao comando do Rio Ave. A mais que provável saída de João Eusébio pode abrir a porta ao técnico que deixou o Rio Ave há duas épocas para treinar o Boavista. Para João Eusébio, a recepção ao Vizela deverá ser o último jogo à frente dos vila-condenses. Recorde-se que o técnico pegou no Rio Ave já na recta final da época passada, substituindo António Sousa, e com o objectivo de tentar ainda a permanência no escalão principal. Já esta época, após um início pouco feliz, conseguiu comandar a equipa a uma recuperação brilhante na tabela, contabilizando mesmo 17 jogos sem perder, que colocou o Rio Ave na liderança do campeonato. No entanto, nos últimos quatro jogos, a equipa somou igual número de derrotas, acabando por perder a liderança e um lugar de subida, desaire ao qual não deverá resistir e que culminará com a saída de João Eusébio no final da época.
A confirmar-se este cenário, Carlos Brito deverá fazer-se acompanhar do adjunto de sempre, Lúcio, a que poderá juntar-se o filho deste, Eduardo Esteves, actual preparador-físico do Varzim.
PS: Carlos Brito é um excelente treinador e os leitores do BdRA parecem encarar com bons olhos o seu regresso ao Rio Ave. Após votação de 71 leitores - recorde-se que a votação nesta sondagem BdRA estará aberta até amanhã às 18h - os resultados dão uma confortável vantagem a Carlos Brito sobre a concorrência (23 votos, 32% das preferências). No entanto, nomes como Rogério Gonçalves (18%) ou Domingos Paciência (15%) também parecem agradar à comunidade rioavista. João Eusébio - apesar do voto de dez dos seus indefectíveis (14%) parece que, à imagem da vontade da Direcção, deixou de ser o homem desejado pelos rioavistas para a condução do plantel principal do nosso clube. A partir do próximo domingo a Direcção, depois do jogo frente ao Vizela, terá todas as condições para optar por um novo treinador. Uma figura capaz, ambiciosa e enquadrada no espírito e alma rioavistas.
João Eusébio não vai ser o treinador do Rio Ave na próxima época. O ainda treinador vila-condense não irá renovar contrato, após a equipa ter falhado a subida à Liga, fruto de quatro derrotas consecutivas (Portimonense, Guimarães, Gondomar e Olhanense) na recta final da Liga de Honra. Leixões e Guimarães aproveitaram bem os deslizes da formação de Vila de Conde, que liderou a prova durante grande parte do campeonato e esteve 17 jogos consecutivos sem conhecer o sabor da derrota.
Apesar de manter um grande capital de confiança e simpatia junto dos altos responsáveis do clube, João Eusébio não irá ser convidado para prolongar a sua ligação ao clube, já que está associado a dois insucessos, nomeadamente, a descida à Liga de Honra, na época anterior, e a não subida à Liga na presente temporada. O desgaste provocado por estas duas situações está, assim, na base da decisão da Direcção liderada por Paulo de Carvalho.
Para o último jogo do campeonato, no domingo, às 16 horas, em Vila do Conde, diante do Vizela, a equipa verde-e-branca não irá contar com o médio Delson e o defesa Danielson, devido a castigo. Vítor Gomes, lesionado, está em dúvida.
«Não é a continuidade que me preocupa. Mas admito que a última imagem é a que fica. Desci com o Rio Ave e agora não conseguimos subir, apesar de termos estado na luta durante muito tempo. Mas a última imagem deixa sempre marcas.»
João Eusébio, treinador do Rio Ave, depois da derrota em Olhão, em declarações publicadas no site Mais Futebol.
PS: Devido à aparição de alguns comentários absolutamente desenquadrados, mal educados e quase todos provenientes de adeptos de outros clubes que não o Rio Ave, os comentários a todos os posts do BdRA estarão a partir de agora sujeitos a moderação. A caixa de comentários está aberta à crítica, desabafo ou incentivo à equipa desde que o conteúdo não seja ofensivo ou então escudado em egos frustrados e anónimos.
Nascido em Vila Verde, distrito de Braga há 37 anos, muito cedo se apaixonou pelo desporto favorito que haveria de ser a sua profissão.
Iniciou a carreira na formação do Sporting Clube de Braga, clube que representou de 1985 a 1992 passando pelo Grupo Desportivo de Fafe durante a época de 1989/1990.
Em 1992/1993 começa no Rio Ave F. C. a sua longa e brilhante carreira de 16 anos consecutivos.
Num total de 460 jogos, 439 são disputados com as cores verde e branca do nosso clube, tendo conquistado os seguintes títulos:
Em 1995/1996 – Campeão Nacional da Divisão de Honra
Em 2002/2003 – Campeão nacional da II Liga
Foi internacional júnior-A duas (2) vezes e vestiu a camisola da selecção de sub 21 durante 11 vezes.
Participou no Campeonato da Europa Júnior B e Torneio de Toulon.
Conhecido pelo seu irrequietismo, velocidade e tecnicismo, a todos encantou com as suas rápidas deambulações pelo campo e pelos seus remates e cruzamentos mortíferos.
As suas principais armas são a personalidade e carisma, mostrando-se como exemplo de homem integro e dedicado e que tem servido de guia aos profissionais seus colegas.
ATLETA SÉNIOR DO ANO - NIQUINHA
Nascido em 30 de Setembro de 1971, em Ouro Verde, Minas Gerais, Brasil, está em Portugal desde a época de 1997/1998.
Conhecido pela sua entrega permanente ao jogo, à equipa e ao clube, é hoje mais um vilacondense residente.
Com os seus 36 anos de idade é de “antes quebrar que torcer” e lidera dentro do campo o grupo de que também é capitão.
Foi eleito pelos profissionais seus colegas, ATLETA DO ANO.
TREINADOR DO ANO – JOÃO EUSÉBIO
Desde há muito ligado ao Rio Ave FC, onde teve uma carreira pautada pelo elevado sentido profissional e amor à camisola, enquanto jogador, foi na formação que viu o seu trabalho obter significativos resultados. A forte determinação e entrega ao trabalho fazem dele, aquilo que outros conseguem com muito menos esforço e merecimento, um dos modelos da nova vaga de treinadores nacionais competentes.
Amigo sincero e leal, companheiro e colega, competente e trabalhador são os atributos que melhor reflectem a pessoa do Melhor Treinador do Ano.
ATLETA INFANTIL DO ANO - PEDRO BRITO RIBEIRO
Nasceu a 13 de Julho de 1994. Tem dois anos de Formação no RIO AVE F. C., é médio centro.
Fez 22 jogos na categoria de infantis e marcou seis (6) golos.
Faz da assiduidade e espírito de grupo duas das suas características principais.
ATLETA INICIADO DO ANO - TIAGO GERMANO ALMEIDA GRAÇA
Nasceu a 03 de Agosto de 1992 e está no terceiro ano de formação no Rio Ave F. C., é defesa central.
Jogou 29 jogos na categoria e marcou 2 golos.
Atleta brioso impõe-se pelo seu espírito combativo e de grupo.
ATLETA JUVENIL DO ANO - JOAQUIM JÚNIOR GOMES GRIMONT
Nasceu a 03 de Junho de 1990 e está no sexto ano de formação no Clube, é defesa central.
Jogou 22 jogos no Nacional de Juvenis e 7 jogos no Nacional de Juniores.
Tecnicamente evoluído e assíduo. Tem simpatia de colegas e Formadores.
ATLETA JÚNIOR DO ANO - TIAGO ANDRÉ RAMOS TERROSO
Nasceu a 13 de Janeiro de 1988, representou o F. C. Porto enquanto juvenil. Vai no 6.º ano de formação no Rio Ave F. C. e é já conhecido da massa associativa pelo seu carácter, espírito de sacrifício e qualidades técnicas apuradas e é médio.
Realizou 26 jogos e marcou 7 golos.
É actualmente capitão da equipa e assinou contrato como profissional para as próximas quatro épocas desportivas.
ATLETA JÚNIOR DO ANO FUTSAL - RICARDO OLIVEIRA
Natural de Canidelo, concelho de Vila do Conde, nasceu há 19 anos. Começou a prática da modalidade no Canidelo, transferindo-se para o Rio Ave F. C. na presente temporada.
É pivot, marcou 21 golos e motiva todos os colegas pela sua postura de conquista e amor à camisola.
ATLETA SÉNIOR DO ANO FUTSAL - BRUNO MIGUEL SANTOS RAMALHO (FANECA)
Nascido em 21 de Setembro de 1983, FANECA iniciou a sua carreira como júnior no Touguinhó, transferindo-se para o Rio Ave F. C. na época de 2002/2003.
É ala-pivot e conhecido pelos seus dotes tecnicistas e de espírito de grupo, tendo apontado na presente época 28 golos.
DIRIGENTE DO ANO – ALEXANDRINA CRUZ
Dedicação, espírito de sacrifício, seriedade, sentido de missão e determinação são características exigíveis aos dirigentes do Rio Ave FC.
Com apenas 3 anos de experiência no dirigismo desportivo, é já hoje uma referência no Rio Ave F. C.
Conhecida pela sua capacidade de trabalho, é nos momentos difíceis que, com a sua calma e sexto sentido, assume com grande eficácia o seu papel moderador e preponderante na busca da melhor solução.
JORNALISTA DO ANO – VÍTOR PINTO
Ao serviço da comunicação social tem acompanhado a Liga Vitalis.
Na sua nobre missão de informar, não se limita a ser um mero veículo de transmissão da informação. Como nenhum outro, faz análises objectivas, primando pela imparcialidade e independência entre todos os clubes.
Apresenta um jornalismo desportivo novo, dinâmico e não subserviente aos grandes clubes e às suas massas associativas.
O presidente ainda acredita que é possível agarrar o sonho da subida, nos dois derradeiros encontros
Paulo de Carvalho encara o momento do Rio Ave “com muita preocupação”. O presidente do Rio Ave sublinhou que “nunca abordou este campeonato com o sentido de subir”, recordando que “o primeiro objectivo era recuperar a estabilidade financeira sem menosprezar o aspecto desportivo”. Fez uma rápida leitura do que se passou. “Durante 17 jornadas, fizemos o que se calhar não era previsto: não perder. A cinco jornadas do fim estávamos com oito pontos de avanço sobre o terceiro classificado. Naturalmente que criou uma expectativa de que se iria alcançar a I Liga e juntar o útil ao agradável: recuperar financeiramente e projectar outra vez o clube no melhor futebol português. A verdade é que fizemos algumas contas antes do tempo, perdemos em casa com o penúltimo classificado, que foi claramente menosprezado, também com algum azar, e pensando no jogo com o Guimarães que definiria o campeonato”.
Paulo de Carvalho reconheceu que “a equipa abanou com a derrota diante do Portimonense” e apresentou outras justificações: “Também jogámos cinco jogos com cinco defesas diferentes, tivemos um abaixamento de forma e algum nervosismo. Há uma centena de explicações; mas o campeonato ainda não está decidido. Se o Guimarães empatar um dos jogos e o Rio Ave ganhar os dois, quem sobe é o rio Ave. Portanto, neste momento, o nervosismo divide-se entre o Guimarães e o Rio Ave, embora seja verdade que o Guimarães está numa posição confortável”. Uma última certeza: “Fizemos tudo para lá chegar, mas se não conseguirmos, saímos de cabeça erguida e a abordar a próxima temporada, na I ou na II Liga, com a mesma determinação de sempre”.
De olho em Miguel Lopes
Apesar de estarem ainda envolvidos na luta pelo regresso ao convívio dos grandes, os responsáveis pelo Rio Ave estão atentos ao mercado de transferências e nas últimas semanas têm seguido de perto o extremo-direito Miguel Lopes, que representou o Operário, segundo classificado da Série C, da II Divisão. Ainda não houve abordagem concreta, mas prevê-se que possa existir um contacto formal dentro de dias.
Informação publicada no site oficial do Rio Ave FC
Mantendo uma confiança inabalável nas capacidades da sua equipa de futebol e a esperança de que a subida de divisão é ainda possível, a Direcção do Rio Ave FC está a organizar uma campanha de apoio ao plantel para o jogo do próximo domingo.
A equipa desloca-se ao terreno do Olhanense, para disputar jogo referente à 29ª jornada, agendado para as 16 horas. Tendo por objectivo reforçar o apoio ao plantel nesta fase decisiva do campeonato, a Direcção do Rio Ave FC está a organizar transporte gratuito para todos os sócios, adeptos e simpatizantes que desejem acompanhar a equipa.
Deste modo, são disponibilizados autocarros para 300 sócios, sendo que o Rio Ave oferece ainda os ingressos de entrada no estádio aos primeiros 150 sócios (homens) que solicitem os bilhetes na Secretaria do Clube. Para o jogo Olhanense x Rio Ave as mulheres (sócias) têm acesso gratuito ao recinto.
Inscreva-se já! Junte-se ao Rio Ave e apoie a equipa na luta pela subida de divisão!
(Para mais informações dirija-se à Secretaria do Rio Ave, onde são disponibilizados os horários e local de partida dos autocarros)
Para o avançado, as contas só se fazem no final, referindo que se o Rio Ave tem perdido pontos o mesmo poderá suceder a Guimarães e Leixões.
A cumprir castigo, Fábio Coentrão assistiu à última derrota do Rio Ave na bancada, a terceira consecutiva. Apesar de reconhecer que o objectivo da subida ficou mais difícil de atingir, o avançado lembra a competitividade da Liga Vitalis e os altos e baixos das equipas que lutam pelos primeiros lugares. "É verdade que foi um jogo mau, mas temos de levantar a cabeça, pois a vida não acabou. Sabemos que apenas faltam dois jogos para o final, mas acredito que ainda se vai passar muita coisa neste campeonato", disse, referindo-se aos eventuais escorregões dos adversários. "Acredito que o Leixões e o Guimarães ainda podem perder pontos e quem anda no futebol sabe que isso é perfeitamente possível", disse, recordando o percurso da sua equipa: "Estivemos 17 jogos sem perder, mas antes tínhamos perdido alguns. Nesta fase sofremos três derrotas consecutivas e espero que sejam as últimas".
Já a pensar na deslocação ao Algarve, Fábio Coentrão sabe que não há margem de erro e garante que o plantel só pensa na vitória. "Se quisermos aproveitar algum deslize dos adversários temos de cumprir o nosso papel, por isso vamos a Olhão para vencer", garantiu. Para os que acreditam que os dois primeiros lugares estão definidos, o avançado refere que as contas só se fazem no final. "Temos de vencer os nossos jogos e esperar para ver. Sinceramente, algo me diz que vamos subir", finalizou o internacional sub-20 e reforço do Benfica para a próxima época.
Bruno Mendes e Fábio regressam
O plantel vila-condense iniciou ontem a preparação da deslocação a Olhão, viagem que será feita praticamente na máxima força. Depois de ter cumprido um jogo de castigo, Bruno Mendes regressa ao eixo da defesa para formar dupla com Danielson, enquanto para o ataque o técnico João Eusébio conta com Fábio Coentrão, ausente na passada jornada, também por motivos disciplinares. Assim, a única dúvida prende-se com o titular do corredor direito da defesa, Vítor Gomes, ainda a recuperar de uma luxação no ombro esquerdo.
Três derrotas consecutivas colocaram um ponto final a um ciclo de 17 jogos sem perder e poderão mesmo ter hipotecado as aspirações do Rio Ave quanto à subida de divisão. Reconhecendo que se tal acontecer será "uma enorme frustração", Gama encontra na impossibilidade de a equipa se apresentar na máxima força uma justificação plausível para esta fase negativa. "Era importante que o plantel estivesse todo disponível, mas fomos afectados por lesões e castigos, nomeadamente no sector defensivo", lembrou. A esta explicação, o extremo acrescenta o nervosismo que se apoderou da equipa. "Depois da derrota com o Portimonense a equipa acusou ansiedade em demasia", disse. Se no final do encontro com o Gondomar a tristeza invadiu o balneário vila-condense, Gama acredita que o grupo saberá dar a volta a esse sentimento. "É hora de levantar a cabeça", disse, assumindo o papel de mais experiente jogador do plantel. "Ao longo da minha carreira já passei por situações idênticas, tanto para subir como para descer e a experiência diz-me que é preciso continuar a acreditar. Não vamos atirar a toalha ao chão, pois temos de vencer os dois jogos que faltam e esperar que o Guimarães escorregue", finalizou.
A conferência de imprensa de João Eusébio após a derrota com o Gondomar. Cerca de 8 minutos onde o técnico do Rio Ave tentou justificar a inexplicável quebra da nossa equipa nos últimos 3 jogos, lamentavelmente coroada com o descalabro frente ao conjunto gondomarense, que sem ter vedetas, e onde nenhum dos seus titulares teria esse estatuto no Rio Ave, ascendeu ao 4º lugar da Liga de Honra. O nosso treinador tem alguma razão quando se queixa de carências defensivas, mas também é preciso saber a razão pela qual nunca confiou no central António ou tentou lançar o promissor Fábio Faria para cobrir os problemas no sector recuado. O Rio Ave continua impedido de inscrever jogadores e, ao contrário de outros, não teve possibilidade de ir ao mercado. Agora, é um insulto à inteligência de todos os rioavistas apregoar que os jogadores excederam as expectativas e dar-lhes os parabéns por isso após a humilhante derrota com o Gondomar. Se eles estão de parabéns foi por terem conseguido dar a volta com as suas exibições à falta de ambição do primeiro terço da Liga de Honra, que se calhar nos custou pontos que agora fazem muita falta. Exige-se, neste momento, um murro na mesa, que instigue a revolta do grupo, fazendo-lhes ver que têm uma dívida para com os adeptos que tanto os têm apoiado, deixando a pele em campo nos últimos 2 jogos. O Rio Ave, mesmo com algumas posições eventualmente mal cobertas, possui um plantel de excepcional qualidade para a Liga de Honra e não poderia ser exigida outra coisa que não fosse estar na luta pela subida. Tal como na época passada perdemos os últimos 5 jogos e descemos (António Sousa deixou o Rio Ave acima da linha de água...), agora o barco também vai ao fundo na recta final do campeonato. No meio de toda esta desilusão, só nos resta arranjar forças para acreditar no que seria um verdadeiro milagre. Haja Fé.
Depois desta derrota a subida de divisão está mais difícil? "Muito mais difícil. A nossa equipa, neste jogo, tinha de inverter a dinâmica de derrota e sofreu um golo de bola parada. Difícil de sofrer, mas que acontece. Temos de respeitar isso. Na primeira parte, a nossa equipa tentou lutar de várias formas contra as adversidades do tempo, do vento. Jogámos em sentido único, sempre no meio-campo do adversário. É um facto que não criámos muitas oportunidades, como desejaríamos criar, mas tentámos de uma forma ou de outra, por vários métodos ofensivos, e nunca conseguimos. Na segunda parte, também entrámos com pendor atacante. É difícil tentar virar um resultado nestas condições. O que acontece é que fomos uma equipa desesperada à procura da vitória. Um bocadinho desorganizada. Um bocadinho mais com o coração do que com a cabeça. Não fomos uma equipa inteligente, uma equipa equilibrada. Sofremos o golo e, em desvantagem, foi tudo mais difícil. Temos de dizer que o campeonato ainda não terminou. Faltam duas jornadas e ainda é possível. Sabendo que o mais difícil neste momento é inverter a dinâmica. Viemos de uma dinâmica de vitórias, com 17 jogos sem perder. Quando ninguém esperava que esta equipa aparecesse, apareceu. E no momento em que, se calhar, tivemos mais confiança e toda a gente, se calhar, contava com o Rio Ave, o Rio Ave claudicou. Não podemos dizer que os nossos jogadores se portaram mal. Pelo contrário. Portaram-se à altura. Trabalharam à altura e não é em 2 ou 3 jogos que vamos mudar a forma de pensar ou a opinião que tinhamos em relação a eles. Não. Acreditamos na mesma. Faltam 2 jogos. Enquanto for possível, vamos acreditar. O mais difícil vai ser no balneário. Tentar motivar estes jogadores. São jogadores que estão tristes. Mais do que toda a gente, são eles que estão tristes, cabisbaixos. O mais difícil será motivá-los, dizer-lhes que ainda é possível. Vamos trabalhar e lutar até ao fim."
Surpreendeu-o o sistema utilizado pelo Gondomar? "Não. Nós já tínhamos a noção que o Gondomar viria jogar assim. É uma equipa que actua muito defensivamente. Quando perde a bola reage a essa perda através da reposição imediata de lugares. Sabiamos que era assim. O que não contávamos era sofrer um golo. Ainda por cima de forma muito pouco normal. Tornou-se mais difícil, como acontece contra estas equipas que defendem bem e actuam sempre atrás da linha da bola, fazendo pressão sobre o portador da bola. É muito difícil criar espaços a equipas assim. Se calhar nós também não estamos na melhor fase em termos de criatividade. Também nos faltou um ou outro jogador em termos daqueles jogadores que nos dão profundidade e que criam desequilíbrios na frente. Contávamos, de qualquer forma, com um Gondomar como este que apareceu aqui."
O Rio Ave tem sofrido muitos golos. Não lhe parece que reside aí o grande problema da equipa? "Se vocês têm reparado, o Rio Ave, e isto não é desculpa mas sim um facto, andou a época toda sem um lateral-direito de raiz. O Rio Ave só tem um lateral-esquerdo. Quando aos centrais, quando falta um tem de ser adaptado outro. Em termos de estrutura defensiva o Rio Ave tem algumas carências. Eu sei que as equipas adversárias também sabem e notam isso. Sabem onde podem explorar as deficiências do Rio Ave. A nossa equipa, quando está equilibrada, é mais coesa. Mas quando falta uma ou outra peça, o Rio Ave tem algumas dificuldades de adaptação. E o Rio Ave, nos últimos 4 ou 5 jogos, tem andado sempre a fazer adaptações, tanto nas laterais como no centro do terreno. É um facto que as equipas adversárias conhecem e do qual procuram retirar divididendos."
Acredita sinceramente que a subida de divisão ainda é possível? "Repare, é evidente que o Vitória de Guimarães está a fazer uma excelente recuperação, mas posso dizer-lhe que quando Manuel Cajuda entrou eles tinham exactamente os mesmos pontos que o Rio Ave. Ou seja, 21 pontos. O Rio Ave também andou a fazer um grande segundo terço do campeonato superando os resultados negativos que teve no primeiro terço do campeonato. Agora, o que posso dizer é o seguinte: é difícil uma equipa inverter esta dinâmica. Neste momento não há trabalho físico. A nossa equipa, mesmo depois de sofrer o golo, reagiu bem. Só foi notada uma quebra após o segundo golo. Não foi uma quebra física, mas mental. Para uma equipa que vem de duas derrotas consecutivas, não é fácil inverter a tendência. Isso nota-se num ser humano, não é só num jogador de futebol. Em qualquer equipa é sempre difícil superar a dinâmica de derrota. Não estou a dizer que não vamos lutar até ao fim. Vamos. O essencial de tudo isto é inverter esta dinâmica. Conseguir que os jogadores se libertem. Pensar agora que quando chegámos lá não tinhamos pressão em termos de objectivos. Nós sabiamos qual era o nosso objectivo: era fazer uma época tranquila. Em termos de resultados desportivos era esse. Só que nós conseguimos pontos. Jogo a jogo, sem ninguém dar por nós, e lá fomos. Quando chegámos a uma posição na qual não podiamos falhar, foi quando falhámos. Porque, se calhar, tinhamos mais adversários em boas fases, porque se calhar aconteceu isto nas últimas jornadas. Os tais cartões amarelos e castigos. Se fosse em termos de organização ofensiva que faltasse um ou outro elemento existiam sempre soluções. Em termos defensivos é que não temos. Penso que isso pesou um bocadinho. Não é desculpa nenhuma. Assumimos as responsabilidades. Dei os parabéns aos jogadores porque fizeram um campeonato acima das expectativas que nós pensávamos que fizéssemos. Agora, o que conta é a última imagem. A cara com que se ganha não é a cara com que se perde. Não posso, de forma alguma, estar descontente com os jogadores. Estou contente porque excederam as expectativas. Estou triste porque podiamos chegar lá e não conseguimos. Não conseguimos não... Ainda faltam dois jogos e estamos muito a tempo. Vai ser um trabalho a realizar durante a semana. Algo que vou ter de trabalhar bem com os nossos jogadores porque em dois jogos ainda há muita coisa que pode mudar. Até no último jogo se pode decidir muita coisa. Nós não atiramos a toalha ao chão. Estamos aqui para lutar até ao fim. Queriamos vencer o Gondomar, só dependíamos de nós, e agora não dependemos somente de nós, mas o futebol é assim. Já estivemos a 12 pontos do Feirense e agora levámos 10 pontos acima. Já estivemos a 11 pontos do Leixões e chegámos a estar 3 pontos acima. Isto é um campeonato. Se calhar, na fase mais crucial, quando não podiamos errar, foi quando surgiu alguma deficiência em termos de estrutura e não tivemos os jogadores todos com que queríamos contar, nomeadamente na organização defensiva."
Evandro já leva muitas épocas com a camisola do Rio Ave, o que lhe permite conhecer bem a cidade, as gentes e o clube. Assim, o médio brasileiro não tem dúvidas de que este capítulo final da Liga Vitalis terminará com a subida do Rio Ave, graças ao trabalho e empenho de todo o grupo de trabalho.
"É preciso lembrar que estivemos mais de uma volta sem perder, o que atesta a nossa qualidade enquanto equipa, e não são duas derrotas que vão por em causa todo o trabalho de uma época. Mesmo com estas duas derrotas consecutivas, a realidade é uma: quem tem dois pontos de vantagem somos nós e não o contrário", afirma Evandro, que sente ainda junto dos companheiros a força e a motivação para já no próximo domingo inverter a tendência negativa nos resultados.
"Faltam disputar três jogos, dois deles em casa, só dependemos de nós e vejo no grupo vontade para já frente ao Gondomar dar um passo importante rumo à conquista de um lugar na Liga na próxima época. O balneário do Rio Ave é composto por atletas que para terem alguma coisa na vida sempre tiveram de batalhar muito. Por isso, com o trabalho e dedicação que sempre demonstramos para com o clube, vamos superar os obstáculos e dar mais esta alegria aos sócios, que têm estado sempre ao nosso lado", finalizou o brasileiro.
Vítor Gomes em dúvida
Vítor Gomes sofreu uma luxação no ombro esquerdo na partida em Guimarães e está em dúvida para o jogo com o Gondomar. O lateral do Rio Ave foi ontem reavaliado pelos médicos do clube, tendo efectuado uma radiografia para despistar qualquer eventual fractura e encontra-se em repouso, com o braço imobilizado até nova reavaliação. Hoje há nova sessão de trabalho, com início marcado para as 10 horas.
Francisco Costa, adjunto de João Eusébio, perspectivou a partida de amanhã com o Guimarães e lamentou aquilo a que apelidou de "tentativa de desestabilização", referindo-se à alegada recusa de Fábio Coentrão em treinar anteontem, segundo noticiou o jornal "A Bola" na edição de ontem. A justificação oficial do clube esclarece a ausência do jovem avançado com uma indisposição gástrica e o desencontro de versões acabou por criar mal-estar em Vila do Conde. "O Rio Ave foi das equipas a quem a Comunicação Social deu menos importância. Tentamos dar o nosso melhor e mesmo com algumas notícias falsas a palavra desestabilização não entra no nosso vocabulário", salientou. "Existe, sim, união e um objectivo que passa pela subida de divisão", prosseguiu. A meta pode ficar praticamente alcançada em Guimarães, mas do outro lado estará uma equipa "forte", apoiada por "uma massa associativa fantástica". O adjectivo serviu também para classificar o plantel vila-condense, garantindo Francisco Costa que o mesmo tirou ilações da última derrota, com o Portimonense. "Deu para os jogadores verem que ainda não ganharam nada", finalizou.
Coentrão "parvo" com o que leu Contactado por O JOGO, Fábio Coentrão diz que ficou "parvo" quando tomou conhecimento da notícia garantindo que "ainda não houve um dia em que não quisesse treinar". "É uma coisa sem pés nem cabeça, porque realmente eu estava mal do estômago. Estiveram muito mal", comentou o extremo, ansioso por regressar à titularidade em Guimarães. "É um jogo bom para jogar mas farei o que o treinador me pedir", declarou. De pedra e cal no "D. Afonso Henriques" estará o guardião Mora que, por ser "pessimista", não quer facilidades pelos cinco pontos de vantagem. "Será uma partida muito interessante porque as duas equipas quererão ganhar", perspectivou.
Fábio Coentrão esteve ausente naquele que seria o primeiro treino da semana do jogador, em Vila do Conde, após a presença no estágio da Selecção de Sub-20. Uma indisposição gástrica esteve na origem da dispensa do atleta por parte do treinador João Eusébio que, hoje, já deve contar com o contributo de Coentrão.
Também regressado dos Sub-20, Vítor Gomes integrou os trabalhos mas não na sua totalidade, uma vez que o defesa-direito saiu mais cedo por causa de uma consulta no dentista. Na parte final da sess�o, dedicada à finalização, Niquinha e Evandro foram poupados.
Noutro plano, dos 250 bilhetes requisitados ao V. Guimarãs para o jogo de domingo e ontem postos à venda na secretaria do clube vila-condense foram vendidos cerca de 50. Recorde-se que os ingressos, a um preço de 7,5 euros, podem ser adquiridos até à manhã do dia do jogo.
Hoje (10 h), está agendado novo treino para aperfeiçoar a estratégia para domingo.
PS: Havendo ainda mais de cerca de 200 bilhetes à disposição dos sócios e adeptos do Rio Ave, o BdRA espera que estes se esgotem rapidamente para que, domingo à tarde, a equipa possa contar com forte apoio na deslocação ao terreno do Vitória.
INFORMAÇÕES ÚTEIS: JOGO: Vitoria SC x Rio Ave DATA: 29 de Abril de 2007 - Domingo HORA: 16H00
PREÇO DOS BILHETES: Sócio Com Lugar anual:quota 04-2007 Sócio Sem Lugar Anual : 4€ / quota 04-2007 Público: 7,5€ Bilhete Menor 10 anos: 5€ Bilhete Acompanhante: 5€ Bilhete Senhora + Oferta T-Shirt: 5€
PS1: Dados que constam do sítio oficial do Vitória de Guimarães. Pela parte que nos toca, há que louvar o facto dos bilhetes de Público custarem apenas 7,5€, o que contrasta com a atitude do Leixões, por exemplo, que fixou os ingressos para rioavistas no dobro desse valor (15€). Tendo em conta as excelentes vias de comunicação existentes, não há nenhum motivo para que os adeptos do Rio Ave não marquem presença em força na Cidade Berço. Para nós, não é o Jogo do Ano, mas nada como resolver já no domingo a questão da subida. Vamos a eles!!!
PS2: Chegou ao BdRA a informação que estarão bilhetes para Guimarães à venda na secretaria do Rio Ave. Podem ser adquiridos 5ª, 6ª e sábado, custam 7,5 euros e destinam-se ao sector estipulado para os adeptos rioavistas.
João Eusébio já tem uma baixa confirmada para o jogo com o V. Guimarães, decisivo para as contas da subida de divisão. André Vilas Boas, que actuou a central frente ao Portimonense, viu o 10.º amarelo para o campeonato, e é carta fora do baralho para domingo. Bruno Mendes, que regressa após castigo, deverá ocupar a vaga no eixo da defesa vila-condense.
Quem também cumpriu um jogo de suspensão foi Milhazes, que volta, em Guimarães, ao lado esquerdo do sector mais recuado, sendo o nigeriano Samson o sacrificado.
Noutro âmbito, o Rio Ave celebra, no próximo mês, o seu 68.º aniversário, sendo o ponto alto das actividades comemorativas o jantar a realizar dia 10 de Maio, pelas 20 horas, no Rancho do Monte.
Chidi e Adriano estiveram, ontem, na EB 1 da Azurara, em mais uma acção promocional do clube junto das escolas do concelho.
Para assegurar um forte apoio aos líderes da Liga de Honra, na recepção ao Portimonense, o clube vila-condense distribuiu 6.500 ingressos. Assim, ao longo da semana foram atribuídos 4 mil bilhetes às juntas de freguesia, escolas e aos patrocinadores oficiais.
Um número ao qual se somam os 2.500 ingressos com que a direcção presenteou os sócios que marcaram presença no estádio no último fim-de-semana, na visita do Trofense.
Recorde-se que no âmbito de uma campanha promocional levada a cabo na 25.ª jornada, cada associado recebeu dois bilhetes para o jogo de domingo.
Noutro plano, na sessão matinal de ontem foi possível comprovar que o treinador João Eusébio irá optar por André Vilas Boas para fazer dupla com Danielson no eixo da defesa e por Samson para a vaga do castigado Milhazes no lado esquerdo do sector mais recuado.
Ausente por motivos pessoais esteve o guarda-redes Mora, que hoje já deve trabalhar com o plantel.
A margem de oito pontos de vantagem sobre o Guimarães é confortável, mas não decisiva, ou não tivesse o Rio Ave de jogar na Cidade-Berço daqui a duas jornadas. Por isso, o guarda-redes Mora entende que as atenções têm de estar centradas no próximo encontro, diante do Portimonense. "Esse é o jogo mais importante, que poderá marcar o campeonato, pois se vencermos a tarefa fica um pouco mais facilitada", disse. Aconteça o que acontecer, Mora garante que a equipa está preparada para sofrer e deu o exemplo do sucedido na última partida, frente ao Trofense: "Na segunda parte sofremos um penálti, perdemos um jogador importante e a equipa sofreu um bocadinho". Mas poderia ter sido pior, se Mora não defendesse a tal grande penalidade. "Tive a felicidade de defender a bola, mas todos sabemos que nesses lances um guarda-redes precisa mais de sorte do que outra coisa, pois trata-se do momento e de adivinhar para onde vai a bola".
Fazendo uma retrospectiva da época, Mora reconheceu que a equipa não entrou bem no campeonato e apontou a passagem da oitava jornada como um marco decisivo. "Temos uma equipa formada por jogadores habituados à primeira Liga e custou um pouco a ambientarmo-nos à segunda. Depois desses oito jogos metemos na cabeça que estávamos na Liga de Honra, a equipa uniu-se e conseguiu chegar ao primeiro lugar".
Com mais um ano de contrato, Mora não esconde o desejo de regressar ao seu país, deixando o Rio Ave na Liga principal, embora garanta não estar a planear a saída. "Para mim é muito importante voltar à primeira Liga, onde a equipa estava quando aqui cheguei. Sinto-me bem no Rio Ave, mas sou de Barcelona e a minha família está lá", finalizou.
O plantel do Rio Ave inicia, à tarde a preparação da recepção ao Portimonense sem qualquer lesionado, o que, ainda assim, não significa a disponibilidade de todos os jogadores, pois Bruno Mendes, por ter visto o cartão vermelho, e Milhazes, com o quinto amarelo, não fazem parte dos planos de João Eusébio. Se no centro da defesa, a ausência de Bruno Mendes poderá ser colmatada com o recuo de André Vilas Boas, no lado esquerdo a vaga em aberto deverá ser preenchida por Samson, que, apesar de estar habituado a terrenos mais adiantados, não estranha essa posição. Em contrapartida, o técnico tem mais opções para o ataque, pois já contará com o brasileiro Evandro, que cumpriu castigo na passada jornada. Apesar do regresso, o avançado é um dos jogadores em perigo de exclusão para a deslocação a Guimarães, na roda seguinte, tal como André Vilas Boas, Delson e Keita.
Aparentemente, o jogo com o Trofense tem tudo para pender para o lado do Rio Ave: pela classificação das duas equipas, pelo factor casa e até pela ausência do goleador Reguila, actual segundo melhor marcador do campeonato, mas com a época encerrada devido às lesões nos dois joelhos. Mas isso é no papel, não fosse o adversário uma equipa "muito peculiar", na opinião do central Bruno Mendes. "Defende muito e gosta de sair rápido para o contra-ataque o que nos complica a vida, pois gostamos de ter a posse de bola", começa por explicar o central. Além do mais, o Trofense desdobra-se em 4-4-2 e mesmo sendo "necessário ter em linha de conta como se defende os dois avançados", garante, sem grandes dúvidas, que "é mais fácil" travar os ataques de um tridente ofensivo. "Felizmente temos ultrapassado essa dificuldade, quando ela surge", ressalva. E nem a ausência de Reguila é vista como um ponto a favor. "Pode tornar-se mais difícil defrontar um jogador que não conhecemos tão bem", confessa. "Depois, se o substituto joga pouco, então vai querer mostrar serviço", acrescenta.
Como se não bastasse, o Trofense, porque visita o líder, vai "com a motivação que teria o Rio Ave se visitasse um grande na primeira Liga". Ou seja, com uma boa dose extra. Mas "os jogos em casa serão para ganhar". São quatro até final do campeonato e domingo é o primeiro de dois consecutivos. E porque "chegar a Guimarães com à-vontade seria importante", então não há mesmo outra hipótese.
Delson apto para o Trofense
O técnico do Rio Ave, João Eusébio, já sabe que pode contar com Delson para a recepção ao Trofense, que será transmitida pela Sport TV no domingo de manhã. Depois de ter treinado com limitações desde o início da semana, devido a uma lesão na coxa esquerda, o médio foi submetido a uma ecografia, exame que nada de grave detectou, pelo que ontem já participou na segunda parte do treino sem qualquer tipo de condicionalismos. Assim, João Eusébio tem praticamente todo o plantel à sua disposição, sendo que o avançado Evandro é a única baixa confirmada. O brasileiro vai cumprir castigo, por ter sido expulso por acumulação de amarelos, na ronda transacta, e deverá ser substituído no onze titular por Ricardo Jorge ou Ronaldo. Para hoje de manhã está agendada a única sessão do dia.
Tal como previsto, Delson efectuou ontem uma ecografia à coxa esquerda cujo resultado será conhecido apenas hoje. O médio voltou a fazer treino individual, quase sempre limitado a corrida, embora a equipa médica do Rio Ave acredite ser possível recuperá-lo para a recepção ao Trofense, no domingo de manhã. Em pleno esteve o restante plantel, que trabalhou essencialmente a finalização. O técnico João Eusébio insistiu no domínio do remate à meia volta assim como nos cruzamentos que sirvam os avançados à boca da baliza. Defesas e médios ensaiaram o pontapé de primeira à entrada da área.
Fábio Coentrão subiu ao relvado com meia hora de atraso, ao que tudo indica por ter estado a tratar de assuntos pessoais. O grupo volta na manhã de hoje ao trabalho, para uma sessão que servirá também para João Eusébio tirar novas ilações sobre quem substituirá o castigado Evandro – viu um duplo amarelo na última deslocação ao Estoril. Ricardo Jorge e Ronaldo são candidatos à vaga.
Borlas para lotar estádio
A Direcção aposta no apoio do público e optou por abrir as portas no jogo com o Trofense. Os adeptos recenseados no concelho, os menores de 18 anos nele residentes e todos aqueles com idade inferior a 12 anos terão acesso gratuito à Bancada Nascente, mediante a apresentação do Cartão de Eleitor, no primeiro caso, e do Bilhete de Identidade nos restantes. Os sócios terão ainda direito a dois bilhetes para a recepção ao Portimonense.
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